Como deve(ria) jogar o Corinthians, hoje, contra o Cruz Azul (Mex)

Com 4 pontos no grupo 6, o Corinthians enfrenta, fora de casa, o Cruz Azul (México). Não fosse o fator altitude (a Cidade do México fica a 2.400m acima o nível do mar – São Paulo fica a 800m), seria um jogo fácil, certo? Não – a equipe de Tite vai enfrentar diversos outros problemas, e deve buscar um empate. Nesse caso, o Cruz Azul continuaria líder, mas a diferença de 2 pontos entre os dois times poderia ser revertida no jogo de volta, na quarta-feira que vem, no estádio do Pacaembu.

Explico o porque do empate: os mexicanos tocam muito bem a bola. O gramado do Estádio Azul é baixo e com poucas irregularidades. Adicionando o contexto da altitude, o Corinthians deverá correr mais do que o necessário para fazer a já habitual pressão no campo adversário, ainda no início das jogadas. Assim, os contra-ataques vão valer muito a favor da equipe brasileira. Tite já disse que começará o jogo com Jorge Henrique e Liédson no ataque, além de Alex no meio. Esse, na minha opinião, é o erro anunciado da partida de hoje.

Alex é lento. Não tanto quanto Danilo –  titular, com méritos – mas costuma perder bolas bobas na armação das jogadas. Tite poderia utilizar Douglas nessa posição, ao menos para começar a partida, pois o camisa 15 é mais incisivo em lances de velocidade e penetrações pelo meio (ui!). Jorge Henrique poderia ser deslocado para a ponta, dando lugar ao veloz Emerson, que formaria a dupla de ataque com Liédson – outro jogador lento. Como já vem funcionando bem, Danilo deve continuar levando as jogadas mais para o fundo do campo, aguardando a chegada de meias e atacantes para a finalização.

Nessa partida em particular, que o Cruz Azul deve usar e abusar das jogadas nas laterais, acredito que não seria uma boa ideia forçar subidas de Edenílson e Fábio Santos. O jogo ficaria mais centralizado, talvez mais truncado e feio, mas muito mais seguro. Ralf deve ficar ainda mais preso entre os dois zagueiros, para garantir as subidas de Paulinho, quando necessárias. Os mexicanos vão para a partida sem dois titulares, servindo a Seleção de seu país, mais um zagueiro, contundido.

O Corinthians nunca venceu uma partida na terra dos sombreros. Em três oportunidades, não marcou um gol sequer, perdeu todas as partidas e acumulou oito tentos contra.
Canja de galinha e um futebol burocrático, às vezes, não fazem mal a ninguém. Importante: não, eu não coloquei 12 jogadores em campo por engano. Só esqueci de avisar: Emerson ainda reclama de dores na coxa. Por isso, dificilmente comece jogando. Tite vai isolar Liédson, o que acho besteira – hoje. Se Emerson jogasse, Jorge Henrique poderia ficar no banco.

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