Despedida de solteiro, de solteira, de despedida

Como de praxe em qualquer casamento, a despedida de solteiro (e de solteira) serve, basicamente, para duas coisas:

1 – tentar desestressar os noivos em uma época angustiante e extremamente custosa, onde tudo que se passa pela cabeça são contas, cálculos da proporção convidados/bebidas/comida/quanto sobrou de dinheiro (sic);

2 – reunir amigos em uma celebração aos últimos dias sem o reio matrimonial, não tendo muitas responsabilidades, senão sair vivo da festa e ou não ser preso (algo como imaginar que voltou a ter 18 anos, podendo beber à vontade e se dar ao luxo de flertar e receber flertes, além de passar vergonha sem pensar no amanhã).

Evidente que o remédio acaba sendo um purgante, em muitos casos: por mais bacanas que sejam seus padrinhos e madrinhas que normalmente bancam grande parte da baderna, sim, você vai gastar um bom dinheiro e, provavelmente, não será pouco. Dependendo do que pensa em fazer, para quantas pessoas, quando e onde, seu custo pode ultrapassar até o valor que pagou nas alianças – que não são baratas.

Outros goles amargos são os dias que antecedem a festa e, claro, o day after. Não queira ser ingênuo ou moderno ao ponto de dizer que sua contraparte não vai querer saber o que você fez ou deixou de fazer. Nem que você mesmo não vá fazer o mesmo. É natural do ser humano: a curiosidade existe, e só não é maior do que a imaginação. Por isso, evite pensar no que se passou do outro lado da muralha, e procure não gerar motivos para que sua cabeça lhe renda dores e o efeito “eu nunca mais beberei novamente”, tanto para álcool, quanto para outros ingredientes de festividades do gênero. Parcimônia e bom-senso funcionam melhor do que a urgência e anarquia.

A minha despedida está em aberto. Não sei ainda o que fazer. Já tive algumas ideias, mas a grande maioria são caras demais e não duram muito tempo. Não, não envolvem garotas de programa. Por sinal, é interessante como qualquer um que ouça falar em despedida de solteiro, logo imagina um ambiente dominado por meretrizes de minissaia, seios saltando para fora dos sutiens e pernas envoltas em óleo. Para ser sincero, se minha maior realização antes de um casamento, com uma mulher com quem já moro há 1 ano e meio, e estou junto há 4 fosse “fazer sexo”, seria sinal que eu não precisava de uma despedida de solteiro, mas uma aula particular sobre como se portar ao ser homem.

O que a patroa vai fazer, não sei. E confesso que não me interessa saber. Não por ciúmes ou paranoia, mas por ser a despedida dela, com as amigas dela, uma parte da vida que interessa exclusivamente a ela. O que sei, é que daqui a pouco mais de 50 dias, estarei ao lado dela, provavelmente com pouca coisa da despedida de solteiro na cabeça, e muito de nossas merecidas férias ocupando o espaço.

Antes casado do que sexualmente frustrado.

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