A desvalorização do Real, o país gaúcho e Neymar Serra

Ontem foi um dia bastante peculiar para quem gosta de futebol. Ainda “abalada” com a justa derrota do Barcelona para o Chelsea, dentro do Nou Camp, toda a imprensa tinha no Real Madrid o candidato ao título da renomada Champions League. “Vamos ver se Santos, Fluminense, Internacional ou Corinthians podem enfrentar esses espanhóis no final do ano”, diziam alguns. A soberba aplicada ao time madrilenho vem da mídia, não de seus atletas e dirigentes. O mesmo acontece com o Barcelona. Ambos foram derrubados por adversários que entraram como franco-atiradores e venceram. Uma final entre Alemanha (Bayern de Munique) e Inglaterra, em terras germânicas. Logo, Cristiano Ronaldo – o melhor atacante do mundo, na minha opinião – e Kaká, por perderem seus pênaltis na decisão, tornaram-se pauta para “será que valem o quanto custam?”. Pois é… uma queda, e já desvalorizaram o Real.

Pela Libertadores 2012, o Internacional recebeu o Fluminense. Seria um confronto entre duas equipes brasileiras, mas não foi. Não é de hoje que a torcida gaúcha tornou-se algo ímpar. Não por cantar ao longo de 90 minutos, empurrar o time para frente ou coisa que o valha. Aquela soberba que a mídia joga nas equipes espanholas, os gaúchos usam para se banhar. Antes do jogo, bandeiras asteadas no gramado representam o país de cada equipe. Ontem, havia uma do Brasil e outra do Estado do Rio Grande do Sul. Durante o hino nacional, os gaúchos não cantam – jogadores e torcedores. Estes preferem, ainda durante o hino, cantar músicas regionais em alto e bom som. Mulheres, idosos, crianças, todos juntos. O Internacional e o Grêmio, assim como boa parte do Rio Grande do Sul, não pertencem mais ao Brasil – são deles, apenas, e isso já lhes basta. Simples coisa a fazer: exigir que eles disputem vagas para a Libertadores 2013 pelo Campeonato Argentino. Não seria permitido que atuassem no Campeonato Brasileiro ou Copa do Brasil. Torneio brasileiro, só para brasileiros. Que o Fluminense os elimine, no Engenhão, à brasileira.

Na Bolívia, o que já era esperado aconteceu: a altitude venceu o Santos, por 2×1. Dois gols sofridos por claros efeitos que os 3.600 metros de La Paz atuam sobre a bola. Neymar, gripado, jogou mal, mas conseguiu fazer das suas. Dribles que geraram faltas (inclusive a do gol santista), jogadas pelas laterais e algumas tentativas a gol. Mas o lance crucial veio aos 37 minutos do segundo tempo. Já perdendo por 1 gol de diferença, o jogador foi cobrar um escanteio, e foi atingido por algo no rosto. Coisa natural – infelizmente – em jogos na América do Sul. Caiu, rolou, berrou. A mão no rosto a todo momento dava a sensação de que um tijolo, gilete ou bala perdida tivesse o atingido. Mas, não: as imagens mostravam uma banana, que se partiu em duas partes, atingir seu rosto. “Ah, mas com a força que foi lançada, a distância, a altitude de La Paz, faz com que seja bastante perigoso e dolorida uma coisa dessas”. Sim, com certeza. Digno da bolada que Rivaldo recebeu na canela, durante a Copa de 2002, que o fez cair e berrar com as mãos no rosto. Digno da perícia médica que José Serra exigiu, ano retrasado, após ser atingido por uma mortífera bolinha de papel, durante carreata política.

 

Notas rápidas:

Júlio César: o goleiro corinthiano concedeu, ontem, entrevista coletiva. Assumiu o erro nos dois gols sofridos, pediu desculpas à torcida e afirmou serem lances “bobos”. Disse estar se esforçando nos treinamentos cada vez mais, para evitar novas falhas. Isso é digno. Não deve ser sacado do time de Tite.

Deola: foi martirizado em praça pública. Ontem, na vitória do Palmeiras sobre o Paraná (2×1, jogo de ida, pela Copa do Brasil), Felipão o sacou da equipe. Pronto, mais um bom goleiro queimado no futebol brasileiro.

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