A Libertadores dos outros

Uma competição que reúne os melhores times do continente. Uma taça que vale todo um planejamento, premiando a técnica, a inteligência, o espírito esportivo e o Fair Play. Renomada, essa competição oferece valores em dinheiro de alto padrão às equipes participantes, ainda mais, para os campeões. Essa é a Libertadores dos outros, não a nossa. Nunca será. Isso é a Champions League.

Foi vergonhoso. Tire sua camisa do São Paulo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras ou qualquer outra equipe ao tecer comentários sobre a partida entre Emelec x Corinthians. Começando desde a chegada do time brasileiro ao Equador, sendo impedido de treinar com bola no gramado onde seria realizado o jogo – como já havia sido feito, também, contra o Flamengo. Torcida que atravessa o campo para procurar melhores assentos, juíz condescendente com a violência e covarde. Isso foi a partida de ontem.

O Corinthians arrancou um empate, do fundo do poço, jogando com 10 desde os 8 minutos do segundo tempo. Não foi por qualquer coisinha. Jorge Henrique foi expulso por acumular dois cartões amarelos, justos e merecidos. Porém, a equipe de Tite era proibida de roubar a bola, uma de suas principais características. Tomava a bola do adversário e tomava cartão amarelo. Recebia faltas duras, por trás, pelos lados, por cima e por baixo, e o Emelec recebia advertência verbal. Foi feio. Não pela ação em si do árbitro, o qual prefiro nem nomear, mas pela reação clubística dos torcedores brasileiros.

“Libertadores é competição para macho”, “É porrada mesmo, tem que se virar”. Poucas, mas não menos assustadoras. Deixemos claro: não, o Corinthians nunca venceu uma Libertadores e, sim, isso parece desculpa esfarrapada, caso o time venha a ser eliminado em breve. Mas não é. O que aconteceu ontem não foi futebol: foi guerra por intimidação. Eu, sinceramente, como torcedor corinthiano, não faço questão nenhuma de vencer um campeonato como esse na base da malandragem. E sim, podem falar abertamente sobre o Brasileirão de 2005. Basta pesquisarem o que aconteceu, porque aconteceu, de que forma tentaram consertar a roubalheira declarada que ocorria e manter sua opinião. Para mim, Libertadores é, como disse o presidente do Corinthians após o fim do jogo, “uma várzea”.

Que venham os equatorianos na semana que vem. Serão bem tratados, respeitados e terão a oportunidade de jogar e vencer na bola. E que seja o que a Conmebol quiser.

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