A crise do Santos – a verdade revelada

Mal das pernas financeiramente, o time de Vila Belmiro busca, desde o fim do ano passado, renegociar suas dívidas com os bancos. Reflexo da péssima gestão de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro (também conhecido como LAOR). O mandatário santista gastou às burras com a manutenção de Neymar e Rafael, ambos com promessas contratuais milionárias no exterior. No afã de transformar o Peixe em um segundo Barcelona, o presidente meteu o pé pelas mãos, sedendo por publicidade e dinheiro. Não é só disso que vive um clube de futebol.

Após a eliminação na Libertadores de 2012, para o Vélez Sársfield, Elano e Borges pediram o boné, por ficarem marcados como os vilões da eliminação da equipe no jogo de volta, a derrota por 3×0. Muricy, retaliado com demissão ao citar em entrevista coletiva que “tem gente que esquece que, nos anos 80 e 90, o Santos era saco de pancadas até da Portuguesa, decidiu esperar o chamado da CBF para assumir a Seleção de 2014, o que não aconteceu. O técnico, discípulo de Telê Santana, resolveu assumir o Chelsea, garantindo uma aposentadoria mais digna de seu talento.

A crise não tem hora para terminar. Envolvido no caso que ficou conhecido como “a orgia em alto mar”, Neymar continua sob custódia da justiça. A menor, envolvida no escândalo, perdeu o bebê no sexto mês de gravidez. A imagem do atleta, que rendia cerca de R$ 2,2 milhão ao mês, hoje, não serve para encubrir o rombo nos cofres do alvinegro praiano. A dívida, consolidada, chega perto dos R$ 3,9 milhão. Paulo Henrique Ganso, em litígio com o Santos, deve abocanhar cerca de R$ 22 mi. A decisão da diretoria foi a mais sensata: vender a Vila Belmiro para um grupo de empresários do setor imobiliário, que irá erguer, no mesmo local, um condomínio de alto padrão. LAOR segue foragido.

Pelé, antes seduzido pelo convite para assumir a presidência, hoje prefere se abster de comentários. Em uma de suas raras entrevistas, o ex-Rei do futebol assumiu: “ver um argentino me ultrapassar na história do esporte dói menos do que isso. O Santos sempre foi um clube que gerou craques. Hoje só nos dá vergonha”. Dilma Roussef, torcedora do Internacional de Porto Alegre, resolveu ajudar a instituição, cedendo descontos fiscais para as dívidas tributárias, insolúveis desde 2004, após a era Robinho. Candinho, o técnico atual da equipe, revelou à Veja que pretende reformular a forma de jogar da equipe, hoje, na terceira divisão do campeonato paulista. “Precisamos retomar o ânimo. Mas depois de 6 jogos sem marcar um único gol, fica difícil pedir a jogadores como Lulinha para que se entreguem 100%”.

Triste fim.
São Paulo, 11 de maio de 2014 

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