O jogo que não verei: Santos x Corinthians

Depois de mais uma partida bem abaixo da expectativa, o Corinthians conheceu seu adversário nas semifinais da Libertadores 2012: Santos, o “bicho papão” do momento. Será mesmo? Algumas coisas que li e ouvi nos últimos dias me fazem acreditar que o favorito nesse duelo não é a equipe de Neymar e companhia. Além do fato de os praianos jogarem sem Ganso (não, ele não jogará a segunda partida contra o Timão), outros detalhes fazem valer minha opinião.

1. Muricy conhece Tite há muito tempo. Desde os confrontos Internacional x Grêmio, no Rio Grande do Sul. Santos e Corinthians já se enfrentaram, com praticamente os mesmos jogadores, por mais de três vezes. O marrento técnico do alvinegro da Vila Belmiro leva pequena vantagem. Mas vai armar a equipe à sombra do Corinthians, no primeiro jogo, pois sabe que não pode levar gols em casa. Ou seja, não esperem ver Léo ou outro jogador fazendo a função de Ganso – essa parte do gramado será ocupada por outro volante. Provavelmente, o fraquíssimo Henrique. É aí que se situa a vantagem corinthiana. Paulinho e Danilo farão o inferno nesse setor do campo. Justamente os dois jogadores que vêm atuando melhor nas partidas da Libertadores 2012.

2. Liédson, provavelmente, volta à equipe titular do Corinthians. Motivo: o baixo rendimento da dupla Emerson e Jorge Henrique. Com este último no banco, além de se configurar o ataque com mais uma opção de jogada, transforma o banco de reservas de Tite em um verdadeiro arsenal: Willian, Jorge Henrique e Elton. Do lado santista, Borges deve voltar ao ataque, por ter mais experiência. Lembrando que, ofensivamente, Muricy tem menos peças de reposição.

3. O Corinthians vem jogando muito bem fora de casa. Só levou um gol fora do Pacaembu, de um total de dois na competição. Lembra-se do gol? Sem querer, de bola rebatida pela zaga, entre o atacante e o goleiro. Castán e Chicão voltaram, definitivamente, a ser uma opção segura de contenção. Evidente que Neymar é mais veloz e habilidoso do que os dois, mas apenas Ralf deve encará-lo no mano-a-mano, sem contar com o recuo de Emerson. A sobra, após o possível drible do atacante, fica com quem estiver mais perto. Foi assim que o Vélez Sársfield fez, e deu certo.

4. Em jogos fora de casa, o Corinthians costuma não apelar tanto para a bola aérea (como vimos contra o Vasco, na última quarta-feira). Como o ataque fica menos povoado, as chances de Danilo surgir na primeira trave e fazer o habitual desvio, diminui muito, pois o meia também marca. Como os atacantes, com exceção de Elton, são baixos. Pelo chão, usando tabelas e jogadas de fundo, o time de Tite tem boas chances de, até mesmo, vencer na Vila Belmiro, pois o Santos não é time de jogar na retranca, muito menos em seu estádio.

Eu não verei a partida de ida e, provavelmente, a de volta, também. Estarei no exterior, onde o hotel não possui televisão via satélite. Como sei que as chances de destroçar o computador é enorme, em caso de derrota/eliminação do Corinthians, a possibilidade de assistir ao jogo por algum site como o Justin.Tv é quase nula.

Que vença o melhor – e vai, Corinthians, é claro!

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