Quer ca$ar? Me$mo? Certeza? Olha… $ério?

Existem diversos blogs especializados em apontar dicas e serviços para noivos e noivas, às vésperas de seus casamentos. Em uma rápida pesquisa, encontrei mais de 10. São conselhos do que fazer, do que não fazer, do que investir e do que se deve evitar. No geral, são sites criados por quem já passou pela experiência – algumas frutíferas, outras frustradas, mas sempre bastante elucidativas. Como não podemos nos fazer de rogados, o Acnoide cria aqui a lista de 5 passos a seguir quando a(o) namorada(o) propor casamento, ou quando a ideia passar por sua cabeça após uma tórrida noite de felação.

1. Calcule quanto você não pode gastar
O fato mais irredutível em um casamento, é que será caro. E não pense que sua ideia de fazer uma festa em chácara/sítio para “poucos” convidados é algo que foge à regra. Será, sim bem custoso, do mesmo jeito. O ideal aqui é pensar o quanto você não poderá investir. O cálculo é simples – some tudo o que você pode gastar, e subtraia pelo número de convidados, dando a cada um deles um valor fictício (suponha R$ 60). Em um exemplo rápido, temos:

R$ 12.000 – R$ 3.200 (60 convidados a R$ 60/cada) =
R$ 8.800 para investir na festa

Os custos básicos de uma festa de casamento são:
– aluguel do espaço e serviço de garçons por, no mínimo, 8 horas;
– comidas e bebidas variadas para todos, durante toda a festa;
– compra das alianças;
– decoração (sim, você tem que pagar por isso);
– aluguel ou compra dos trajes (para o noivo, um smoking ou coisa do tipo; para a noiva, o vestido);
– dj ou banda para animar a festa – aqui vale apelar aos amigos, já que qualquer um pode ter banda ou ser dj.

Reparem: para conseguir tudo isso, que é mesmo o básico, o custo é bem mais do que R$ 8.800. Digamos, o dobro. “Mas que absurdo! O povo vai comer caviar e tomar champagne francês?”. Não. Vão comer umas frituras mornas e champagne nacional – só durante uns 40 minutos, que é o tempo que leva para suas garrafas terminarem. O resto, é cerveja nacional e whisky 8 anos. Casar é caro e depende de seu envolvimento com a pessoa amada e o gerente de sua conta. Logo, qualquer “festa despojada para os amigos mais íntimos, sem muita formalidade” vai lhe custar umas 20 mil Dilmas. Sente e chore.

Exemplificando toda a primeira dica dessa sessão: você não pode gastar – pouco.

2. Selecione quantos e quem serão os convidados
Lembram do cálculo acima, dos 60 convidados? É um número baseado no que a maioria das pessoas mais alternativas (endividadas) imaginam: uns 30 amigos mais chegados da noiva, outros 30 do noivo, e pronto. Isso não existe. Experimente não convidar aquela sua tia que insiste em dizer que você está enorme, sempre que te vê. Ou o avô, que diz a todos – menos a você – que precisa te ver no altar para poder morrer em paz. Não dá. E acredite, você sentirá falta de ver esse povo falando mal de quem não foi, ao final da bagaça toda. Outro cálculo que pode te ajudar:

15 familiares de cada + 5 amigos do trabalho de cada + 10 amigos de infância de cada +  20 amigos do dia-a-dia de cada (baladas, shows, convivência) = 100 convidados.

São números totalmente fantasiosos. Não se esqueça: se cada um custar R$ 60, sua conta já foi para R$ 6.000 – só de convidados. Não se apavore (muito). Acredite no bom senso de cada um de seus convidados e na capacidade financeira dos mesmos. Seja cruel – não dá para convidar aquele seu amigo hippie, super bacana, mas que não faz a barba só para economizar na compra de barbeador. Faça uma lista de presentes (caso vocês ainda não morem juntos) ou dinheiro mesmo (depósito em conta). Ainda tem a tal “gravata do noivo”, que pode lhe render alguns trocados interessantes ao fim da festa. Se a fervura estiver alta demais, passe também o “sapato da noiva”. Não tem como: dá-se com uma mão, tira-se com outra.

3. Como vou pagar isso tudo, se já estou na pindaíba?
Programe-se. Isso de se apaixonar e marcar casamento é coisa de norte-americanos e europeus pré-crise de 2008. Marque com, no mínimo, 1 ano de antecedência. Você vai começar a pagar a parte mais pesada (o aluguel do local, bebidas, comida e decoração) com muito mais tempo para adequar sua vida a um momento tão… oneroso. Parcele, negocie e opte por não exagerar em nada. Boa dica: existem uma dezena de lojas na internet que vendem os vestidos de noiva. Da China. Sim, isso eles também já vendem pela internet, e tem um bom tempo. É mais barato, mais prático e, acredite, são os mesmos vestidos vendidos das lojas brasileiras. Em média, são vendidos por 40% do valor que você pagará em uma Rua São Caetano da vida.

4. Viagem
Não ache que lua de mel pode ser feita na Praia Grande. Até pode, mas você pode voltar frustrado e com micose. Os dois gostam de quê? São mais urbanos ou mais bucólicos? Praia ou balada? Os roteiros internacionais são uma boa, se forem curtos. Aquele papo que “viajar para o Nordeste é a mesma coisa que viajar para Cancún era verdade, até o dólar se inflamar e bater na casa dos R$ 2. Ou seja, não exagere, mas não tente ser simplório em algo que você merece, depois de se ferrar tanto, durante tanto tempo.

5. Mas eu sequer penso em casamento!
E pra que leu até aqui, cara pálida?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: