O jogo de São Jorge Henrique

Alguém não sabe que o Corinthians chegou à sua primeira final de Libertadores da América, depois de 53 anos da criação do torneio? Alguém não sabe que o adversário é o tradicional Boca Juniors? Alguém não sabe que passamos na bacia das almas pelo Vasco, mas conquistamos a vaga decisiva com tranquilidade sobre o badalado Santos? Todos sabem, não? Então, vamos ao que interessa:

O Boca Juniors e a Bombonera

É fato conhecido por todos, ao redor do mundo, que a equipe argentina, mesmo não sendo a maior vencedora da competição, é a mais temida na Libertadores. Pela história dentro do evento e pela força de sua torcida e estádio. Esse ano, o Boca não demonstrou um futebol vistoso, muito menos viril como de anos anteriores. Porém, a mística da camisa e da Bombonera são fatores que não desaparecem. Mais de 50 mil torcedores “hermanos” empurrarão a equipe contra o Corinthians, time já habituado a esse tipo de pressão. Infiltrados no meio da torcida azul e amarela, mais de 2.500 alvinegros tentarão rasgar as cordas vocais em apoio ao alvinegro paulista. No Brasil, a grande maioria do país torcerá pelo Boca. Na Argentina, a maior parte da massa fanática por futebol, dará seu apoio ao Corinthians. Idiossincrasias do esporte.

O forte dos argentinos

Além da já conhecida catimba, onde jogadores vão ao solo assim que conquistam a mínima vantagem sobre seus adversários, o Boca Juniors tem em seu elenco jogadores de muita experiência e talento inegáveis. O zagueiro Schiavi, o meio campista Ledesma e o armador Riquelme são suas maiores armas? Em termos. A média de idade da equipe é de 30 anos. Logo, sentem pouco a pressão de uma decisão desse porte. Esse ano, assim como fazem desde 2008, o Boca transformou seu xodó, Riquelme, em um falso volante. Mais ou menos o que Muricy Ramalho tenta fazer com Ganso. No caso, o camisa 10 do time argentino, quando está com a bola dominada ainda atrás da linha de meio campo, é protegido por Erviti. Assim, fica livre para lançamentos longos, quase sempre, pelo meio e pela ponta esquerda da zaga adversária. Quando estão no ataque, as posições se invertem, e Riquelme vira um terceiro atacante, vindo de trás. Difícil de marcar, mas simples de se evitar: basta que Paulinho jogue mais recuado, apoiando Ralf e Fábio Santos pelo lado do campo. O Boca também tem uma jogada pouco eficiente, mas sempre digna de cuidados, na bola parada. Pelas laterais, o camisa 10 joga a bola na marca do pênalti, para a chegada de “El Tanque” Santiago Silva. Pelo meio, Ledesma levanta a bola no mesmo local, no melhor estilo chuveirinho, para os zagueiros que sobem ao ataque e para o mesmo Tanque.

O forte do Corinthians

A melhor defesa da Libertadores da América vai trabalhar – e muito – no jogo de hoje. Leandro Castán é importante na marcação, mas não pode se privar de atacar, já que possui ótima impulsão na bola aérea. Mesmo assim, na minha opinião, o foco deve ser em Jorge Henrique. O atacante será o responsável por fazer o papel que Paulinho vinha fazendo nos jogos anteriores, tentando furar a zaga argentina de surpresa, além de contribuir na marcação desde o meio campo. Emerson Sheik volta de suspensão, e volta a ser o principal finalizador da equipe. Tite, muito provavelmente, irá jogá-lo na esquerda, para que Alex e Jorge Henrique possam tentar entrar na área adversária tocando a bola, nunca, cruzando para os altos zagueiros argentinos. Sabendo de tudo isso, é natural que o Corinthians opte por jogar no contra-ataque. Cássio pode ser um boa arma nesse caso. O goleiro é bom na reposição de bola, e por inúmeras vezes já tentou fazer a “ligação direta” com o ataque. Se seguir o que foi feito em partidas das oitavas e semifinais, essa bola deve ir direto para o lado esquerdo, para Alex e Sheik, para então, afunilar pelo meio.

O que acho sobre os resultados

Acredito que o Corinthians não vença na Argentina. Possivelmente, até perca a invencibilidade na Libertadores, por 1 ou 2 gols de diferença. Mas acredito que no Pacaembu, no frigir dos ovos, o Timão conquiste, finalmente, a tão aguardada taça. Palpite: Boca Juniors 2 x 1, Corinthians  2 x 0 Boca Juniors.

Vai, Corinthians!
Que São Jorge o proteja!

Tags: , , , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: