O campeão, a promessa e a abstinência

Pois bem, acabou a Libertadores, e durante um bom tempo vocês estarão livres de posts sobre Corinthians e futebol por aqui. O campeão, além de me gratificar com muita alegria e ainda mais devoção, cobrou a conta. Prometi, ainda na partida contra o Vasco, que se o Timão fosse vencedor da Libertadores, eu largaria o cigarro, de vez. Por isso, desde as 1h47 de quinta-feira, 5 de julho, “parei de fumar”. As aspas estão aí para justificar um rolinho de fumo, ontem, durante a festa de casamento de uma amiga. Atitude reprovada, mas acompanhada de perto pela Marcia, que fez marcação cerrada para ser a única escapada. E foi, ao menos, até agora.

De quinta para cá, poucas vezes tentei fugir dos sintomas da abstinência. Sendo eles a falta de sono, aumento de apetite e maior irritabilidade (acredite, é possível), fui de encontro a todos, na contramão: bebi todos os dias do final de semana, para poder dormir mais. Comi bastante durante almoços e jantares, para evitar os petiscos durante as tardes ou madrugadas. Controlei a raiva fingindo não ficar irritado com nada – essa parte é terrível, quase tão ruim quanto morder a língua. Trocando em miúdos, acredito estar no controle da coisa, ou sob o controle do controle, seja como for.

Se apelei ontem, naquele cigarrinho com sabor de “eu sei que você ainda me ama”, fui um guerreiro digno de medalhas nos dias que antecederam o fato. No sábado, por exemplo, eu cheguei à humilhante situação de enrolar um pedaço de papel (um folder de compras, lá de Punta Cana), acender e tentar tragar a fumaça. Sim, o vício não dá espaço para dignidade. Percebi a situação vergonhosa e na segunda tentativa frustrada, parei. Ontem, antes da festa, soquei uma colher de sopa, cheia de açúcar, para dentro da boca. Tudo para tentar controlar uma vontade absurda de encher o pulmão de 4 mil toxinas.

Estou pesquisando bastante sobre o e-cigarette. O cigarro eletrônico. O problema é que desde sua invenção, já foram criadas tantas opções de tamanhos, sabores, formatos e durabilidade, que não faço a menor ideia se vale mesmo a pena arriscar a compra de um. Sem contar que o preço é o mesmo ou até maior do que o de 1 mês fumando. E dura pouco: pelos meus cálculos e hábitos, cerca de 15 dias. Ainda tem a bateria que dura pouco e precisa ser constantemente recarregada, a compra de novos refis, a limpeza do cigarro… na boa? Estou tentando abandonar um vício e um problema, não abastecer e criar outro.

Vamos ver o que acontece. Pelo cigarro de ontem, já percebi que as fugidas, infelizmente, ainda vão dominar minha mente por algum tempo. No placar, estou me saindo bem: costumava fumar entre 10 e 13 cigarros por dia. Isso quando não saia para algum bar para ver os amigos, ou mesmo, beber em casa. Aí a conta subia para 20, 25, 30… meu bolso também agradece, já que economizei cerca de R$ 30 nesse período.

Corinthians, Corinthians… até na alegria, me faz sofrer.

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Uma resposta to “O campeão, a promessa e a abstinência”

  1. Testa Says:

    Segura a onda aí bicho! Torcendo por vc, rapá… 🙂

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