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As mentiras que você engoliu em 2012 – retrospectiva

19 de dezembro de 2012
Todo mundo mente

Todo mundo mente

Narrar fatos e feitos é uma grande calhordice. Qualquer acéfalo consegue realizar tal tarefa. Basta assistir ao telejornal diariamente, buscar informação em mais de um veículo da imprensa e procurar se manter atualizado sobre o que acontece no Brasil e – BANG! – você está apto a fazer uma retrospectiva.

Mas como sei que vocês usam o tempo livre apenas para jogar vídeo game, ir a shows, ficar compartilhando asneiras nas redes sociais e se masturbando no Xvideos, aqui vai o que de mais importante (não) aconteceu, mas você acreditou:

O Facebook iria usar suas postagens e informações pessoais como bem entender
Sejamos sinceros: o que há de tão interessante na sua vida que possa render frutos a Mark Zuckerberg e sua equipe? De verdade. Essas fotos de você e seus amigos no barzinho, na balada, naquele fim de semana na praia. A foto do cachorro desaparecido que você compartilhou, da criança com um tumor no cérebro, suas ideias vazias sobre o aborto. Isso renderia o quê, além de boas risadas? Por outro lado, criem consciência, de uma vez por todas: se está na internet, não é só seu. E se está na internet, não é tão importante assim.

Que o julgamento do Mensalão era o início de uma nova era de justiça e consciência
Um bocado de acusados, um punhado de indiciados, uns tantos punidos, ninguém preso. Ok, ainda há tempo para que se cumpram as determinações do STF, mas vocês, realmente, conseguiram acreditar que aquilo tudo iria criar uma onda em prol da pureza política brasileira. O problema é que o buraco é mais embaixo, no privado, e não no público. Dinheiro que se lava, tem fonte. Fontes têm interesses. Interesses geram mercados. Logo, apenas com o fim de toda e qualquer empresa privada, o financiamento à corrupção teria fim. Como o anarquismo termina na chegada do primeiro boleto de cobrança, isso é inócuo.

Que o PT, Lula, Zé Dirceu e Genoíno são o câncer desse país
Imaginem um genocídio. Agora, visualizem a cena de milhares de corpos esquartejados, pisoteados, carregados de balas. Ao fundo, meia dúzia de pessoas de pé, terno e grava, mãos sujas de sangue e pólvora. São eles. Culpados, inocentes, meros fantoches ou personagens de um jogo político? Acredite, nunca vamos saber. O que conseguimos determinar, finalmente, é que a tendência da mídia e opinião média do brasileiro é que, em caso de dúvidas, a vantagem é do acusador. Todos têm envolvimento. Todos sabem, mesmo que nem todos tenham visto ou participado. Mas sabem. A cura do câncer ainda não foi descoberta, mas o tumor pode ser removido – nesse caso, mesmo após a metástase. Ainda existem cachoeiras de muitos malefícios que alagam os corredores da nação, além de outros animais presentes no jogo do bicho que precisam ser caçados e cassados, mesmo que contando com a anuência de um período favorável. E essa cachoeira, cercada de tucanos ao pôr do sol, ainda fará com que muita água passe por debaixo da ponte.

Corinthians? Nunca serão!
Salvo clubismo, é evidente que brasileiro não entende patavinas de futebol. Ele entende da farra, da cerveja antes/durante/depois do jogo e dos xingamentos à arbitragem. De resto, é senso comum, nada mais. E isso, também, no meio da imprensa esportiva. Um clube que por 80 anos detinha, apenas, alguns títulos regionais de média relevância, em 22 anos conquistou o país, a América e o mundo. Amado, odiado, contestado e investigado, o Corinthians conseguiu atingir todos seus maiores objetivos na base de muita desconfiança, avareza, investimentos obscuros e práticas louváveis. A partr de 2012, foi determinado, por exemplo, que 4 de julho é “Dia de São Nunca”, e que 16 de dezembro é o dia da “Revolução Japonesa”.

Que você é uma pessoa de ideias admiráveis, humanísticas e de cultura acima da média
Alguma vez, ao longo de sua vida, você realmente acreditou no que estava fazendo? Sim, a pergunta é essa, e assim mesmo. Veja bem, não é que você não possua um bom coração. De forma alguma estou querendo afirmar que seja hipócrita, também. Muito menos que desconheça quase que totalmente o que significa uma nova hidrelétrica, o que é necessário para uma desapropriação de terra, os ideais de paz entre os povos do Oriente Médio ou como funcione o sistema de cotas. Porém, você reivindicou por isso tudo, durante… dias. Acreditou nos abaixos-assinados que lhe indicaram, mesmo que tenham sido criados por pessoas com tão pouco conhecimento dos assuntos quanto você. “Dorsal Atlântica no Rock in Rio”, “O real tamanho das torcidas de futebol no Brasil”, “Pela emancipação da região Sudeste do Brasil”… veja bem, são tantas asneiras reunidas em apenas 365 dias, que poderia passar mais um ano inteiro as listando aqui. “Ah, mas como não se indignar com algumas coisas que acontecem no nosso país? Iam assassinar índios, fazer obras inúteis, votar projetos absurdos, propor emendas imorais!”. Meu amigo idiota… você acredita até mesmo que Clarice Lispector e José Saramago tenham dito e escrito aquela quantidade descomunal de ideias e pensamentos, para que fossem difundidos, décadas depois, pela internet. Apenas continue nos divertindo com sua prevaricação à inteligência. Você realmente é uma importante gota de água no oceano, o revolucionário grão de areia em meio ao deserto.

O brasileiro tem o gosto musical alinhado à sua educação
Se não teve educação, é funkeiro. Se é superficial ou influenciável, é sertanejo. Se gosta de ler e assistir filmes B, é indie. Se foi criado por uma família autoritária e repressora, vira rockeiro. Se o crime faz parte de sua vida, escuta rap. MPB, samba de raíz, música clássica, pagode, eletrônica. É tudo música. Não deve ter um peso maior em sua vida e suas ideias do que tem na cabeça de quem as criou. Tchê-Tchêrerê-Tchê-Tchê, Se te pego, Como é bom ser vida loka (sic). Nada disso é pior do que as músicas que você, muito provavelmente, gosta, escuta e sequer entende. Música em inglês, por exemplo. As frases ditas pelos rappers norte-americanos são bem mais lascivas e nocivas a ouvidos puros do que aquelas cantadas por Mano Brown e outros MCs. Michel Teló dá de goleada em suas cantoras pop mais cultuadas. Thiaguinho, o pagodeiro, consegue ser muito mais poético do que Madonna. Portanto, se sua cadeia alimentar musical tem início nos Estados Unidos ou Europa, favor trocar seu Aurélio por um Michaelis. Duvido que já tenha usado qualquer um deles para saber sobre o que você mesmo tenta cantarolar.

Que as novelas da Rede Globo – e a emissora em si – fazem parte de um plano maior
Sim, isso é verdade. As telenovelas brasileiras só fazem o sucesso que fazem, conquistam as médias de audiência que conquistam e possuem 80% dos direitos autorais sobre tudo o que você conversa/critica/debate/julga ao longo de 10 meses, graças a um plano maior de dominação e lavagem cerebral da população. Por sinal, a Globo e suas novelas conseguem fazer isso tudo, inclusive, com você mesmo: o de fazer com que você insista que é diferente de todo o resto. Todos aqueles que assistem novela, que comentam novela, que ficam emocionados com um folhetim de roteiro invariavelmente sem variação. Você não faz parte dessa malévola tática para camuflar problemas maiores e criar novos preconceitos – além de abastecer tantos outros. Você sim rema contra a maré. Luta pelo que é certo. Busca, incansavelmente, abrir os olhos daqueles que o cercam, acreditando que, um dia, tudo irá mudar para melhor. Verdades inconvenientes, mentiras prazerosas. Você é nazista e não sabia.

Tinha mais coisa a ser lembrada aqui, mas, subitamente, meu cérebro travou.
Deve ser culpa de vocês.
Até ano que vem!

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Corinthians 1, Corinthians 2 ou Corinthians 3?

14 de dezembro de 2012

Tite se assustou. Não com o resultado de 3×1 do Chelsea sobre o Monterrey, mas pelo posicionamento tático da equipe de Rafael Benitez. Logo a principal força do técnico gaúcho, a formação do time em campo, está ameaçada. Pelo segundo tempo contra o Al Ahli, três coisas ficaram claras: o time está lento no ataque, carente de cobertura no lado direito da defesa, e visivelmente cansado. A esta última, podemos creditar o fato do Corinthians estar em fim de temporada. Vários jogadores estão no limite físico. As baixas temperaturas no Japão não colaboram – ou seja, nada melhor do que descansar nos próximos dois dias para evitar estourar algum jogador. Mas… e os outros 2 problemas?

Adenor já disse: vai mudar a equipe para a final. A linha de 3 homens de meio, de seu 4-2-3-1 será mexida. Quer mais um jogador rápido no setor (além de Sheik, que por sinal, não jogou nada na semi-final), não apenas para atacar, mas principalmente, ajudar Alessandro e Paulo André a controlar o setor. Justamente o ponto mais forte do Chelsea. E, infelizmente, logo sobre os dois jogadores que, ontem, sequer treinaram, por dores incômodas, reflexos do cansaço.

Fiz abaixo um esboço de 3 opções que Tite pode usar, para sair jogando, na final de domingo. Já aviso de antemão: Guerrero não sai da equipe, ao menos, não durante o primeiro tempo. Virou homem de confiança do técnico.

Corinthians 1Edenílson no lugar de Danilo
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Essa é a formação que acho menos provável (mas minha preferida), mas conhecendo Tite, não seria espanto algum a equipe jogar com três volantes e dois jogadores avançados, segurando os laterais, ainda no campo de ataque. O Barcelona faz isso até hoje, mas o Paulinho deles, é o Messi. Mesmo assim, com Edenílson posicionado onde normalmente joga o camisa 8 do Corinthians, lado a lado com Ralf, o atual artilheiro da equipe poderia ficar “livre” para ajudar na armação e chegada ao ataque. Danilo é outro dos homens de confiança do técnico, e dificilmente sairá da equipe titular, mesmo sendo mais lento que Douglas – que já dá sinais de que começará a final apenas como opção para o segundo tempo. Tanto Emerson, quanto Douglas, voltariam para ajudar a marcar, auxiliando Alessandro e Fábio Santos.

Corinthians 2Edenílson no lugar de EmersonMundial2

Calma, calma… eu sei que isso é praticamente impossível de acontecer. Mas imagino – novamente – Tite usando três volantes, para que Paulinho tenha mais liberdade. Jorge Henrique ou Romarinho fariam o lado direito, aplicando velocidade nas descidas e apoiando a defesa. O problema é que o 4-3-3 ficaria pesado demais com apenas um homem de velocidade. Entretanto, o time ganharia mais força no meio campo. O Sheik poderia aparecer no segundo tempo, com os ingleses já cansados.

Corinthians 3
– o mesmo esquema, mas com pontas rápidos e Martinez
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“Em time que está ganhando não se mexe (muito)”.
Tite pode muito bem não mudar nada em seu 4-2-3-1, mas trocar as peças-chaves por jogadores mais habilidosos. Se Martinez entrasse na mesma posição que Douglas ocupou contra o Al Ahly, teríamos além da bola curta, o drible – característica que o camisa 10 do Corinthians não possui. Isso pode ajudar a desmontar a defesa azul. Na direita, para conseguir fazer o que deseja, Tite precisaria sacar, também, Danilo da equipe. “Mas um time sem armadores?”. Sim, mas com “operários” que desempenhem mais de uma função com maior facilidade. Romarinho ou Jorge Henrique, mais uma vez, fariam o mesmo papel que Emerson faz pela esquerda. Seria, basicamente, o que foi utilizado na Libertadores, onde não havia Guerrero fixo como pivô, mas havia o 11 corinthiano mais centralizado para a chegada de Paulinho.

E aí, quem arrisca um palpite?

O que vi da vida

13 de dezembro de 2012

O quadro do Fantástico “O que vi da vida” deveria ser aberto a populares. Sim, pessoas comuns, daquelas “sem nome”, pelas quais passamos diariamente, sem oferecer um “bom dia”, pelo simples fato de não conhecermos. Não nos interessa conhecer as histórias ditas interessantes de atores e artistas globais. Para isso, existe o site Ego. E também o Vídeo Show, o Estrelas, e outros tantos programas – até mesmo de outras emissoras.

Imagine que interessante seria o quadro do programa dominical se escolhessem um cobrador de ônibus. Quantos assuntos e experiências mais importantes e reveladoras uma pessoa dessa não teria para passar? A briga com o motorista, o motoboy derrubado no trânsito, a fechada levada pelo veículo diplomático, o playboy chapado passando por debaixo da catraca. A dificuldade em suportar os mais de 30ºC no interior do ônibus, parado no mesmo lugar, valendo-se apenas de uma garrafinha de água (quando se tem), uma toalha no vidro que fica em suas costas, a brecha da janela. O dia em que os governantes pegaram o ônibus, para posar para fotos.

A prostituta também renderia boas histórias. O senador homofóbico que solicita serviços pela porta dos fundos, o casal em fim de relacionamento que a chama para “apimentar” a relação, as boas ações em tempos natalinos, o cliente que apenas queria bater um papo. Ou o traficante, aquele de porta de balada, que abastece pobres, ricos, milionários e mendigos. O ex-jogador de futebol do time do interior, que nunca conseguiu nada além de uma temporada na equipe da capital, onde foi roubado e perdeu o restante do dinheiro por causa das decisões de senadores, do traficante, da prostituta e do cobrador do ônibus. Seria muito edificante, com certeza.

Se fosse comigo, por exemplo, teria boas histórias para contar. Daquelas que levam ao choro, graças a Joey, teria poucas. Mas acredito que poderia me transformar em viral, ou – quem sabe, personagem de propaganda da Nextel. Poucas e boas sobre bebedeiras que levaram à merda, namoradas que chegaram ao caos, ex-chefes que foram à falência e à loucura. Shows que não renderam nada além de prejuízos, ressacas e mais prejuízo, textos mal escritos que levaram elogios, textos bem escritos que simplesmente passaram despercebidos.

Mas, na verdade, o que vi da vida foi uma correria desenfreada atrás de dinheiro, de antigas amizades, de falsos amores e, principalmente, tranquilidade. O problema é que isso só chega após a busca de dinheiro, bons amigos, amores de verão e intranquilidade. O que vi da vida é algo que todos vêem: quase nada de interessante, mas muita coisa digna de análise. Mas isso não dá Ibope. Só gera aquela pequena e tacanha de sensação de “Ufa, ainda bem que não foi comigo”.

Medo de perder ou confiança excessiva?

12 de dezembro de 2012

Então, o Corinthians venceu os egípcios do Al Ahly e está na final do Mundial de Clubes da FIFA. Apenas um gol, de cabeça, aos 29 minutos de jogo, do camisa 9, Paolo Guerrero – que eu jurava que não conseguiria jogar o campeonato. Mas foi só. Não houve mais nenhum grande momento de emoção para o torcedor corinthiano. A equipe se postou defensiva nos últimos 45 minutos de partida, rifando bolas da defesa para o ataque e sem qualquer tipo de jogada ofensiva de seus principais jogadores. O que isso indica? Tite e seus comandados tiveram medo de perder, ou confiaram – de forma excessiva – na experiência adquirida em jogos da Libertadores 2012 e Brasileirão de 2011?

Aposto na segunda alternativa. O jogo de hoje foi idêntico à primeira partida contra o Boca Juniors, nos primeiros 90 minutos da decisão continental. A bola que deu para empurrar para dentro das redes, foi empurrada. De resto, marcação, bolas espirradas e a cobertura dos laterais sendo feita pelos homens de frente. Não é um jogo bonito, muito menos arrojado, mas funciona. E já funcionou antes, diversas vezes. O problema é que, aliada à tensão e nervosismo de uma primeira etapa de Mundial, em jogo eliminatório, peças como Emerson, Danilo e Paulinho produziram pouco ou quase nada. E são parte da espinha dorsal do Corinthians.
Dá tempo de mudar tudo isso. Virá a bronca do pós-jogo, a resenha entre os atletas, os vídeos de jogadas erradas. Virá a definição do adversário final, Chelsea ou Monterrey. São mais 3 dias de descanso, análises e, principalmente, reformulação de postura. Se o Al Ahly tivesse marcado um gol, ainda mesmo que antes do Corinthians, teria a equipe – com o futebol apresentado hoje – capacidade para reverter?

É esperar para ver. Tite sabe onde errou, e os jogadores também. Já é mais do que meio caminho andado.

Fim do mundo? Release the Kraken!

6 de dezembro de 2012

Segundo o calendário Maia, faltam 15 dias para o fim do mundo. Agendando desde os tempos em que Sarney era apenas um menino, a extinta civilização previu que “de 21 de dezembro de 2012, não passarás”. Até pessoas sem qualquer acesso à informação, como Geraldo Alckmin e Lula, já ouviram falar disso. A lenga-lenga vem sido contada há anos, principalmente logo depois do fracasso do último apocalipse, que pulou o ano 2000.

Muita gente já comprou as passagens para a barca que atravessa o lago, que leva ao outro lado da vida. Com certeza, suicídios coletivos já foram agendados, sempre precedidos por festas regadas a muito sexo, drogas e álcool em abundância – por sinal, se conhecerem alguém que está organizando uma dessas cenas dignas de Calígula, favor me avisar. As grandes questões que pairam no ar, são: por quê não acabar logo com isso tudo? Que falta faria um planetinha como a Terra? E a mais importante, sem sombra de dúvidas: que falta faria o Homo Sapiens no universo?

Aprendemos a foder com tudo e com todos, de todas as formas, aspectos e tons de cinza. Precisamos, mesmo, de mais duzentos mil anos tentando piorar o que já não é lá grande coisa? Vejam bem, não é uma visão niilista sobre o tema. Desde que o Homem começou a se alimentar de carne, após ter descoberto como produzir as primeiras ferramentas e o fogo, pouco se fez, de fato. Pensadores de curto tempo útil, mas grande tempo vago, solucionaram antigos – e vãos, diga-se de passagem – questionamentos da humanidade: a Terra é redonda?; a Terra é o centro do universo?; quem seria mais importante, Deus ou o Homem? Outros, porém, inventaram a teoria da relatividade, desmistificaram as leis da física, criaram a Google. Tirando isso, rapaz… nada de muito produtivo.

Produzimos carros em massa, bebês em massa, massa folhada e guerras, muitas guerras. Batalhas por território, por mitos, por lutas sociais. Guerras de paz (sic), ao terrorismo, ao fanatismo religioso, a povos com a pele de tons mais escuros, guerras econômicas e por recursos minerais. Conseguimos parir uma geração que nasceu com a promessa de ser o futuro da humanidade, mas que não compreende que seu papel é, apenas, o de administrar a idiotice que seus pais impuseram à sociedade e ao mundo. E a função dessa molecada só é essa porque, no frigir dos ovos, não produzem nada que faça valer a pena toda a expectativa jogada sobre ela.

Os mesmos ideais sobre o capital, sobre as diferentes culturas e culturas diferentes. Sexos, credos, raças, opções, hábitos. Tudo isso continua sendo uma grande e incompreensível bola de merda para tantos, que não há um bom motivo para a continuação de nossa espécie. Se o ato sexual não fosse tão prazeroso, por sinal, acho que nem mesmo eu teria coragem de contribuir com a superpopulação desse planeta. E não, eu não me excluo do grupo de pessoas que aponto o dedo. No meio de algum desses mundinhos sujos e imbecis, eu provavelmente me encaixo. Se não por convicção, por talento, mesmo.

Portanto, que soltem o Kraken! Que a colossal criatura que assombra os mares do norte possa, de vez, fazer seu trabalho de forma menos assertiva e seletiva, tocando o caralho em tudo que encontrar pela frente. Que tenha algum parente terreno, para dar continuidade à sua obra. E que vá tudo para o lugar de onde, talvez, nunca deveria ter saído: o limbo.

Kraken

ps: o lance da festa de fim do mundo é verdade. Se souberem de alguma nesse estilo, me liguem.

Timão embarca de pé, mas mancando

4 de dezembro de 2012

Hoje, às 1h25, o Corinthians embarcou para Dubai (Emirados Árabes), para a primeira “perna” de sua longa viagem ao Japão, onde irá desputar o Mundial de Clubes da Fifa. O clube busca o segundo título. Após a derrota para o São Paulo, a equipe de Tite vai à terra do sol nascente com uma certeza: pode, sim, dar errado. Para colocar isso na cabeça de uma vez por todas, nada melhor do que perder para um arquirrival, atuando com time reserva, dentro da “própria casa”. Consciente, o alvinegro subiu no avião de pé, mas mancando: a principal contratação para a disputa do Mundial e aposta de Tite para o ataque, Paolo Guerrero, dificilmente jogará do outro lado do mundo, com lesão de grau médio no joelho direito.

Assim, minha previsão para o ataque do Corinthians, feita aqui há pouco tempo, deve se confirmar: o gaúcho Tite tem grandes chances de colocar, lado a lado, Emerson e Romarinho no ataque corinthiano. Primeiro, pelo entrosamento dos dois. Segundo, pelas ótimas alternativas “diferenciadas” no banco, que substituem ambos jogadores, sem decréscimo de qualidade: Martinez e Jorge Henrique, consequentemente. No meio campo, não há mais dúvidas: Ralf, Paulinho, Danilo e Douglas. O maior temor deste que vos escreve, fica debaixo das traves. Ainda não sinto confiança suficiente em Cássio. Muito irregular para um posto tão importante. Mas isso fica na gaveta dos “talvez”, apenas.
O maior problema do Corinthians para o Mundial de Clubes é, sem dúvidas, o fato de ir ao Japão sem saber quem irá enfrentar. Pode ser um time australiano (Aukland City), que seria o mais fraco. Pode ser uma equipe do Egito (Al Ahli), que é a base da seleção de seu país. E, mais provavelmente, um time japonês, que além de campeão há pouco do campeonato local, conta com o apoio de sua torcida. Ok, ok… torcida por torcida, o Corinthians já poderia se sagrar vencedor, mas sabemos que a banda não toca assim. Tite terá que se desdobrar para, em questão de poucos dias, definir a estratégia que mais se adapte ao estilo de jogo de seu adversário. E, repito: creio que serão os japoneses do Hiroshima.

Posto, abaixo, o mesmo esquema de jogo de dias atrás, já com Emerson e Romarinho no ataque.
E que São Jorge vença os Samurais!

Corinthians Mundial


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