Fim do mundo? Release the Kraken!

Segundo o calendário Maia, faltam 15 dias para o fim do mundo. Agendando desde os tempos em que Sarney era apenas um menino, a extinta civilização previu que “de 21 de dezembro de 2012, não passarás”. Até pessoas sem qualquer acesso à informação, como Geraldo Alckmin e Lula, já ouviram falar disso. A lenga-lenga vem sido contada há anos, principalmente logo depois do fracasso do último apocalipse, que pulou o ano 2000.

Muita gente já comprou as passagens para a barca que atravessa o lago, que leva ao outro lado da vida. Com certeza, suicídios coletivos já foram agendados, sempre precedidos por festas regadas a muito sexo, drogas e álcool em abundância – por sinal, se conhecerem alguém que está organizando uma dessas cenas dignas de Calígula, favor me avisar. As grandes questões que pairam no ar, são: por quê não acabar logo com isso tudo? Que falta faria um planetinha como a Terra? E a mais importante, sem sombra de dúvidas: que falta faria o Homo Sapiens no universo?

Aprendemos a foder com tudo e com todos, de todas as formas, aspectos e tons de cinza. Precisamos, mesmo, de mais duzentos mil anos tentando piorar o que já não é lá grande coisa? Vejam bem, não é uma visão niilista sobre o tema. Desde que o Homem começou a se alimentar de carne, após ter descoberto como produzir as primeiras ferramentas e o fogo, pouco se fez, de fato. Pensadores de curto tempo útil, mas grande tempo vago, solucionaram antigos – e vãos, diga-se de passagem – questionamentos da humanidade: a Terra é redonda?; a Terra é o centro do universo?; quem seria mais importante, Deus ou o Homem? Outros, porém, inventaram a teoria da relatividade, desmistificaram as leis da física, criaram a Google. Tirando isso, rapaz… nada de muito produtivo.

Produzimos carros em massa, bebês em massa, massa folhada e guerras, muitas guerras. Batalhas por território, por mitos, por lutas sociais. Guerras de paz (sic), ao terrorismo, ao fanatismo religioso, a povos com a pele de tons mais escuros, guerras econômicas e por recursos minerais. Conseguimos parir uma geração que nasceu com a promessa de ser o futuro da humanidade, mas que não compreende que seu papel é, apenas, o de administrar a idiotice que seus pais impuseram à sociedade e ao mundo. E a função dessa molecada só é essa porque, no frigir dos ovos, não produzem nada que faça valer a pena toda a expectativa jogada sobre ela.

Os mesmos ideais sobre o capital, sobre as diferentes culturas e culturas diferentes. Sexos, credos, raças, opções, hábitos. Tudo isso continua sendo uma grande e incompreensível bola de merda para tantos, que não há um bom motivo para a continuação de nossa espécie. Se o ato sexual não fosse tão prazeroso, por sinal, acho que nem mesmo eu teria coragem de contribuir com a superpopulação desse planeta. E não, eu não me excluo do grupo de pessoas que aponto o dedo. No meio de algum desses mundinhos sujos e imbecis, eu provavelmente me encaixo. Se não por convicção, por talento, mesmo.

Portanto, que soltem o Kraken! Que a colossal criatura que assombra os mares do norte possa, de vez, fazer seu trabalho de forma menos assertiva e seletiva, tocando o caralho em tudo que encontrar pela frente. Que tenha algum parente terreno, para dar continuidade à sua obra. E que vá tudo para o lugar de onde, talvez, nunca deveria ter saído: o limbo.

Kraken

ps: o lance da festa de fim do mundo é verdade. Se souberem de alguma nesse estilo, me liguem.

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