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Das coisas que não sei fazer – diarinho mode on

21 de março de 2013

Talento é algo que possuímos desde o momento do nascimento. Algo intransferível, acredito. Por exemplo, meu pai é um ótimo profissional da área da saúde. Já eu, não tenho problemas algum em ver sangue ou coisas do gênero, mas não aproxime uma agulha de mim. Não é medo. Para exemplificar, o que sinto ao ver uma agulha é o mesmo que sente uma mulher ao avistar uma barata. Voadora. Em sua direção. Minha mãe é uma ótima cozinheira, faz o que faz com gosto. Já eu, me esforço bastante, mas não sei fritar ovos. Sim, não sei. Acho que o zigoto do galo e eu não possuímos qualquer tipo de afinidade.

Dentre os talentos que não possuo, cito:

Andar de bicicleta: não é que não saiba. Até sei. Engano, mas ando. Porém, apenas em linha reta. Em caso de curvas, air bags deveriam ser instalados em minhas laterais e fronte.

Andar de skate: já tentei. De pé, acho que duas ou três vezes. Quando moleque, andava sentado ou de joelhos, apostando corridas com amigos, descendo ladeiras. Era bem divertido. Até eu quebrar o braço ao tentar desviar de um gato que entrou na rota do skate. Nunca mais. Nem eu, nem o skate, nem gatos.

Dirigir: acho extremamente chato e cansativo. Um tédio. Prestar atenção aos semáforos. Aos pedestres. À faixa de pedestres. Aos retrovisores. Ao câmbio. À embreagem. Ao cinto de segurança. Aos espaços do carro. Aos outros passageiros. Aos motoqueiros. Aos ônibus e táxis. Ao nível de gasolina, água e óleo do carro. Ao período de revisão. Às parcelas do carro. Ao vencimento do seguro, IPVA e inspeção veicular. Aos pedágios. Tudo isso somado ao fato de, por achar dirigir um porre, faço com pouco gosto. Logo, faço mal. Tenho carteira de habilitação, que me serve, apenas, como RG.

Nadar: fiz natação, quando ainda criança, por um ou dois meses. Lembro, até hoje, que em minha primeira aula, a professora berrava: “Levanta o queixo! Cabeça para cima! Respire, não baixe a cabeça!”. E não era durante o nado. Na verdade, isso aconteceu nos primeiros 20 minutos de aula, quando vomitei dentro da piscina, apavorando outra dezena de alunos. Não rolou mais fazer aulas com aquela turma, nem mesmo aprender a nadar.

Ouvir algo e não opinar a respeito: não é prepotência, acreditem. Mas de 100% das conversas que escuto, 90% delas ouço baboseiras. Política, esportes, trabalho, relacionamentos, religião, economia, noticiário trivial. Pessoalmente, acho que gente assim é um porre. Não por menos, sou considerado um porre, por muitos. Chato, insuportável, ranzinza e outros adjetivos que mais soam como elogios. E não, eu não evito discussões – gosto delas.

Trabalhar concentrado por mais de quatro horas diárias: talvez por só ter estagiado uma vez em toda minha vida, trabalhos de 6 horas diárias não foram habituais em minha vida. Digo, foram. Em telemarketing (profissão que desempenhei por duas vezes), fui o funcionário perfeito: não reclamava de muita coisa, até gostava do trabalho – pois é, raramente me atrasava. Mas, simplesmente, não conseguia manter o foco durante todo o trabalho. Chamar senhores de senhoras e trocar o nome do banco (um dos meus antigos empregadores) era algo habitual. Hoje, trabalhando por 10, 11 horas diárias, bem… deixa pra lá.

Ler jornais e livros: como jornalista, poderia ser considerado um pecado capital. Como jornalista não praticante, talvez não. O jornal, principalmente no Brasil, é algo tão arcaico quanto a máquina de escrever. Não é nada ergonômico, é caro (sim) e os jornalistas de impressos insistem em acreditar que são lordes. Escrevem para os chefes, não para seus leitores. Para algo assim, vou aos livros. Que, por sinal, também não tenho muita paciência para ler. Se me prender a uma leitura por mais de 20 minutos, é porque achei muito bom. Caso contrário, estou fingindo ler. Nota: durante seis anos de faculdade (dois de Propaganda e Marketing, e outros quatro de jornalismo), nunca comprei um livro sequer. Prefiro, e muito, as revistas.

Manter o blog atualizado: provavelmente, por todos os motivos e inabilidades anteriores.

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