Archive for maio \30\UTC 2014

Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar

30 de maio de 2014

Faz uns 8 anos que não sou parado pela polícia. Da última vez, ainda na faculdade, me parar por estar trajando uma vestimenta semelhante a de um suspeito de assalto no bairro onde estava. Que não era da faculdade, por sinal, pois estava “matando aula” para encontrar uns amigos. Minha única morte no currículo universitário, por sinal (sqn).

Antes, foram duas batidas perto de casa, na época dos ataques do PCC. Pouco mais de 11 anos atrás, a segunda: estávamos eu, Irineu, Fabrício e Adriano voltando de um show do Firim & Forom (não sei se escrevia dessa forma), em uma escola estadual. Irineu e Adriano, respectivamente, eram os palhaços, Fabrício o sonoplasta e eu… bem, eu era apenas o cara que cuidava dos fogos de artifício. Coisa bem voltada para um público de 4 a 9 anos, com certeza. A polícia parou nosso carro porque, segundo o policial, “não é comum alguém de cabelo verde” – isso, sobre Firim. Revistaram nosso carro, pediram os documentos e, ao abrir o porta-malas, espantados, perguntaram: Mas vocês são palhaços?! Sim, só havia bexigas, maquiagens, roupas bizarras e perucas. O susto foi grande.

A primeira foi mais traumática. Eu e Feijão (lembram dele? Pois é, ainda é o Feijão de sempre – transplantado com um novo rim e sem os problemas de antigamente, mas agora, mais “tranquilo” – se tornou evangélico e tem planos de se casar com a Fernanda, em breve – acho eu) fazíamos parte de um grupo de Cinema do curso de Propaganda e Marketing da UNIP. Nosso projeto, ao lado de outros 8 alunos, era ousado: filmar uma cena de sequestro, mas com humor. Em suma, usamos 3 carros. Um era da vítima (Feijão) e os outros dois, dos sequestradores. Fizemos tudo com perfeição. Encurralamos o carro, descemos armados e encapuzados, gritando, agindo com truculência, jogando a vítima no porta-malas do carro e saindo em disparada. Filmamos o mesmo take umas 3 vezes. Só esquecemos de avisar os donos de mansões de Interlagos que aquilo era uma brincadeira. Ao chegar no set do cativeiro, nos vimos cercados, pelos muros, por 12 policiais, armados e apontando para nós, aos gritos. Todos ao chão, umas torcidas de braço aqui, umas pisadas nas costas acolá, e conseguimos explicar que não era nada do que estavam imaginando. Claro que o reitor da universidade teve de entrar em contato com a polícia e livrar nossa barra. Mas, passou. Ainda quero MUITO encontrar esse vídeo – sem as cenas do “flagrante”, apagadas pela PM – mas seria épico.

Ontem, saí do trabalho bem depois do horário. Vida de revisor publicitário é sempre uma incógnita em relação a isso. Peguei um táxi e rumei para casa, cansado, com fome, frio e sono (ohhh!). Já na Avenida Washington Luís, percebemos uma viatura da ROTA. Nada de mais. Porém, a mesma começou a nos seguir muito de perto, até acionar as sirenes e o farolete. Encostamos o carro, sem saber exatamente o que estava acontecendo, e ficamos aguardando as ordens, ou instruções, entendam como quiser.

Foi tipo assim. Não, eu não sou besta de bater fotos numa hora dessas.

Foi tipo assim. Não, eu não sou besta de bater fotos numa hora dessas.

 

 

 

 

 

 

 

 

O relato abaixo é 90% real, graças à minha memória fraca e abalada pelo sono:

– Sai do carro com as mãos para o alto! (para o motorista)
Ele cumpre as ordens, põe as mãos atrás da cabeça, entrelaça os dedos, afasta as pernas… aquele procedimento Polícia 24h. Eu fiquei preocupado, porque achei que não tinham me visto no banco de trás. Vai que se assustam com algum movimento ali e… bem, assusta, é claro.
– Desce você também!
Desci do carro, calmamente, com as mãos à vista dos policiais. Mesmo procedimento. Fui para a calçada, enquanto centenas de outros motoristas e pedestres diminuíam seus carros e passos para “apreciar” a cena – a galera curte um reality show.

– Seu nome?
– Rafael.
– Está vindo de onde e indo para onde?
– Estou vindo do trabalho e indo para casa. Moro na rua tal, número tal. Já estava chegando…
– Trabalha?
– Sim.
– O que você faz?
– Sou publicitário (aqui uma mentirinha inofensiva, já que sou jornalista, mas atuo na publicidade há anos).
– Tem alguma passagem pela polícia?
– Não, SENHOR. (sim, me senti no Polícia 24h. E claro, fiquei com receio daquele registro de “Perturbação da Ordem Pública”, pelo caso da Unip, não ter desaparecido).
– Usa alguma droga? Tem alguma coisa com você?
– Não, não uso nada.
– O policial fulano vai checar seus documentos. 
– Ahm, ok. Tem uma mochila lá no banco de trás. É minha.
– Vamos checar também.

Enquanto checavam meus documentos e todos os documentos do taxista – CNH, Licenciamento, Registro, multas etc – o policial que fez a abordagem comigo conversou, amigavelmente. Um amigo que foi trabalhar com TI na China, economia, política (!), entre outros. Aproveitou para explicar que fomos parados porque tinham a informação de que um táxi, do mesmo modelo, estava sendo sequestrado (olha aí, o destino). Fomos liberados e, cordialmente, demos boa noite uns aos outros. Coisa fraterna, carregada de muito alívio, pistolas, fuzis e submetralhadoras.

Se a polícia – e os indivíduos que ela aborda, é claro – agissem sempre assim, talvez (na verdade, muito provavelmente), a imagem geral da corporação seria bem melhor da atual. O que ficou do fim de noite foram 15 minutos de atraso, um bate-papo inesperado e uma apalpada indiscreta. Apenas isso – ufa!

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Choveu canivetes, mas a Arena Corinthians foi inaugurada

19 de maio de 2014

Depois de ficar, oficialmente, 12 anos sem jogar em um estádio próprio, o Corinthians teve a felicidade de poder inaugurar, ontem, sua mais nova casa. O adversário da estreia oficial, a equipe do Figueirense, fez as honras e derrotou o alvinegro por 1×0, em um jogo tão ruim, mas tão ruim, que o melhor em campo foi mesmo o gramado. Com direito a presenças ilustres, como a da Rainha dos Baixinhos (Galinha Pintadinha), a torcida corinthiana ficou sem grandes razões de alcançar 100% de alegria, mas uns 80% foram garantidos. A Arena Corinthians em si, na minha visão, também mereceu avaliação 80 de 100 possíveis. Explico abaixo.

Acesso

O acesso de carro é um problema, ainda. Não pela região em si,  muito menos pela organização adotada pela CET e PM. Obras viárias ao redor, estão praticamente concluídas. Porém, “praticamente” não e o ideal. O trânsito começou a parar a 6 km do estádio, e isso pude ver pela janela do trem. Dessa vez, resolvi seguir a orientação dos órgãos competentes e me aproximei do estádio usando a CPTM, em um trem expresso – sem paradas, da Luz à Itaquera. Ao invés de 35 minutos, como no sábado passado, minha viagem durou 16. Ponto positivo, sem dúvidas.

Como nem tudo é perfeito, ao sair da CPTM, o caminho a pé é longo. Cerca de 12 minutos de caminhada, ou 800 metros. Nada que abale o torcedor mais eufórico, mas para idosos, gestantes e portadores de alguma deficiência, é um empecilho considerável. Atravessei todo o estacionamento do Shopping Metrô Itaquera – caminho criado pela própria organização do evento e saí já ao lado da Arena. Bacana. Poderia ser melhor, mas ainda não é.

Dentro da Arena

Dessa vez, a entrada no estádio foi menos aglomerada. Voluntários indicavam, à duras penas, o caminho correto a ser seguido. Portões, entradas, acessos especiais. Megafones eram usados. Vários voluntários já estavam roucos, mas funcionou “bem”. Estávamos sob uma agradável temperatura de 25°C, pouco vento e algumas nuvens. É… não continuaria dessa maneira. Pelo Facebook, já nas arquibancadas da Arena Corinthians, via posts de amigos falando sobre fortes chuvas e gelo, muito gelo.

Confortavelmente instalado e abastecido de refrigerante a R$ 6, começa a partida. Nada além do que se viu e se vê hoje, nos jornais e redes sociais: o jogo foi uma porcaria. Não apenas pela derrota do Corinthians que estragou o clima de lua de mel, mas pela qualidade pífia da partida. Após o apito do intervalo, a chuva começou. Muita. Os ventos espantavam algumas pessoas não protegidas pela cobertura do local. Mesmo assim, os mesmos ventos carregavam a chuva para os assentos protegidos. Incomodou, mas não chegou a estragar a “experiência” como um todo.

Vejo muitos jornalistas reclamando sobre os sinais de celular e internet móvel na Arena Corinthians. Não fosse esse um triste e corriqueiro problema, não só em estádios de futebol, mas em toda cidade, ficaria mais preocupado. Pela segunda vez, consegui fazer e receber chamadas, usar as redes sociais na velocidade mais rápida (4G) e, inclusive, ouvir rádio com boa qualidade de som. Claro que as cabines de TV, ainda improvisadas antes da Copa do Mundo, sofrem de problemas diferentes: cabos ficam expostos, assentos ainda em número pequeno… mas, no geral, é o prenúncio de melhora – após o evento FIFA, evidentemente. Banheiros limpos, abastecidos, bares funcionando com algumas filas.

Fim de jogo

 

Ao término da partida, vem a nota mais negativa: o entorno (e entenda isso como a própria área fora da estrutura da Arena, ainda na parte interna dos portões), com pouca luminosidade. Postes de luz existem, mas são poucos, e não dão conta. Boa parte do trajeto para a volta dos torcedores em direção ao Metrô e CPTM é feita em clima de boate. Um risco, dos grandes, e algo que precisa ser corrigido o quanto antes.

Veredito

De resto, de tudo que vi nesses dois “eventos-teste” antes da Copa, a evolução das obras nos últimos 7 dias é algo a se parabenizar. Todos os assentos das arquibancadas móveis já foram instalados, e pelo menos metade dos camarotes já estavam funcionando – no jogo passado, eram 2 ou 3. Ainda é possível ver que, dentro das provisórias, o trabalho ainda acontece de forma intensa, mas tranquiliza ver que, realmente, o trabalho não para. Falta aquele “acabamento final” em algumas partes do estádio, principalmente na ala Oeste – faltam alguns assentos nas arquibancadas sobre a área dos camarotes.

Pouco mais de 3 semanas para a Copa começar.
Vamos esperar que Felipão tenha melhor sorte na estreia dele na Arena.

Serão 30 dias de loucura na Arena Corinthians

12 de maio de 2014

Faltando exatamente 1 mês para a Copa do Mundo começar, e sua casa de estreia ainda está em obras. Esqueçam o discurso oficial de que a Arena Corinthians está em fase de “acabamentos finais”. São obras, e muitas. Algumas em fase final, outras pela metade, e várias que ainda precisam ser iniciadas. Eu, como corinthiano – mas não fanático a ponto de tapar os olhos para o problemas, erros ou enganos do clube – preciso assumir: duvido que tudo esteja ok em 12 de junho.

Estive presente na festa de inauguração da Arena, com a partida entre Corinthians x Corinthians. Ok, podem dizer que fizeram isso para evitar uma derrota na abertura do estádio. Porém, achei justo, digno. Não podemos esquecer que os clubes brasileiros têm o terrível hábito de “esquecer” seus ídolos do passado e, nessa oportunidade, muitos foram honrosos e honrados. A partida oficial, a primeira, acontece no próximo domingo. Novamente, espero estar lá. Vamos destacar o que aconteceu de importante nesse sábado e quais foram as impressões iniciais:

Acesso

Muito se diz que a Arena Corinthians é longe. Zona Leste, última estação da Linha Vermelha do Metrô. Avenida Radial Leste é constantemente congestionada. Sim. Porém, esqueça tudo isso. O acesso mais lógico, viável, barato, rápido e prático à Arena Corinthians é, mesmo, Metrô e trem. Saí de Santo Amaro (zona sul), às 7h40 da manhã (o jogo começaria às 10h, e quis sair cedo para fazer o trajeto sem correria). Cheguei ao Metrô Largo 13, andando, às 7h55. Peguei a integração com a CPTM, em Santo Amaro, às 8h05. Cheguei na estação Pinheiros às 8h25. Dalí, fui de Metrô até a estação República, já na linha vermelha. Eram 8h40. Da República à Itaquera, foram exatos 33 minutos. Pode parecer tempo demais, mas forma 12 estações, e o Metrô apresentou “pequenas falhas” na operação, como parar por quase 10 minutos na estação Belém, e seguir em velocidade lenta e com maior tempo de paradas nas estações seguintes, até Itaquera. Avistei o estádio, já fora do Metrô, às 9h05.
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Entorno

Obras eram avistadas por toda parte. A grande maioria, é verdade, em fase final. São acessos viários, alargamento de faixas da Radial Leste e passarelas para pedestres. Parece tudo muito complicado, mas sabemos que o acabamento disso costuma ser rápido. Nada a se reclamar daqui a 30 dias, acredito. Seguindo rumo ao estádio é uma boa caminhada. Da estação Corinthians-Itaquera até o portão de acesso ao estádio (nessa ocasião, apenas a área leste do mesmo foi utilizada), são uns 10 minutos. Em passo lento, claro. Passamos por debaixo de uma passarela provisória, que está sendo erguida para a Copa, algumas calçadas recém-terminadas e damos “de cara” com um gigante – gigante mesmo! – telão de LED. São 170 metros de comprimento, por 20 metros de altura. Abaixo dele, os acessos às arquibancadas lestes (superior e inferior). Tudo bem sinalizado, em português e inglês. 

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Dentro da Arena Corinthians

A “entrada” ao estádio foi bem do jeito brasileiro: um amontoado de gente, sem respeitar qualquer tipo de organização – até porque ela existia, mas era mal feita. Antes de pisar na área de acesso, fiscais pediam para que todos apresentassem seus ingressos. Entre esse procedimento e a revista pela Polícia Militar, foram 5 minutos. Um tempo aceitável. Apresentei o exigido e ignorado Voucher do ingresso, onde as informações de meu portão de acesso, fileira e assento estavam marcados. Fui indicado pelo caminho certo e adentrei o shopping center hall de entrada da Arena. Hoje, ali, está “quase tudo” pronto. Espaços para lanchonetes, banheiros funcionando, boa iluminação e alguns boxes ainda vazios, com acabamentos finais a serem concretizados. Tudo muito bonito, feito com esmero e, claro, muito dinheiro. Mármore, ali, é mato.
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Segui rumo às arquibancadas. Ótima a relação entre altura x visão do gramado. Meu assento era no setor inferior leste, mas quem ficou acima, teve a mesma opinião: a visão do campo é fantástica, perfeita, salva de pontos cegos e outros problemas comuns em estádios de futebol pré-século XXI. Desci as escadas e pude perceber que os assentos, todos brancos, se encontravam empoeirados. Provavelmente, ao removerem os plásticos de proteção dos mesmos, ficaram expostos às obras próximas. Nada muito preocupante, mas para a abertura da Copa, haja Perfex. Fui em direção ao gramado, já que os assentos próximos ainda ofereciam uma boa oferta. Me animei ao perceber que meu “assento reservado” era próximo dali. Mas, lembrem-se: estamos, e ainda estaremos, por muito tempo no Brasil. Meu assento já estava ocupado, mas próximo a ele, me sentei. Conforto, boa visão de campo – e próxima, cerca de 15 metros do gramado – e um sistema de som de fazer os ouvidos apitarem. Por sorte, perceberam isso e baixaram um pouco o volume do entendiante grupo que fazia versões de músicas populares, em que misturaram ode ao Corinthians e chacota aos rivais. Levou, apenas, cerca de 10 minutos pare surgirem as primeiras vaias.

A partida

Agradável ver os ídolos do passado, ainda mais, jogando lado a lado de outros ídolos de um passado não tão distante. Claro que jogadores perebas também marcaram presença. O campo, em sim, é impecável. Do gramado às medidas: são 105 x 68 – mesmo tamanho de gramado que se vê no Pacaembu. Destaque negativo para a protocolar, porém cansativa e entusiasta ao extremo, apresentação do estádio aos presentes. Um orador assumiu o microfone e falou, falou, falou. Homenageou Andrés Sanchez, que recebeu homenagem surpresa (sic) de sua filha. Após isso, foi a vez de Mario Gobbi, atual presidente do clube, falar. Vaias. Muitas. E durante todo seu discurso. Vale lembrar que o mandatário encerrou a entrega de ingressos nas quadras das torcidas organizadas que, nesse momento, já eram grande parte do público na Arena. Uma nova homenagem, dessa vez à Marlene Matheus, viúva do ex-presidente Vicente Matheus. Andrés anunciou que todos jogadores presentes receberiam uma carteirinha de sócio do clube, e que também teriam direito a entrada gratuita em jogos no novo estádio. Crer para ver.

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Foi após esse momento, e durante as 6 partidas (cada uma de 15 minutos) que podemos visualizar alguns detalhes preocupantes da Arena Corinthians com mais atenção. À frente, na ala Oeste, ficaram os camarotes, cabines de transmissão, setores ainda mais VIPs que o VIP etc. De longe – é verdade – tudo ainda bastante cru. Fiações expostas, paredes sendo pintadas, vidros a serem colocados. Isso sem contar a evidente falta de instalação de assentos em setores que já foram terminados há bastante tempo. É um serviço rápido? Sim, aparentemente. Deveria estar assim a 30 dias da Copa? Com certeza, não. Na saída do estádio, também pude perceber que algumas “paredes pretas” eram, na verdade, vãos entre vigas que foram tapadas com um tecido preto e grampos. Ficou bem discreto, mas é visível a maquiagem. Além disso, no setor onde estava – que não será dos mais caros – alguns assentos “mais caros” se misturavam aos comuns. Erro de instalação? Falta de atenção? Quem sabe? Dali, também, dava para ver melhor como está a construção das arquibancadas provisórias: preocupante. Mais uma vez, muitos assentos a serem instalados, e muito, mas muito, material de construção e entulhos “escondidos” dos olhos menos atenciosos. Dá para chutar que uns 50% do que deveria estar acontecendo ali, ainda não saiu do papel.

Saída

Simples, rápida e organizada. Levei menos de 5 minutos entre sair de meu assento, subir as escadas, passar pelo hall de entrada e me encontrar, novamente, no portão da Arena. Ali, deveriam ser 8, 9 mil pessoas. Foi tudo bem fácil. Porém, sabemos que jogos maiores e mais lotados estão por vir. Quem sabe no próximo fim de semana, com mais de 40 mil pessoas presentes, o resultado seja o mesmo. Tomara que sim. A volta para o Metrô foi bem calma, sem atropelos, sem longas filas. O Metrô colocou 2 trens saindo de Itaquera praticamente ao mesmo tempo. Resultado: trens vazios, com lugares livres para sentar – se chegar rápido a eles, claro – e um caminho sem maiores problemas rumo ao centro.

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Veredito

Pode ser que tenham tido uma primeira impressão equivocada, e que o estádio esteja pronto, lindo e belo, em 30 dias. Mas é difícil esquecer que teremos, além da partida de abertura, a “abertura em si” do evento acontecendo ali. Onde irão fazer os testes, já que as obras não param? Enfim… arquitetonicamente, a Arena Corinthians é, mesmo diferente. Alguns acham horrível. Alguns acham linda. Eu, confesso, me surpreendi positivamente. A cultura do futebol nos faz pensar em estádios ovais, como era tradicional acontecer por anos e anos. A Arena Corinthians pode ser estranha a olhos conservadores, mas é, realmente, belíssima no projeto. Hoje sem os vãos atrás dos gols, tomados pelas arquibancadas provisórias, tem até cara de Pacaembu. A cobertura, com um desenho moderno, dá uma cara de casa de shows ao local. A acústica, por sinal, é ótima.

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Serão 30 dias de loucura na Arena Corinthians. Obras e mais obras a serem feitas. Parece tudo bem complicado de estar 100% em 12 de junho, mas não sou engenheiro. Apenas digo o que senti por ver o andamento de tudo. 

Que o Brasil se dê bem ali.
Que o Corinthians, a partir de agora, ainda melhor.
Porque de loucura corinthiano entende.


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