Choveu canivetes, mas a Arena Corinthians foi inaugurada

Depois de ficar, oficialmente, 12 anos sem jogar em um estádio próprio, o Corinthians teve a felicidade de poder inaugurar, ontem, sua mais nova casa. O adversário da estreia oficial, a equipe do Figueirense, fez as honras e derrotou o alvinegro por 1×0, em um jogo tão ruim, mas tão ruim, que o melhor em campo foi mesmo o gramado. Com direito a presenças ilustres, como a da Rainha dos Baixinhos (Galinha Pintadinha), a torcida corinthiana ficou sem grandes razões de alcançar 100% de alegria, mas uns 80% foram garantidos. A Arena Corinthians em si, na minha visão, também mereceu avaliação 80 de 100 possíveis. Explico abaixo.

Acesso

O acesso de carro é um problema, ainda. Não pela região em si,  muito menos pela organização adotada pela CET e PM. Obras viárias ao redor, estão praticamente concluídas. Porém, “praticamente” não e o ideal. O trânsito começou a parar a 6 km do estádio, e isso pude ver pela janela do trem. Dessa vez, resolvi seguir a orientação dos órgãos competentes e me aproximei do estádio usando a CPTM, em um trem expresso – sem paradas, da Luz à Itaquera. Ao invés de 35 minutos, como no sábado passado, minha viagem durou 16. Ponto positivo, sem dúvidas.

Como nem tudo é perfeito, ao sair da CPTM, o caminho a pé é longo. Cerca de 12 minutos de caminhada, ou 800 metros. Nada que abale o torcedor mais eufórico, mas para idosos, gestantes e portadores de alguma deficiência, é um empecilho considerável. Atravessei todo o estacionamento do Shopping Metrô Itaquera – caminho criado pela própria organização do evento e saí já ao lado da Arena. Bacana. Poderia ser melhor, mas ainda não é.

Dentro da Arena

Dessa vez, a entrada no estádio foi menos aglomerada. Voluntários indicavam, à duras penas, o caminho correto a ser seguido. Portões, entradas, acessos especiais. Megafones eram usados. Vários voluntários já estavam roucos, mas funcionou “bem”. Estávamos sob uma agradável temperatura de 25°C, pouco vento e algumas nuvens. É… não continuaria dessa maneira. Pelo Facebook, já nas arquibancadas da Arena Corinthians, via posts de amigos falando sobre fortes chuvas e gelo, muito gelo.

Confortavelmente instalado e abastecido de refrigerante a R$ 6, começa a partida. Nada além do que se viu e se vê hoje, nos jornais e redes sociais: o jogo foi uma porcaria. Não apenas pela derrota do Corinthians que estragou o clima de lua de mel, mas pela qualidade pífia da partida. Após o apito do intervalo, a chuva começou. Muita. Os ventos espantavam algumas pessoas não protegidas pela cobertura do local. Mesmo assim, os mesmos ventos carregavam a chuva para os assentos protegidos. Incomodou, mas não chegou a estragar a “experiência” como um todo.

Vejo muitos jornalistas reclamando sobre os sinais de celular e internet móvel na Arena Corinthians. Não fosse esse um triste e corriqueiro problema, não só em estádios de futebol, mas em toda cidade, ficaria mais preocupado. Pela segunda vez, consegui fazer e receber chamadas, usar as redes sociais na velocidade mais rápida (4G) e, inclusive, ouvir rádio com boa qualidade de som. Claro que as cabines de TV, ainda improvisadas antes da Copa do Mundo, sofrem de problemas diferentes: cabos ficam expostos, assentos ainda em número pequeno… mas, no geral, é o prenúncio de melhora – após o evento FIFA, evidentemente. Banheiros limpos, abastecidos, bares funcionando com algumas filas.

Fim de jogo

 

Ao término da partida, vem a nota mais negativa: o entorno (e entenda isso como a própria área fora da estrutura da Arena, ainda na parte interna dos portões), com pouca luminosidade. Postes de luz existem, mas são poucos, e não dão conta. Boa parte do trajeto para a volta dos torcedores em direção ao Metrô e CPTM é feita em clima de boate. Um risco, dos grandes, e algo que precisa ser corrigido o quanto antes.

Veredito

De resto, de tudo que vi nesses dois “eventos-teste” antes da Copa, a evolução das obras nos últimos 7 dias é algo a se parabenizar. Todos os assentos das arquibancadas móveis já foram instalados, e pelo menos metade dos camarotes já estavam funcionando – no jogo passado, eram 2 ou 3. Ainda é possível ver que, dentro das provisórias, o trabalho ainda acontece de forma intensa, mas tranquiliza ver que, realmente, o trabalho não para. Falta aquele “acabamento final” em algumas partes do estádio, principalmente na ala Oeste – faltam alguns assentos nas arquibancadas sobre a área dos camarotes.

Pouco mais de 3 semanas para a Copa começar.
Vamos esperar que Felipão tenha melhor sorte na estreia dele na Arena.

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