Archive for outubro \27\UTC 2014

É Tetra! É Tetra!

27 de outubro de 2014

tetra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com um gol nos acréscimos da prorrogação, o Brasil carimbou a vaga para mais 4 anos de Partido dos Trabalhadores no comando. Mesmo não jogando tão bem, abusando da retranca e alguns lances mais violentos, os lampejos de arte e talento rarearam mas se fizeram presentes, e o país de Dilma Rousseff, Lula e outros 53 milhões de brasileiros não desapegou do lema “1×0 é goleada”.

A bem da verdade, a filosofia “o empate é um bom resultado”, proclamado por Parreira e Guido Mantega, está com os dias contados. O técnico vai mudar, a cartola será a mesma, mas a torcida mudou. Muito, diga-se de passagem. Até parte das organizadas, que sempre empurravam o time, passaram a bradar por mudanças: “Burro! Burra!”, “Ô-ô-ô, queremos delator!” ecoam pelas arquibancadas do Brasil. A pressão dos rivais azuis e amarelos, mais do que nunca.

Pesam escândalos de falta de comprometimento na equipe, de jogadores pulando o muro da concentração, de mala branca, mala preta, mala vermelha e branca. A principal patrocinadora da equipe teria sido corrompida pela direção do time. O Brasil está em frangalhos. Não há R$ 1 nos cofres do clube, que emprestou dinheiro para equipes do fortíssimo Caribe e não recebeu um troco sequer.

A vitória de ontem não apaga o histórico dos últimos anos, visto mais com preocupação do que com empolgação por parte do torcedor. Os rivais zombam e caluniam, e acreditam que o próximo campeonato está na mão. “O Brasil está cada vez mais fraco”, dizem os rivais. Tudo bem que essa peleja dura 12 anos, mas eles acreditam que uma quinta derrota consecutiva é impossível. “Se preciso for, apelaremos pela intervenção do STJD”, afirmam.

No jogo da política é sempre assim.
Quem ganha, vive a glória.
Quem perde, chora a mágoa.
Que torce contra a política e voto popular, cada vez mais, definha.

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O Brasil que nós queremos!

14 de outubro de 2014

esquerda_e_direita

Não se trata de direita ou esquerda. Essa discussão está sendo enterrada sob os escombros do muro de Berlin. A correta divisão que me separa do meu adversário é uma só: é uma ideia nova, contra uma ideia velha. É uma visão moderna, contra uma visão atrasada. É um futuro possível, contra um passado já testado, por exemplo, na Polônia, na Hungria, na Alemanha Oriental e na Checoslováquia. Um passado que como estamos vendo, fracassou.

Qual de nós dois é o novo? O novo, minha gente, não é criar um Estado cada vez mais gigantesco e ineficiente, como fez a Ditadura Militar durante tantos anos. Um Estado que domina a vontade e liquida com a liberdade das pessoas como meu adversário quer nos impor. O novo é diminuir o tamanho da máquina do Estado para tornar o governo mais forte e mais eficiente no cumprimento de suas obrigações, do que ele deve fazer por você: cuidar da sua saúde, da educação, do saneamento, da moradia e garantir o desenvolvimento como nós queremos e nós vamos fazer. Um governo, minha gente, que não atrapalhe a vida das pessoas.

E o que é ser moderno? Ser moderno é reconhecer o direito de todo mundo se manifestar e respeitar as diferenças de opinião como eu faço, como você faz, e não estimular a agressão e a violência contra quem pensa de modo diferente. Ser moderno, minha gente, é não pregar o grevismo político e patrulhar o pensamento, a vontade e o desejo dos outros, como faz o outro candidato.

E o que é o futuro? O futuro não é isolar o país como quer o PT. O futuro somos nós que queremos o país voltado para o progresso, um Brasil moderno e integrado às novas exigências de um mundo que muda e se renova a cada dia. Pense bem: quem está mais identificado com a nossa realidade e as carências do nosso povo? Nós, que estamos garantindo um aumento real e efetivo, bem acima da inflação para o salário do trabalhador? – ou é o PT, que afirma que não haverá ganhos reais para os trabalhadores?

Ser moderno não é fazer como meu adversário, que não pagaria a dívida interna, que não honraria os rendimentos da sua caderneta de poupança. Ser moderno, minha gente, não é querer tomar o dinheiro que você consegue, com sacrifício, depositar na sua caderneta de poupança. Ser moderno não é ficar com o dinheiro que é fruto de um dinheiro suado e sacrificado, como quer o outro candidato. Ser moderno, minha gente, é respeitar a poupança – a poupança é sagrada! – e garantir esse dinheirinho a mais que você consegue juntar e garantir a sua propriedade, por menor que ela seja.

O que está em jogo nesta eleição não é o comunismo contra o anti-comunismo. Eu respeito a crença e o pensamento das pessoas. O que está em disputa nesta eleição, minha gente, é um futuro de paz, de tranquilidade, de união, de prosperidade e justiça social que nós representamos. E não, nunca, jamais a volta às ideias do passado, a miséria, aos conflitos e a intolerância que o outro candidato quer impor a você, quer impor a todos nós. Eu sei o que você quer para o nosso país. Você mostrou isso no 1° turno desta eleição e vai mostrar de novo, no dia 17 de dezembro. Você não vai se deixar intimidar pelas pressões, pela violência dos nossos adversários. Você vai para as ruas, mostrar a todo mundo a sua vontade de transformar este país. Com a ajuda de Deus, nós vamos fazer o Brasil como que todos nós sonhamos. Fique certo disso: a partir do ano que vem, nada será como antes.

Fernando Collor de Melo, em seu penúltimo programa eleitoral (1989).
https://www.youtube.com/watch?v=Bda2hEt8xPU


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