O Brasil que nós queremos!

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Não se trata de direita ou esquerda. Essa discussão está sendo enterrada sob os escombros do muro de Berlin. A correta divisão que me separa do meu adversário é uma só: é uma ideia nova, contra uma ideia velha. É uma visão moderna, contra uma visão atrasada. É um futuro possível, contra um passado já testado, por exemplo, na Polônia, na Hungria, na Alemanha Oriental e na Checoslováquia. Um passado que como estamos vendo, fracassou.

Qual de nós dois é o novo? O novo, minha gente, não é criar um Estado cada vez mais gigantesco e ineficiente, como fez a Ditadura Militar durante tantos anos. Um Estado que domina a vontade e liquida com a liberdade das pessoas como meu adversário quer nos impor. O novo é diminuir o tamanho da máquina do Estado para tornar o governo mais forte e mais eficiente no cumprimento de suas obrigações, do que ele deve fazer por você: cuidar da sua saúde, da educação, do saneamento, da moradia e garantir o desenvolvimento como nós queremos e nós vamos fazer. Um governo, minha gente, que não atrapalhe a vida das pessoas.

E o que é ser moderno? Ser moderno é reconhecer o direito de todo mundo se manifestar e respeitar as diferenças de opinião como eu faço, como você faz, e não estimular a agressão e a violência contra quem pensa de modo diferente. Ser moderno, minha gente, é não pregar o grevismo político e patrulhar o pensamento, a vontade e o desejo dos outros, como faz o outro candidato.

E o que é o futuro? O futuro não é isolar o país como quer o PT. O futuro somos nós que queremos o país voltado para o progresso, um Brasil moderno e integrado às novas exigências de um mundo que muda e se renova a cada dia. Pense bem: quem está mais identificado com a nossa realidade e as carências do nosso povo? Nós, que estamos garantindo um aumento real e efetivo, bem acima da inflação para o salário do trabalhador? – ou é o PT, que afirma que não haverá ganhos reais para os trabalhadores?

Ser moderno não é fazer como meu adversário, que não pagaria a dívida interna, que não honraria os rendimentos da sua caderneta de poupança. Ser moderno, minha gente, não é querer tomar o dinheiro que você consegue, com sacrifício, depositar na sua caderneta de poupança. Ser moderno não é ficar com o dinheiro que é fruto de um dinheiro suado e sacrificado, como quer o outro candidato. Ser moderno, minha gente, é respeitar a poupança – a poupança é sagrada! – e garantir esse dinheirinho a mais que você consegue juntar e garantir a sua propriedade, por menor que ela seja.

O que está em jogo nesta eleição não é o comunismo contra o anti-comunismo. Eu respeito a crença e o pensamento das pessoas. O que está em disputa nesta eleição, minha gente, é um futuro de paz, de tranquilidade, de união, de prosperidade e justiça social que nós representamos. E não, nunca, jamais a volta às ideias do passado, a miséria, aos conflitos e a intolerância que o outro candidato quer impor a você, quer impor a todos nós. Eu sei o que você quer para o nosso país. Você mostrou isso no 1° turno desta eleição e vai mostrar de novo, no dia 17 de dezembro. Você não vai se deixar intimidar pelas pressões, pela violência dos nossos adversários. Você vai para as ruas, mostrar a todo mundo a sua vontade de transformar este país. Com a ajuda de Deus, nós vamos fazer o Brasil como que todos nós sonhamos. Fique certo disso: a partir do ano que vem, nada será como antes.

Fernando Collor de Melo, em seu penúltimo programa eleitoral (1989).
https://www.youtube.com/watch?v=Bda2hEt8xPU

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