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365 x Danilo

2 de dezembro de 2014

As malas estavam prontas há 2 dias. A cabeça, se preparando há praticamente 10 meses. Até a Ramona já sabia o que estava por vir, uma vez que passou longos dias sob o colo da Marcia, ouvindo os batimentos e sentindo os chutes. Portanto… não estávamos prontos, é claro. Nunca estaríamos. Não há planejamento que dê conta da chegada de um filho. Você pode separar dinheiro, organizar seus horários, determinar metas, e tudo isso vai à lona ainda no primeiro round. Longe de ser uma luta, é verdade. Mas está longe de ser o conto de fadas de Hollywood, ou algo similar aos enredos de Manoel Carlos. Filho é uma delícia. Daquelas espinhenhas, pesadas, indigestas às vezes – mas, sim, uma delícia.

Descobrimos o que é amar, de verdade. Na verdade, ter um filho é manter aquele ar gelado dentro do peito, da época em que nos apaixonamos pela primeira vez. Diariamente, pelo resto da vida. Seja de carinho, saudade, preocupação – o sentimento está lá, sempre presente. Lembro da alegria que sentia ao chegar da escolinha e ver o Pink, meu primeiro cachorro, se acabando de alegria a me ver. Ou a chegar da faculdade e ver o Rocco fazer o mesmo. Ramona continua com essa história quando chego do trabalho. Mas não dá, nunca, para comparar essa alegria e sentimento de receber um sorriso de boca aberta de seu filho – e aqui vão minhas desculpas antecipadas aos amigos/amigas que têm bichinhos de estimação e dizem ser seus “filhos”. É similar, até a página 2. Você não viaja ou vai ao barzinho e deixa o filho com o vizinho ou só com água e ração. Ao menos não deveria.

O Danilo é sensacional. Em todos os sentidos. Nasceu tão miúdo que bateu aquela preocupação de “vai quebrar!”. Não quebrou nada, ainda. Nem dele, nem nosso. Até é bem cuidadoso no pequeno caos que aprende a construir, dia após dia. Hoje, com quase 80 cm, quase conseguindo se manter de pé, quase conseguindo dizer suas primeiras palavras – “não” está quase saindo -, fico lembrando de quando ele cabia no antebraço. Em cima da barriga – que não é pequena, eu sei. Que o trocador ainda o comportava com folga. Onde ainda não sabia segurar a mamadeira para pedir “mais leite!”. Hoje ele quase nos ignora, desde que tenha uns 30 metros de espaço para poder desbravar o horizonte engatinhando. Ou seja, Danilo se parece muito com o pai e a mãe: quer, faz.

E amamos isso.
Há bem mais de 1 ano.
Acho que desde quando imaginamos, na primeira fase da adolescência, como seria, um dia, “ter um filho”.
Nunca imaginamos que seria tão bom. Tão espetacular. Tão gostoso. Tão… difícil e fácil, ao mesmo tempo.

Obrigado, Danilo.
Nós te amamos 365 dias, por anos.
Vezes 365 mil.

1aninho

Beijo!
ps: pare de bater com a colher no rosto do papai.

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