Archive for the ‘Esportes’ Category

É Tetra! É Tetra!

27 de outubro de 2014

tetra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com um gol nos acréscimos da prorrogação, o Brasil carimbou a vaga para mais 4 anos de Partido dos Trabalhadores no comando. Mesmo não jogando tão bem, abusando da retranca e alguns lances mais violentos, os lampejos de arte e talento rarearam mas se fizeram presentes, e o país de Dilma Rousseff, Lula e outros 53 milhões de brasileiros não desapegou do lema “1×0 é goleada”.

A bem da verdade, a filosofia “o empate é um bom resultado”, proclamado por Parreira e Guido Mantega, está com os dias contados. O técnico vai mudar, a cartola será a mesma, mas a torcida mudou. Muito, diga-se de passagem. Até parte das organizadas, que sempre empurravam o time, passaram a bradar por mudanças: “Burro! Burra!”, “Ô-ô-ô, queremos delator!” ecoam pelas arquibancadas do Brasil. A pressão dos rivais azuis e amarelos, mais do que nunca.

Pesam escândalos de falta de comprometimento na equipe, de jogadores pulando o muro da concentração, de mala branca, mala preta, mala vermelha e branca. A principal patrocinadora da equipe teria sido corrompida pela direção do time. O Brasil está em frangalhos. Não há R$ 1 nos cofres do clube, que emprestou dinheiro para equipes do fortíssimo Caribe e não recebeu um troco sequer.

A vitória de ontem não apaga o histórico dos últimos anos, visto mais com preocupação do que com empolgação por parte do torcedor. Os rivais zombam e caluniam, e acreditam que o próximo campeonato está na mão. “O Brasil está cada vez mais fraco”, dizem os rivais. Tudo bem que essa peleja dura 12 anos, mas eles acreditam que uma quinta derrota consecutiva é impossível. “Se preciso for, apelaremos pela intervenção do STJD”, afirmam.

No jogo da política é sempre assim.
Quem ganha, vive a glória.
Quem perde, chora a mágoa.
Que torce contra a política e voto popular, cada vez mais, definha.

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Choveu canivetes, mas a Arena Corinthians foi inaugurada

19 de maio de 2014

Depois de ficar, oficialmente, 12 anos sem jogar em um estádio próprio, o Corinthians teve a felicidade de poder inaugurar, ontem, sua mais nova casa. O adversário da estreia oficial, a equipe do Figueirense, fez as honras e derrotou o alvinegro por 1×0, em um jogo tão ruim, mas tão ruim, que o melhor em campo foi mesmo o gramado. Com direito a presenças ilustres, como a da Rainha dos Baixinhos (Galinha Pintadinha), a torcida corinthiana ficou sem grandes razões de alcançar 100% de alegria, mas uns 80% foram garantidos. A Arena Corinthians em si, na minha visão, também mereceu avaliação 80 de 100 possíveis. Explico abaixo.

Acesso

O acesso de carro é um problema, ainda. Não pela região em si,  muito menos pela organização adotada pela CET e PM. Obras viárias ao redor, estão praticamente concluídas. Porém, “praticamente” não e o ideal. O trânsito começou a parar a 6 km do estádio, e isso pude ver pela janela do trem. Dessa vez, resolvi seguir a orientação dos órgãos competentes e me aproximei do estádio usando a CPTM, em um trem expresso – sem paradas, da Luz à Itaquera. Ao invés de 35 minutos, como no sábado passado, minha viagem durou 16. Ponto positivo, sem dúvidas.

Como nem tudo é perfeito, ao sair da CPTM, o caminho a pé é longo. Cerca de 12 minutos de caminhada, ou 800 metros. Nada que abale o torcedor mais eufórico, mas para idosos, gestantes e portadores de alguma deficiência, é um empecilho considerável. Atravessei todo o estacionamento do Shopping Metrô Itaquera – caminho criado pela própria organização do evento e saí já ao lado da Arena. Bacana. Poderia ser melhor, mas ainda não é.

Dentro da Arena

Dessa vez, a entrada no estádio foi menos aglomerada. Voluntários indicavam, à duras penas, o caminho correto a ser seguido. Portões, entradas, acessos especiais. Megafones eram usados. Vários voluntários já estavam roucos, mas funcionou “bem”. Estávamos sob uma agradável temperatura de 25°C, pouco vento e algumas nuvens. É… não continuaria dessa maneira. Pelo Facebook, já nas arquibancadas da Arena Corinthians, via posts de amigos falando sobre fortes chuvas e gelo, muito gelo.

Confortavelmente instalado e abastecido de refrigerante a R$ 6, começa a partida. Nada além do que se viu e se vê hoje, nos jornais e redes sociais: o jogo foi uma porcaria. Não apenas pela derrota do Corinthians que estragou o clima de lua de mel, mas pela qualidade pífia da partida. Após o apito do intervalo, a chuva começou. Muita. Os ventos espantavam algumas pessoas não protegidas pela cobertura do local. Mesmo assim, os mesmos ventos carregavam a chuva para os assentos protegidos. Incomodou, mas não chegou a estragar a “experiência” como um todo.

Vejo muitos jornalistas reclamando sobre os sinais de celular e internet móvel na Arena Corinthians. Não fosse esse um triste e corriqueiro problema, não só em estádios de futebol, mas em toda cidade, ficaria mais preocupado. Pela segunda vez, consegui fazer e receber chamadas, usar as redes sociais na velocidade mais rápida (4G) e, inclusive, ouvir rádio com boa qualidade de som. Claro que as cabines de TV, ainda improvisadas antes da Copa do Mundo, sofrem de problemas diferentes: cabos ficam expostos, assentos ainda em número pequeno… mas, no geral, é o prenúncio de melhora – após o evento FIFA, evidentemente. Banheiros limpos, abastecidos, bares funcionando com algumas filas.

Fim de jogo

 

Ao término da partida, vem a nota mais negativa: o entorno (e entenda isso como a própria área fora da estrutura da Arena, ainda na parte interna dos portões), com pouca luminosidade. Postes de luz existem, mas são poucos, e não dão conta. Boa parte do trajeto para a volta dos torcedores em direção ao Metrô e CPTM é feita em clima de boate. Um risco, dos grandes, e algo que precisa ser corrigido o quanto antes.

Veredito

De resto, de tudo que vi nesses dois “eventos-teste” antes da Copa, a evolução das obras nos últimos 7 dias é algo a se parabenizar. Todos os assentos das arquibancadas móveis já foram instalados, e pelo menos metade dos camarotes já estavam funcionando – no jogo passado, eram 2 ou 3. Ainda é possível ver que, dentro das provisórias, o trabalho ainda acontece de forma intensa, mas tranquiliza ver que, realmente, o trabalho não para. Falta aquele “acabamento final” em algumas partes do estádio, principalmente na ala Oeste – faltam alguns assentos nas arquibancadas sobre a área dos camarotes.

Pouco mais de 3 semanas para a Copa começar.
Vamos esperar que Felipão tenha melhor sorte na estreia dele na Arena.

Vende-se sofá sulamericano

22 de fevereiro de 2013

O evento que causou a morte de um garoto de 14 anos, dias atrás, durante a partida entre San José X Corinthians, em Oruro (BOL), é destaque em todos os programas esportivos e policiais. Alimentada por sangue e pólvora, a mídia cumpre seu papel. Noticia fatos, opina sobre boatos, incita discussões. O maior problema, a morte do garoto, é a ponta de um iceberg. Este, capaz de naufragar navios sem sinalizadores. Ao clube e seus torcedores sobraram as ofensas e acusações. Assassinos e coniventes foram as mais suaves. Para o caso em si, acidente parece a mais coerente.

Para quem já foi a estádios de futebol, o pensamento é simples: existem, sim, as pessoas que procuram confusão e a agressão gratuita – se isso resultar em morte, é apenas uma consequência. E há, evidentemente, aqueles que vão para se divertir e aproveitar o que há de mais importante entre as coisas menos importantes – o futebol. No que as imagens e relatos demonstram, o sinalizador lançado da torcida corinthiana, na horizontal, em direção aos bolivianos, parece mais sem rumo do que realmente com rota específica.

Como disse anteriormente, quem já foi a estádios, sabe como a coisa funciona. No caso dos jogos do Corinthians, quando um gol é marcado (assim como no início do primeiro e segundo tempo), grandes bandeiras são erguidas sobre a cabeça dos torcedores. São os “bandeirões”. O Corinthians, normalmente, conta com três deles por partida: o maior, da Gaviões da Fiel, e dois menores – mas igualmente ostentosos: da Camisa 12 e Coringão Chopp. Ainda há bandeirões da Estopim e Pavilhão 9, mas esses, normalmente, são renegados a jogos de menor importância – não me pergunte o motivo, nem me cobre mais conhecimento sobre esse assunto. Com base em tudo isso, explico melhor, logo abaixo.

Tragédia em 3 atos:

1. Testemunhas brasileiras, torcedores e jornalistas, relatam que em momento algum a polícia local fez a revista em quem adentrava o estádio. Pessoas com malas de viagem, fechadas, eram empurradas para dentro. Poderiam carregar sinalizadores. Bombas. Armas de fogo. Facas. Bazucas. Cocaína. Maconha. Anthrax.

2. Na última quarta-feira, o gol de Guerrero aconteceu aos 6 minutos de partida. Ou seja, o único bandeirão levado para a Bolívia, da Gaviões da Fiel, já havia sido erguido e baixado, em função do início da partida. Veio o gol, ou seja, novamente hora do bandeirão. Porém, como em um roteiro pré-definido, após o grande poliester ser baixado, é hora dos sinalizadores. Não os que foram levados a Oruro, mas sim, outros mais inofensivos, que apenas geram luz. Uma verdadeira confusão, eu sei. Eles também. Mas não imaginavam o que viria a acontecer.

3. Alguém que acabara de acionar o dispositivo PROIBIDO nos estádios do Brasil, mas legal na Bolívia (mesmo não tendo sido comprado lá), teve milésimos de segundo para decidir: aponto isso para baixo, podendo atingir quem está aqui / aponto para cima, correndo risco de colocar o enorme bandeirão em chamas, sobre dezenas de pessoas / aponto para qualquer outro lado, que não seja para o alto ou para baixo. Sim, a decisão foi errada. Impensada, provavelmente. Trágica, sem dúvidas.

Acredito que, mesmo que o torcedor responsável pelo disparo seja uma pessoa violenta, talvez até mesmo fora da lei, em momento algum teve a intenção ou consciência do risco que assumia ao disparar o sinalizador para o lado. Era outro país, uma torcida inócua aos corinthianos, sem qualquer rivalidade. Ou seja, não haveria propósito a uma provocação ou tentativa de agressão como tentam comprovar boa parte da mídia, sociedade e autoridades bolivianas. Uma dúzia de corinthianos foram presos, e aguardam decisão da justiça em uma delegacia de Oruro sobre seus destinos. O clube já comunicou, de forma oficial, que não irá interferir na libertação dos mesmos. Também disse que não houve financiamento de torcedores para assistir à partida no exterior.

A Conmebol, órgão máximo do futebol sulamericano, decidiu por penalizar o clube, Corinthians, com a não participação de sua torcida em todas as partidas seguintes da competição. Já foram vendidos mais de 100 mil ingressos para os três jogos da primeira fase, no estádio do Pacaembu. Um prejuízo de R$ 15 milhões. Uma penalização que poderia parar por aí, mas que será contestada tanto pelo Corinthians – que entrará com recurso sobre a decisão, quanto da opinião pública, que argumentará que isso não é o suficiente. Na verdade, nada seria o bastante. Nada nunca será para algo deste tipo.

Os caciques da bola na América do Sul, por décadas omissos em casos semelhantes e mais brandos, resolveram a questão de forma simples, prática, e sem efeito real: pegaram a mulher com o Ricardão no sofá da sala, e para solucionar o caso, venderam o sofá.

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Que tenham boas noites de sono.

O ano de Zizao

17 de janeiro de 2013

Depois de quase três meses sem entrar em campo, Tite tem preferência pelo chinês Zizao no ataque do Corinthians que estreará no Campeonato Paulista. O jogo, marcado para as 17h de domingo (contra o Paulista, de Jundiaí), deve ter pouca badalação do outro lado do mundo. Mas, se realmente começar jogando, a imprensa chinesa voltará a dar destaque ao jogador e ao clube. Mas, afinal de contas… e aí?

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O camisa 200 (sim) corinthiano jogou por apenas 11 minutos, desde que chegou ao clube no começo de 2012. Um jogo só. Foi na derrota por 2×0 para o Cruzeiro, pelo Campenato Brasileiro. O meia tocou na bola 4 vezes. Em uma delas, deu um corte no marcador, arriscou uma pedalada e errou o passe. Vale lembrar que o salário do jogador gira em torno de R$ 150 mil – valor bastante superior ao de algumas promessas da base, como o também meia, Giovanni.

Jornalistas que acompanham o dia a dia do Corinthians são taxativos: o chinês tem qualidade. Bate bem na bola, ajuda na marcação, é veloz e habilidoso. O grande problema é o porte físico de Zizao. Alguns dizem que ele se compara a garotos do terrão, aqueles que ainda tem entre 14 e 16 anos. Magro demais, com pouca massa muscular, e sensível a choques. Por esse motivo, ainda em 2012, o jogador ficou parado por 3 meses, em função de luxação no ombro esquerdo, em lance simples.

Com a volta dos jogadores titulares após as férias, Tite não tem muitas opções para o começo de janeiro. Por isso, se for bem, Zizao pode firmar uma vaga entre a equipe reserva do Corinthians. Isso porque vai disputar vaga com Romarinho, Elton, Jorge Henrique e Giovanni (que tem a mesma função dentro de campo). Em miúdos, as chances do meia chinês figurar no time ao longo do restante do ano é baixa, mas maior do que no ano passado. O Corinthians tem na agenda, cinco campeonatos em 2013: Paulistão, Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão e Recopa (2 jogos, contra o São Paulo). Contando com suspensões e lesões de outros jogadores, o técnico gaúcho será quase obrigado a escalar o oriental por diversas vezes, também, entre os titulares.

Seria esse o ano de Zizao?

2013, Redação do Enem e Pato

4 de janeiro de 2013

Para quem ainda não precisou voltar ao trabalho, 2013 sequer começou. Para os que já sentavam seus fartos traseiros em suas cadeiras de rodinhas em escritórios fechados desde o dia 2 de janeiro, 2013 já é realidade palpável e levemente azeda. Pior: ainda dura mais 360 dias, com meros 4 feriados prolongados ao longo do ano. Ou seja: se você reclamou de 2012, meu amigo, levará uma sova de cabo de vassoura do ano que começa agora.

A revisão da redação do Enem será liberada aos participantes do exame nacional, realizado no fim do ano passado. Até aí, nada de mais, certo? Em termos. A revisão sempre foi aberta aos candidatos às vagas do SISU, mas em função às péssimas performances de 2012, a choradeira começou antes do prazo estipulado – e aceito por todos que fizeram o exame, no momento da inscrição -, que seria apenas em fevereiro. Dizem os “prejudicados”, que: 1. o prazo seria muito curto para receber a redação e entrar com recurso de revisão sobre a mesma; 2. a revisão não seguiu os mesmos critérios de pontuação dos anos anteriores. A grande verdade é que os jovens brasileiros, adeptos à cultura do “eu sei, vi na televisão e no Facebook, é tudo um grande absurdo e temos que nos unir e rebelar”, não estavam bem preparados para o tema da redação, “O movimento imigratório para o Brasil no século XXI”. Dizem eles que os cursinhos preparatórios não abordaram o assunto em suas aulas e provas. Outros, reclamam do fato que o tema seria fantasioso e/ou irrelevante – sim, acham isso. Minha opinião: quem foi mal, que se exploda. Aprendam a buscar informações oficiais e importantes em fontes oficiais e importantes, deixando de lado o já exausto pensamento derrotista.

Alexandre Pato foi contratado pelo Corinthians por mais de R$ 40 milhões. Isso, por 100% (sic) dos direitos econômicos do jogador. Reza a lenda que o jogador de 23 anos “abriu mão de luvas”, que são aquelas fartas quantias negociadas antes da assinatura de contrato, a parte mais fofa e palatável do bolo. Na realidade, o que aconteceu foi que o atacante, ao fazer isso, estipulou que qualquer negociação futura entre Corinthians e outro clube, renderá a ele 40% dos valores totais envolvidos (daí, o sic). Com isso, ele ganha na futura valorização do capital aplicado, além de apostar no próprio bom desempenho no atual Campeão Mundial, que pode o levar de volta à Seleção Brasileira. Tite terá a opção de voltar ao antigo – mas ainda saudoso – esquema de Mano Menezes em 2009, com Ronaldo avançado e fazendo as vezes de pivô (função que hoje seria realizada pelo peruano Guerrero), contando com dois atacantes de velocidade pelos lados do campo, que também ajudem na recomposição da equipe. Em 2009, eram Dentinho e Jorge Henrique. Em 2013, podem ser Emerson Sheik e Pato. Como o camisa 23 recebe propostas do Flamengo, e o argentino Martínez parece estar de saída (e pela porta dos fundos), a escalação é bem provável.

Pato

As mentiras que você engoliu em 2012 – retrospectiva

19 de dezembro de 2012
Todo mundo mente

Todo mundo mente

Narrar fatos e feitos é uma grande calhordice. Qualquer acéfalo consegue realizar tal tarefa. Basta assistir ao telejornal diariamente, buscar informação em mais de um veículo da imprensa e procurar se manter atualizado sobre o que acontece no Brasil e – BANG! – você está apto a fazer uma retrospectiva.

Mas como sei que vocês usam o tempo livre apenas para jogar vídeo game, ir a shows, ficar compartilhando asneiras nas redes sociais e se masturbando no Xvideos, aqui vai o que de mais importante (não) aconteceu, mas você acreditou:

O Facebook iria usar suas postagens e informações pessoais como bem entender
Sejamos sinceros: o que há de tão interessante na sua vida que possa render frutos a Mark Zuckerberg e sua equipe? De verdade. Essas fotos de você e seus amigos no barzinho, na balada, naquele fim de semana na praia. A foto do cachorro desaparecido que você compartilhou, da criança com um tumor no cérebro, suas ideias vazias sobre o aborto. Isso renderia o quê, além de boas risadas? Por outro lado, criem consciência, de uma vez por todas: se está na internet, não é só seu. E se está na internet, não é tão importante assim.

Que o julgamento do Mensalão era o início de uma nova era de justiça e consciência
Um bocado de acusados, um punhado de indiciados, uns tantos punidos, ninguém preso. Ok, ainda há tempo para que se cumpram as determinações do STF, mas vocês, realmente, conseguiram acreditar que aquilo tudo iria criar uma onda em prol da pureza política brasileira. O problema é que o buraco é mais embaixo, no privado, e não no público. Dinheiro que se lava, tem fonte. Fontes têm interesses. Interesses geram mercados. Logo, apenas com o fim de toda e qualquer empresa privada, o financiamento à corrupção teria fim. Como o anarquismo termina na chegada do primeiro boleto de cobrança, isso é inócuo.

Que o PT, Lula, Zé Dirceu e Genoíno são o câncer desse país
Imaginem um genocídio. Agora, visualizem a cena de milhares de corpos esquartejados, pisoteados, carregados de balas. Ao fundo, meia dúzia de pessoas de pé, terno e grava, mãos sujas de sangue e pólvora. São eles. Culpados, inocentes, meros fantoches ou personagens de um jogo político? Acredite, nunca vamos saber. O que conseguimos determinar, finalmente, é que a tendência da mídia e opinião média do brasileiro é que, em caso de dúvidas, a vantagem é do acusador. Todos têm envolvimento. Todos sabem, mesmo que nem todos tenham visto ou participado. Mas sabem. A cura do câncer ainda não foi descoberta, mas o tumor pode ser removido – nesse caso, mesmo após a metástase. Ainda existem cachoeiras de muitos malefícios que alagam os corredores da nação, além de outros animais presentes no jogo do bicho que precisam ser caçados e cassados, mesmo que contando com a anuência de um período favorável. E essa cachoeira, cercada de tucanos ao pôr do sol, ainda fará com que muita água passe por debaixo da ponte.

Corinthians? Nunca serão!
Salvo clubismo, é evidente que brasileiro não entende patavinas de futebol. Ele entende da farra, da cerveja antes/durante/depois do jogo e dos xingamentos à arbitragem. De resto, é senso comum, nada mais. E isso, também, no meio da imprensa esportiva. Um clube que por 80 anos detinha, apenas, alguns títulos regionais de média relevância, em 22 anos conquistou o país, a América e o mundo. Amado, odiado, contestado e investigado, o Corinthians conseguiu atingir todos seus maiores objetivos na base de muita desconfiança, avareza, investimentos obscuros e práticas louváveis. A partr de 2012, foi determinado, por exemplo, que 4 de julho é “Dia de São Nunca”, e que 16 de dezembro é o dia da “Revolução Japonesa”.

Que você é uma pessoa de ideias admiráveis, humanísticas e de cultura acima da média
Alguma vez, ao longo de sua vida, você realmente acreditou no que estava fazendo? Sim, a pergunta é essa, e assim mesmo. Veja bem, não é que você não possua um bom coração. De forma alguma estou querendo afirmar que seja hipócrita, também. Muito menos que desconheça quase que totalmente o que significa uma nova hidrelétrica, o que é necessário para uma desapropriação de terra, os ideais de paz entre os povos do Oriente Médio ou como funcione o sistema de cotas. Porém, você reivindicou por isso tudo, durante… dias. Acreditou nos abaixos-assinados que lhe indicaram, mesmo que tenham sido criados por pessoas com tão pouco conhecimento dos assuntos quanto você. “Dorsal Atlântica no Rock in Rio”, “O real tamanho das torcidas de futebol no Brasil”, “Pela emancipação da região Sudeste do Brasil”… veja bem, são tantas asneiras reunidas em apenas 365 dias, que poderia passar mais um ano inteiro as listando aqui. “Ah, mas como não se indignar com algumas coisas que acontecem no nosso país? Iam assassinar índios, fazer obras inúteis, votar projetos absurdos, propor emendas imorais!”. Meu amigo idiota… você acredita até mesmo que Clarice Lispector e José Saramago tenham dito e escrito aquela quantidade descomunal de ideias e pensamentos, para que fossem difundidos, décadas depois, pela internet. Apenas continue nos divertindo com sua prevaricação à inteligência. Você realmente é uma importante gota de água no oceano, o revolucionário grão de areia em meio ao deserto.

O brasileiro tem o gosto musical alinhado à sua educação
Se não teve educação, é funkeiro. Se é superficial ou influenciável, é sertanejo. Se gosta de ler e assistir filmes B, é indie. Se foi criado por uma família autoritária e repressora, vira rockeiro. Se o crime faz parte de sua vida, escuta rap. MPB, samba de raíz, música clássica, pagode, eletrônica. É tudo música. Não deve ter um peso maior em sua vida e suas ideias do que tem na cabeça de quem as criou. Tchê-Tchêrerê-Tchê-Tchê, Se te pego, Como é bom ser vida loka (sic). Nada disso é pior do que as músicas que você, muito provavelmente, gosta, escuta e sequer entende. Música em inglês, por exemplo. As frases ditas pelos rappers norte-americanos são bem mais lascivas e nocivas a ouvidos puros do que aquelas cantadas por Mano Brown e outros MCs. Michel Teló dá de goleada em suas cantoras pop mais cultuadas. Thiaguinho, o pagodeiro, consegue ser muito mais poético do que Madonna. Portanto, se sua cadeia alimentar musical tem início nos Estados Unidos ou Europa, favor trocar seu Aurélio por um Michaelis. Duvido que já tenha usado qualquer um deles para saber sobre o que você mesmo tenta cantarolar.

Que as novelas da Rede Globo – e a emissora em si – fazem parte de um plano maior
Sim, isso é verdade. As telenovelas brasileiras só fazem o sucesso que fazem, conquistam as médias de audiência que conquistam e possuem 80% dos direitos autorais sobre tudo o que você conversa/critica/debate/julga ao longo de 10 meses, graças a um plano maior de dominação e lavagem cerebral da população. Por sinal, a Globo e suas novelas conseguem fazer isso tudo, inclusive, com você mesmo: o de fazer com que você insista que é diferente de todo o resto. Todos aqueles que assistem novela, que comentam novela, que ficam emocionados com um folhetim de roteiro invariavelmente sem variação. Você não faz parte dessa malévola tática para camuflar problemas maiores e criar novos preconceitos – além de abastecer tantos outros. Você sim rema contra a maré. Luta pelo que é certo. Busca, incansavelmente, abrir os olhos daqueles que o cercam, acreditando que, um dia, tudo irá mudar para melhor. Verdades inconvenientes, mentiras prazerosas. Você é nazista e não sabia.

Tinha mais coisa a ser lembrada aqui, mas, subitamente, meu cérebro travou.
Deve ser culpa de vocês.
Até ano que vem!

Corinthians 1, Corinthians 2 ou Corinthians 3?

14 de dezembro de 2012

Tite se assustou. Não com o resultado de 3×1 do Chelsea sobre o Monterrey, mas pelo posicionamento tático da equipe de Rafael Benitez. Logo a principal força do técnico gaúcho, a formação do time em campo, está ameaçada. Pelo segundo tempo contra o Al Ahli, três coisas ficaram claras: o time está lento no ataque, carente de cobertura no lado direito da defesa, e visivelmente cansado. A esta última, podemos creditar o fato do Corinthians estar em fim de temporada. Vários jogadores estão no limite físico. As baixas temperaturas no Japão não colaboram – ou seja, nada melhor do que descansar nos próximos dois dias para evitar estourar algum jogador. Mas… e os outros 2 problemas?

Adenor já disse: vai mudar a equipe para a final. A linha de 3 homens de meio, de seu 4-2-3-1 será mexida. Quer mais um jogador rápido no setor (além de Sheik, que por sinal, não jogou nada na semi-final), não apenas para atacar, mas principalmente, ajudar Alessandro e Paulo André a controlar o setor. Justamente o ponto mais forte do Chelsea. E, infelizmente, logo sobre os dois jogadores que, ontem, sequer treinaram, por dores incômodas, reflexos do cansaço.

Fiz abaixo um esboço de 3 opções que Tite pode usar, para sair jogando, na final de domingo. Já aviso de antemão: Guerrero não sai da equipe, ao menos, não durante o primeiro tempo. Virou homem de confiança do técnico.

Corinthians 1Edenílson no lugar de Danilo
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Essa é a formação que acho menos provável (mas minha preferida), mas conhecendo Tite, não seria espanto algum a equipe jogar com três volantes e dois jogadores avançados, segurando os laterais, ainda no campo de ataque. O Barcelona faz isso até hoje, mas o Paulinho deles, é o Messi. Mesmo assim, com Edenílson posicionado onde normalmente joga o camisa 8 do Corinthians, lado a lado com Ralf, o atual artilheiro da equipe poderia ficar “livre” para ajudar na armação e chegada ao ataque. Danilo é outro dos homens de confiança do técnico, e dificilmente sairá da equipe titular, mesmo sendo mais lento que Douglas – que já dá sinais de que começará a final apenas como opção para o segundo tempo. Tanto Emerson, quanto Douglas, voltariam para ajudar a marcar, auxiliando Alessandro e Fábio Santos.

Corinthians 2Edenílson no lugar de EmersonMundial2

Calma, calma… eu sei que isso é praticamente impossível de acontecer. Mas imagino – novamente – Tite usando três volantes, para que Paulinho tenha mais liberdade. Jorge Henrique ou Romarinho fariam o lado direito, aplicando velocidade nas descidas e apoiando a defesa. O problema é que o 4-3-3 ficaria pesado demais com apenas um homem de velocidade. Entretanto, o time ganharia mais força no meio campo. O Sheik poderia aparecer no segundo tempo, com os ingleses já cansados.

Corinthians 3
– o mesmo esquema, mas com pontas rápidos e Martinez
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“Em time que está ganhando não se mexe (muito)”.
Tite pode muito bem não mudar nada em seu 4-2-3-1, mas trocar as peças-chaves por jogadores mais habilidosos. Se Martinez entrasse na mesma posição que Douglas ocupou contra o Al Ahly, teríamos além da bola curta, o drible – característica que o camisa 10 do Corinthians não possui. Isso pode ajudar a desmontar a defesa azul. Na direita, para conseguir fazer o que deseja, Tite precisaria sacar, também, Danilo da equipe. “Mas um time sem armadores?”. Sim, mas com “operários” que desempenhem mais de uma função com maior facilidade. Romarinho ou Jorge Henrique, mais uma vez, fariam o mesmo papel que Emerson faz pela esquerda. Seria, basicamente, o que foi utilizado na Libertadores, onde não havia Guerrero fixo como pivô, mas havia o 11 corinthiano mais centralizado para a chegada de Paulinho.

E aí, quem arrisca um palpite?

Medo de perder ou confiança excessiva?

12 de dezembro de 2012

Então, o Corinthians venceu os egípcios do Al Ahly e está na final do Mundial de Clubes da FIFA. Apenas um gol, de cabeça, aos 29 minutos de jogo, do camisa 9, Paolo Guerrero – que eu jurava que não conseguiria jogar o campeonato. Mas foi só. Não houve mais nenhum grande momento de emoção para o torcedor corinthiano. A equipe se postou defensiva nos últimos 45 minutos de partida, rifando bolas da defesa para o ataque e sem qualquer tipo de jogada ofensiva de seus principais jogadores. O que isso indica? Tite e seus comandados tiveram medo de perder, ou confiaram – de forma excessiva – na experiência adquirida em jogos da Libertadores 2012 e Brasileirão de 2011?

Aposto na segunda alternativa. O jogo de hoje foi idêntico à primeira partida contra o Boca Juniors, nos primeiros 90 minutos da decisão continental. A bola que deu para empurrar para dentro das redes, foi empurrada. De resto, marcação, bolas espirradas e a cobertura dos laterais sendo feita pelos homens de frente. Não é um jogo bonito, muito menos arrojado, mas funciona. E já funcionou antes, diversas vezes. O problema é que, aliada à tensão e nervosismo de uma primeira etapa de Mundial, em jogo eliminatório, peças como Emerson, Danilo e Paulinho produziram pouco ou quase nada. E são parte da espinha dorsal do Corinthians.
Dá tempo de mudar tudo isso. Virá a bronca do pós-jogo, a resenha entre os atletas, os vídeos de jogadas erradas. Virá a definição do adversário final, Chelsea ou Monterrey. São mais 3 dias de descanso, análises e, principalmente, reformulação de postura. Se o Al Ahly tivesse marcado um gol, ainda mesmo que antes do Corinthians, teria a equipe – com o futebol apresentado hoje – capacidade para reverter?

É esperar para ver. Tite sabe onde errou, e os jogadores também. Já é mais do que meio caminho andado.

Timão embarca de pé, mas mancando

4 de dezembro de 2012

Hoje, às 1h25, o Corinthians embarcou para Dubai (Emirados Árabes), para a primeira “perna” de sua longa viagem ao Japão, onde irá desputar o Mundial de Clubes da Fifa. O clube busca o segundo título. Após a derrota para o São Paulo, a equipe de Tite vai à terra do sol nascente com uma certeza: pode, sim, dar errado. Para colocar isso na cabeça de uma vez por todas, nada melhor do que perder para um arquirrival, atuando com time reserva, dentro da “própria casa”. Consciente, o alvinegro subiu no avião de pé, mas mancando: a principal contratação para a disputa do Mundial e aposta de Tite para o ataque, Paolo Guerrero, dificilmente jogará do outro lado do mundo, com lesão de grau médio no joelho direito.

Assim, minha previsão para o ataque do Corinthians, feita aqui há pouco tempo, deve se confirmar: o gaúcho Tite tem grandes chances de colocar, lado a lado, Emerson e Romarinho no ataque corinthiano. Primeiro, pelo entrosamento dos dois. Segundo, pelas ótimas alternativas “diferenciadas” no banco, que substituem ambos jogadores, sem decréscimo de qualidade: Martinez e Jorge Henrique, consequentemente. No meio campo, não há mais dúvidas: Ralf, Paulinho, Danilo e Douglas. O maior temor deste que vos escreve, fica debaixo das traves. Ainda não sinto confiança suficiente em Cássio. Muito irregular para um posto tão importante. Mas isso fica na gaveta dos “talvez”, apenas.
O maior problema do Corinthians para o Mundial de Clubes é, sem dúvidas, o fato de ir ao Japão sem saber quem irá enfrentar. Pode ser um time australiano (Aukland City), que seria o mais fraco. Pode ser uma equipe do Egito (Al Ahli), que é a base da seleção de seu país. E, mais provavelmente, um time japonês, que além de campeão há pouco do campeonato local, conta com o apoio de sua torcida. Ok, ok… torcida por torcida, o Corinthians já poderia se sagrar vencedor, mas sabemos que a banda não toca assim. Tite terá que se desdobrar para, em questão de poucos dias, definir a estratégia que mais se adapte ao estilo de jogo de seu adversário. E, repito: creio que serão os japoneses do Hiroshima.

Posto, abaixo, o mesmo esquema de jogo de dias atrás, já com Emerson e Romarinho no ataque.
E que São Jorge vença os Samurais!

Corinthians Mundial

O Corinthians do Bi-Mundial

25 de outubro de 2012

Há pouco mais de 40 dias da estreia do Corinthians no Mundial de Clubes da FIFA, o técnico Tite divulgou uma lista com 35 nomes de atletas que estão em uma pré-lista do torneio, por exigência da entidade máxima do futebol. Evidentemente, o gaúcho que levou o clube ao inédito título da Libertadores, não possui 35 jogadores em seus planos. Por isso, incluiu jogadores que ainda não chegaram às categorias principais, para completar o número pedido. O chinês Zizao, que só jogou por 13 minutos, diante o Cruzeiro, possui muito carisma vindo dos torcedores, mas evidentemente não irá para o Japão. Tite já disse, mais de uma vez, que a equipe titular do Corinthians para o Mundial irá “se formar a medida que os jogos restantes do Campeonato Brasileiro de 2012 forem acontecendo. O desempenho de cada um dirá”. Ou seja, sabemos que tem poucas dúvidas em relação ao time ideal – sabemos que, com ele, não há uma equipe titular, absoluta.

Listo, abaixo, os 23 jogadores que, na minha opinião, farão parte da equipe que parte para o Japão em busca do segundo título mundial, reconhecido pela Fifa. Após isso, a montagem de um time “titular”, daqueles que começam a partida, mas que rotineiramente são alterados ao longo do jogo.

Goleiros:
Cássio
Júlio César
Matheus

Defensores:
Chicão
Paulo André
Anderson Polga
Wallace
Alessandro
Fábio Santos
Welder

Meio campistas:
Douglas
Danilo
Paulinho
Ralf
Guilherme
Edenílson
Ramírez

Atacantes:
Emerson
Romarinho
Martínez
Jorge Henrique
Guerrero
Adílson

Jorge Henrique perdeu espaço para Romarinho, que cumpre as mesmas funções, mas faz gols. Douglas se tornou indispensável, e consegue jogar com Danilo, sem maiores problemas. Ainda é cedo para escalar Guerrero e Martínez como titulares absolutos.


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