Archive for the ‘Música’ Category

O que tocou no casamento? (Quase) tudo o que quisemos

24 de outubro de 2012

Tudo bem que lá se vão mais de 4 meses, mas posso dizer que a coisa mais bacana daquele turbilhão que foi a organização dos detalhes do casamento, foi a decisão que eu e a Marcia tomamos de escolhermos o que iria tocar na festa. Não apenas os estilos musicais, mas as músicas em si. Tudo foi pensado para fazer com que se os ânimos estivessem alterados (pela bebida ou pelo cansaço da cerimônia / fotos / cumprimetos e da própria festa), pudéssemos curtir, ao menos, o som que estava tocando.

Confesso que a última das minhas preocupações foi “escolher músicas que todos pudessem curtir”. A Marcia, sim, pensou nisso. Principalmente após o DJ da festa perguntar “mas e músicas para as pessoas mais velhas curtirem, como avôs e avós? Não vai ter?”. Minha resposta foi algo como “se eles não estiverem gostando, podem ir embora assim que as músicas começarem, ué. O casamento é nosso, então irá tocar o que nós gostamos de ouvir”. Punto e basta. Nossa única exigência foi não ter NADA, absolutamente NADA de pagode e funk. Lembro de ter ouvido aqueles axés dos anos 90, lá pro final da festa, mas o povo já tinha perdido a linha.

Vamos deixar uma coisa bem clara: o DJ foi aquele por imposição do buffet. Segundo eles, por já terem passado por problemas com a Lei do Psiu! e outras coisas, só confiavam nele, e no contrato da festa isso era especificado. O cara tentou dar uma de amigão, dizendo que tocava guitarra, que conhecia a maioria das músicas que havíamos escolhido. Balela. No fim das contas, ele mandou dois “funcionários” dele para a festa, que cagaram para a lista e CD que enviamos dias antes, e acabaram tocando algumas coisas que não estavam em nossa lista. Foi algo em torno de 10% das músicas, mas não chegou a me enervar a ponto de subir na cabine e socar a cara de ninguém. E, claro, nem todas as músicas da lista foram tocadas, por falta de tempo.

A lista abaixo foi feita em janeiro. De lá até junho, mês do casamento, ela mudou em algumas coisas, mas a síntese foi essa, mesmo. Não me julguem por algumas belas canções dessa seleção – afinal de contas, eu casei com uma mulher que viveu intensamente os anos 90. Não vou lembrar, de forma alguma, a sequência das músicas, mas sei que entrei na cerimônia com “Time Of Your Life” (Green Day), e saímos com “Wouldnt It Be Nice?(Beach Boys). Entramos no buffet ao som de “Start Me Up!” (Rolling Stones) e a valsa foi regida por “Baby, I Love You” (Ramones). A pista foi aberta para a festa com “Dancing With Myself” (Billy Idol).

Antes de chegarmos no buffet
Nacionais:

Só tinha de ser com você (Fernanda Porto)
Caleidoscópio (Paralamas do Sucesso)
Mais uma Canção (Los Hermanos)
Meu Erro (Paralamas do Sucesso)
Como nossos pais (Elis Regina)
Chega de Saudade (João Gilberto)
Sozinho (Caetano Veloso)
Sobre o tempo (Pato Fu)
Sinceramente (Cachorro Grande)
Na sua estante (Pitty)
Marvin (Titãs)
Eu sei (Legião Urbana)

Internacionais:
More than Words (Extreme)
Accidentally in Love (Counting Crows)
I’m a believer (Smash Mouth)
Hey Jude (The Beatles)
Wonderwall (Oasis)
You Learn (Alanis Morissette)
Yellow (ColdPlay)
Keep On Loving You (REO Speedwagon)
Crazy for You (Madonna)
2 become 1 (Spice Girls)
I´ll be There for You (Bon Jovi)
Wherever You will go (The Calling)
Sunday Morning (Maroon 5)
Here comes Your Man (Pixies)
Help (The Beatles)
Wouldn’t It Be Nice (Beach Boys)
Always (Bon Jovi)
Don’t get me wrong (The Pretenders)
A Hard Day´s Night (The Beatles)
Look what you’ve done (Jet)
Smile (Lily Allen)
The love you save (Jackson 5)
Sing (Travis)
Fluorescent Adolescent (Arctic Monkeys)
Someday (The Strokes)
Mary Jane’s Last Dance (Tom Petty And The Heartbreakers)

Jantar:
Ring of Fire (Johnny Cash)
Band on the Run (Paul McCartney)
Esperando na Janela (Gilberto Gil)
Blur (Charmless Man)
Corazón Spinado (Santana)
Blowin’ In The Wind (Bob Dylan)
Everybody Wants To Rule The World (Tears For Fears)
Land Down Under (Men at Work)
I Can Hear Music (Beach Boys)

Festa
Sertanejo – sim, teve. O povo bebe, fica tudo mais palatável:
E daí? (Guilherme e Santiago)
A Casa Caiu (Fernando e Sorocaba)
Ai se eu te pego (Michel Teló)
Beijo me liga (João Bosco e Vinícius)
Pega Fogo Cabaré (João Neto e Frederico)
Beber, cair e levantar (?)
Chora me Liga (João Bosco e Vinícius)

Rock:
Rock This Town (Stray Cats)
Rock the Casbah (The Clash)
Could you be the one (Hüsker Dü)
Blame Game (The Manges)
Always on my Mind (Pet Shop Boys)
Just Like Heaven (The Cure)
Ask (The Smiths)
Dont Back Down (The Queers)
Karma Chameleon (Culture Club)
Bizarre Love Triangle (New Order)
Shook Me All Night Long (AC/DC)
Paperback Writer (The Beatles)
Love Shack (B52’s)
Love will tear us apart (Joy Division)
Chasing the Night (Ramones)
99 Red Balloons (Nena)
Kids in America (Kim Wilde)
Lost in the Supermarket (The Clash)
Maniac (Michel Sembelo)
Just a Girl (No Doubt)
Dancing With Myself (Billy Idol)
Rocketship X-M (The Riverdales)
Rock n’ Roll all Night (Kiss)
Last Night (The Strokes)
I drove all night (Roy Orbison)
Burning Love (Elvis Presley)
That Thing You Do (The Wonders)
I’ll Be There For You (Rembrandts)
Friday Im In Love (The Cure)
Take On Me (A-Ha)
Bad Reputation (Joan Jett)
Mr. Brightside (The Killers)
Hate to Say I told You So (The Hives)
Im a Believer (Smash Mouth)
Dont Get Me Wrong (Pretenders)
Footloose (Kenny Loggins)
Stay (Oingo Boingo)
Sweet Dreams (Eurythmics)
Help! (The Beatles)
Walk Like An Egyptian (The Bangles)
Kids in America (Kim Wilde)
Subterranean Homesick Blues (Bob Dylan)

Jovem Guarda e anos 70/80:
Biquíni de Bolinha Amarelinha (Celly Campelo)
Estúpido Cupido (Celly Campelo)
Banho de Lua (Celly Campelo)
Bambolê (Léo Jayme)
Whisky a Go Go (Roupa Nova)
La Bamba (Ritchie Vallens)
Twist and Shout (The Beatles)
Rock around the clock (Bill Haley)
Blue Suede Shoes (Elvis Presley)
Great Balls of Fire (Jerry Le Lewis)
I Fell Good (James Brown)
Celebrate Good Times (Kool & The Gang)
I will Survive (Gloria Gaynor)
YMCA (Village People)
Macho Man (Village People)
Girls Just Wanna Have Fun (Cindy Lauper)

Dance music e black:
Man! I feel like a Woman (Shania Twain)
Ray of Light (Madonna)
Hey Ya (Outkast)
Estoy Aquí Remix (Shakira)
Don´t Stop de Music (Rihanna)
Groove is in the Heart (Dee Lite)
Fireworks (Katy Perry)
Jagger (Maroon 5 & Christina Aguilera)
Party Rock Anthem (LMFAO)
Tik Tok (Ke$ha)
Hot n Cold (Katy Perry)
I got a feeling (Black Eyed Peas)
Gasolina (Daddy Yankee)
Pump it (Black Eyed Peas)
Promiscuous Girl (Nely Furtado)

Trash:
Ah, eu te amo (Sidney Magal)
Não se reprima (Menudos)
Superfantástico (Balão Mágico)
He-Man (Trem da Alegria)
Ilariê (Xuxa)
Pelados em Santos (Mamonas Assassinas)

Anúncios

A “volta” do Seven Elevenz?

13 de julho de 2012

Não que seja novidade para alguém, mas eu preciso voltar a tocar. Digo isso para quase todo mundo que me pergunta da banda, mesmo que só por educação ou para puxar assunto. Preciso, mas tenho preguiça. Em um momento, minha vontade é alugar um estúdio, gravar baixo, guitarra e vocais e colocar as músicas para tocar por aí, nem que seja no meu próprio MP3 player. Mas, logo penso: vou fazer isso para quê? Para quem? Com quem? As respostas porque eu não tenho muito a perder/para mim/com quem quiser, me ajudam a voltar.

A banda nunca foi muito profissional, nem na maneira mais amadora da palavra. De todo mundo que já passou pelo Seven Elevenz, mesmo que só por alguns shows, o único que tinha paciência de procurar shows e outros meios de divulgação foram Testa, F.Nick (Fistt), Werner (Black Jack Rock Bar) e Caio (Doped Dog, hoje Running Like Lions) – esses três últimos, muito mais por amizade e tentativas frustradas de nos fazer mais conhecidos. Eu até era chato, às vezez, na questão de ficarmos parados por tempo demais, mas pouco fazia em relação a isso. Rudá, eu e Barata éramos um misto de uma mesma coisa, o comodismo satisfatório para uma banda como a nossa: simples, sem muitos objetivos e com um nível de sociabilidade com outras bandas totalmente inverso às nossas reais características pessoais.

Sim, veja bem: cada um a seu modo, mas nós três somos caras chatos apenas por fora. E gostamos disso. Não nos importávamos o que renderia. Isso de fazer social com outras bandas, indo a shows só para fazer com que fossem depois nos nossos ou nos arranjassem um show, simplesmente não combinava com o Seven Elevenz. Nos limitou, claro, mas nos manteve incorruptíveis, se assim posso dizer. Agora, com o Barata tocando praticamente todo final de semana com TEST, D.E.R. e outras bandas, Testa fazendo o mesmo na Lomba Raivosa e Rudá morando na Alemanha, resta a mim tocar o barco sozinho. Por isso as aspas no título do post: pode ser que a banda volte, ou pode ser que eu use apenas o que sobrou dela para montar um novo Frankenstein.

Preciso de alguém para tocar bateria. Não é preciso “ser baterista”. Sabe tocar? Está afim de fazer parte de uma banda de punk rock? Mora em São Paulo? Ótimo, tá dentro. Guitarrista(s) ainda não tenho, mas nessa parte eu consigo me virar – os sons são simples que até eu, um total incompetente no baixo, que desde 1999 não aprendeu o dedo mínimo para fazer notas ou uma escala, posso tocar. Claro, porque vou gravar as guitarras para explicar ao baterista o que fazer. Não tenho muita paciência de ficar explicando coisa por coisa em um ensaio. Ele ouve, tem uma ideia do que é a música, cria algo e pronto. Mais fácil, mais rápido, mais colaborativo.

One by one, there come them! – I hope!

This is it – Koelho vai – mesmo – casar

6 de junho de 2012

Como diria meu amigo e padrinho, Felippe (Chera): “o gato subiu no telhado. Agora é só quem é”. Ontem, ao experimentar o traje do casamento, a ficha caiu de vez – pois é, vou, mesmo, me casar. Não me sinto nervoso como imaginava que poderia ficar a essa altura do campeonato, mas é evidente que a ansiedade é algo que já não consigo mais disfarçar – vide esse post, por exemplo. Faltam apenas 3 dias, pouco mais de 72 horas, para ser mais preciso.

Com praticamente tudo já pago, a preocupação agora fica por conta de São Pedro. Há mais de 1 ano, ao marcarmos o casamento, sabíamos que o inverno era uma época complicada. Porém, tínhamos a certeza de que as chances de chuva eram baixas, já que sem altas temperaturas, a precipitação é improvável. Como a tempestade na madrugada de terça-feira (ontem), já mudamos de opinião: a previsão do tempo acusa chuva de hoje a sexta-feira, além do habitual frio. Sábado? Ninguém diz. A noiva neurótica já contratou um gerador. Vai que cai um raio sobre o buffet e nos deixa sem energia elétrica, sem comida quente, bebida gelada, som? Mais uma centena de Dilmas para a conta do casório, não planejada, é claro.

Tirando isso, tudo ok. A mesma previsão do tempo, obscura para o feriado em São Paulo, é um tanto quanto incerta para Punta Cana. Sol, chuva, sol, chuva. O quanto de cada? Quem sabe? Reza a lenda de que é comum o tempo mudar no meio do dia ou da noite, mas no caso de chuva, é forte e rápida. Para quem chega do Brasil, simples de se lidar. O hotel oferece bebibas na faixa, além de restaurantes variados, o proliferado sistema all inclusive. Seria o paraíso de qualquer lua de mel, não fosse o dólar a mais de R$ 2. Mas para quem já se afundou num poço de reais, uma poça de dólares não afoga ninguém.

Serão minhas primeiras férias em toda a vida. Não que eu tenha sido assíduo em todos meus empregos – na verdade, em apenas um eu fiquei o tempo necessário para ter direito, mas são pouco mais de 5 anos acumulados, entre idas e vindas, temporadas de desemprego e afins. Preciso aproveitar, é claro. Começam hoje, às 18 horas. Vou abrigar, até domingo, em minha casa, meus tios que sempre me abrigaram nas viagens de fim e meio de ano no interior. Churrasco, cerveja, uma visita ao Pacaembu se for possível. É o mínimo que posso fazer a eles. De resto, praia, piscina, ressacas e a companhia da minha amiga-namorada-esposa, Marcia.

A festa em si terá “a nossa cara”. Como não tivemos opção de escolher a banda ou DJ (o buffet tem suas regras imutáveis), tivemos de aceitar o que foi imposto: um DJ que não passou muita confiança. “Acho que no começo da festa, respeitando os mais velhos, devemos colocar algumas músicas mais clássicas. Coisa do tipo Tony Bennett, Ray Conniff”. Foi o necessário para dizer a ele que não ia tocar nada que ele achasse bom ou conveniente. Rock dos anos 60, 70, 80 e 90, algumas pitadas de New Rock e pop dos anos 90/2000. Vai ter Ramones, The Clash, The Queers, Billy Idol, The Killers, The Hives, New Order e outras preciosidades, regadas por whisky, cerveja, vodka e cachaça.

Evidente que não con$eguimos convidar todos os amigos que gostaríamos. Nem que todos que estarão lá são mais ou menos importantes do que outros. Apenas, confirmaram a presença em tempo hábil / mostraram-se interessados em participar. Para quem não vai, meu sincero pedido de desculpas.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
Volto a escrever após as férias.
See ya!


%d blogueiros gostam disto: