Archive for the ‘Política’ Category

Filé à Osvaldo Aranha – bacana

11 de março de 2015

Uma das coisas mais bacanas da vida é saber reconhecer seus defeitos, orgulhar-se das qualidades que possui e, principalmente, ter humildade de ouvir e fazer algo que ainda não conhece bem, quando bem assessorado. E a palavra “bacana” vem a calhar nesse post. Em uma das raras vezes em que almocei fora do trabalho (sou daqueles que traz comida de casa), resolvi ir a um restaurante “bacana” aqui perto. Por quê? Porque me deu vontade e, claro, principalmente, porque achei que pudesse pagar a conta, mesmo entoando o karma pós-refeição “poder eu posso, mas não deveria”.

Sentei-me à mesa e olhei o cardápio. “Bacana”, pensei. Tinha uma penca de opções gostosas. Felizmente (ou não), todas vêm com o preço logo ao lado. Como estava com muita fome, resolvi apelar para a quantidade – não antes pensando da forma mais comum de se escolher algo: indo no que já conhece ou dizem ser bom.

– Filé à Osvaldo Aranha, por favor.
– Ao ponto ou mal passado?
– Ao ponto.

oswaldoaranha

Enquanto esperava meu prato, que demorou uns 20 minutos, olhava para a televisão. Ouvia um programa de esportes nos fones de ouvido, como de costume. Às vezes, abria o e-mail para conferir detalhes de um freela. Quando o garçom voltou e “montou” meu prato – achei isso bem “bacana” – um senhor ao meu lado interviu:

– O arroz tem que ser misturado à farofa, hein?

Sorri timidamente, com aquele tom de “Bacana, cara. Agora me deixa comer em paz” e rumei para as primeiras garfadas. O senhor não se continha.

– Você sabe quem foi Oswaldo Aranha, não sabe?
– Um político gaúcho, não? Já li a respeito.
– Ele adorava comer isso aí… por isso homenagearam ele no prato.
– Pois é! Verdade.
– Qual seria o prato que poderia homenagear a Dilma, hein, meu amigo?
– Hmmm… Fritada à Brasileira?

Juro que não imaginei que o senhor fosse rir tão alto. Passei vergonha, muita. Ele riu por uns 10 segundos e disse que estava esperando a esposa chegar do trabalho para almoçar com ele. E nada da tal senhora chegar. E nada do cara parar.

– E esse bando de desempregados pedindo impeachment, você viu? 
– Ahm, vi, sim… vai ser no domingo, né?
– Domingo, segunda-feira, vai ser direto. E o pior é que eles estão querendo mesmo!
– Mas eles querem, mesmo. E vão continuar querendo até que, um dia, quem sabe…
– Devem ser todos microempresários.
– Não… tem muitos, mas a grande maioria é “peão”, mesmo.

Mais um riso alto do senhor aqui. Maldita senhora que não chegava. Maldito vinho no copo dele.

– Imagina o que vão falar da nossa democracia se, em menos de 20 anos, houver outro impeachment?
– Quase 30 anos, né? A nossa democracia ainda mora na casa dos pais, né… uma pena.
– Não entendi… na casa dos pais?
– É, sabe? Já tem idade para ser independente, plena…
– Ah, sim! É isso que eu disse: por que um estrangeiro investiria aqui, um país sem rumo?
– Em transição, no caso…
– Mas essa transição não tem fim nunca! Meu filho vai nessa coisa do dia 15. Um besta.
– Deixa ele te ouvir dizendo isso. Vai te chamar de comunista, hein?
– Ele vai levar meus netos, também. Acho uma perda de tempo. Impeachment!
– Ah, deixa esse pessoal… se um dia conseguirem, quem sabe, não sossegam?

Chega a esposa do cara. Graças ao bom Joey. Por mais que…

– Linda, estou conversando aqui com meu novo amigo, tudo bem?

Não, cara… não força… meu prato quase esfriando…

– Vou ao banheiro lavar as mãos. Pede o de sempre para mim? – diz a mulher.
– Sim, peço. E vinho também.

Nesse momento pensei em ligar para o trabalho e dizer que não ia conseguir mais voltar.

– Bem, garoto, aproveite seu prato aí. Foi um papo “bacana”.
– Sem problemas, foi sim. Bom apetite para vocês.

Mas a curiosidade é uma porcaria. Eu não sabia o nome do senhor. E ele parecia ser um cara… ahm… “bacana”. Por mais que falasse muito em um momento em que eu gosto de ficar calado. Mas, perguntei.

– Desculpe, nos falamos e nem sei seu nome.
Alonso! E você?
– Rafael, prazer!
– Prazer! Você come com pressa, está em horário de almoço, não?
– Sim, sim… logo mais tenho que estar lá.
– Então você não vai na passeata mesmo!
– Por trabalhar? Não, o pessoal que vai também trabalha. É de domingo…
– Mas se houver impeachment e trabalharem em multinacional, vão pra rua. Nacional, então…
– Pela… (mastigada) quebra de… 
– Confiança! Se está ruim agora, imagine depois! Iraque!

Pausa para comentar que não, não entendi MUITO bem a relação com o Iraque, mas deixei passar. Minha fome tinha quase acabado.

– Acho que tudo tem jeito. Mas… vamos ver!
– Eu não andaria num carro que já perdeu os freios duas vezes!

Aí entendi o que o senhor queria dizer.
E agradeci – pela última vez – pelo papo.

E por mais que saiba que não foi uma pessoa de boas companhias: obrigado a você também, Osvaldo Aranha. Foi bacana.

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É Tetra! É Tetra!

27 de outubro de 2014

tetra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com um gol nos acréscimos da prorrogação, o Brasil carimbou a vaga para mais 4 anos de Partido dos Trabalhadores no comando. Mesmo não jogando tão bem, abusando da retranca e alguns lances mais violentos, os lampejos de arte e talento rarearam mas se fizeram presentes, e o país de Dilma Rousseff, Lula e outros 53 milhões de brasileiros não desapegou do lema “1×0 é goleada”.

A bem da verdade, a filosofia “o empate é um bom resultado”, proclamado por Parreira e Guido Mantega, está com os dias contados. O técnico vai mudar, a cartola será a mesma, mas a torcida mudou. Muito, diga-se de passagem. Até parte das organizadas, que sempre empurravam o time, passaram a bradar por mudanças: “Burro! Burra!”, “Ô-ô-ô, queremos delator!” ecoam pelas arquibancadas do Brasil. A pressão dos rivais azuis e amarelos, mais do que nunca.

Pesam escândalos de falta de comprometimento na equipe, de jogadores pulando o muro da concentração, de mala branca, mala preta, mala vermelha e branca. A principal patrocinadora da equipe teria sido corrompida pela direção do time. O Brasil está em frangalhos. Não há R$ 1 nos cofres do clube, que emprestou dinheiro para equipes do fortíssimo Caribe e não recebeu um troco sequer.

A vitória de ontem não apaga o histórico dos últimos anos, visto mais com preocupação do que com empolgação por parte do torcedor. Os rivais zombam e caluniam, e acreditam que o próximo campeonato está na mão. “O Brasil está cada vez mais fraco”, dizem os rivais. Tudo bem que essa peleja dura 12 anos, mas eles acreditam que uma quinta derrota consecutiva é impossível. “Se preciso for, apelaremos pela intervenção do STJD”, afirmam.

No jogo da política é sempre assim.
Quem ganha, vive a glória.
Quem perde, chora a mágoa.
Que torce contra a política e voto popular, cada vez mais, definha.

O Brasil que nós queremos!

14 de outubro de 2014

esquerda_e_direita

Não se trata de direita ou esquerda. Essa discussão está sendo enterrada sob os escombros do muro de Berlin. A correta divisão que me separa do meu adversário é uma só: é uma ideia nova, contra uma ideia velha. É uma visão moderna, contra uma visão atrasada. É um futuro possível, contra um passado já testado, por exemplo, na Polônia, na Hungria, na Alemanha Oriental e na Checoslováquia. Um passado que como estamos vendo, fracassou.

Qual de nós dois é o novo? O novo, minha gente, não é criar um Estado cada vez mais gigantesco e ineficiente, como fez a Ditadura Militar durante tantos anos. Um Estado que domina a vontade e liquida com a liberdade das pessoas como meu adversário quer nos impor. O novo é diminuir o tamanho da máquina do Estado para tornar o governo mais forte e mais eficiente no cumprimento de suas obrigações, do que ele deve fazer por você: cuidar da sua saúde, da educação, do saneamento, da moradia e garantir o desenvolvimento como nós queremos e nós vamos fazer. Um governo, minha gente, que não atrapalhe a vida das pessoas.

E o que é ser moderno? Ser moderno é reconhecer o direito de todo mundo se manifestar e respeitar as diferenças de opinião como eu faço, como você faz, e não estimular a agressão e a violência contra quem pensa de modo diferente. Ser moderno, minha gente, é não pregar o grevismo político e patrulhar o pensamento, a vontade e o desejo dos outros, como faz o outro candidato.

E o que é o futuro? O futuro não é isolar o país como quer o PT. O futuro somos nós que queremos o país voltado para o progresso, um Brasil moderno e integrado às novas exigências de um mundo que muda e se renova a cada dia. Pense bem: quem está mais identificado com a nossa realidade e as carências do nosso povo? Nós, que estamos garantindo um aumento real e efetivo, bem acima da inflação para o salário do trabalhador? – ou é o PT, que afirma que não haverá ganhos reais para os trabalhadores?

Ser moderno não é fazer como meu adversário, que não pagaria a dívida interna, que não honraria os rendimentos da sua caderneta de poupança. Ser moderno, minha gente, não é querer tomar o dinheiro que você consegue, com sacrifício, depositar na sua caderneta de poupança. Ser moderno não é ficar com o dinheiro que é fruto de um dinheiro suado e sacrificado, como quer o outro candidato. Ser moderno, minha gente, é respeitar a poupança – a poupança é sagrada! – e garantir esse dinheirinho a mais que você consegue juntar e garantir a sua propriedade, por menor que ela seja.

O que está em jogo nesta eleição não é o comunismo contra o anti-comunismo. Eu respeito a crença e o pensamento das pessoas. O que está em disputa nesta eleição, minha gente, é um futuro de paz, de tranquilidade, de união, de prosperidade e justiça social que nós representamos. E não, nunca, jamais a volta às ideias do passado, a miséria, aos conflitos e a intolerância que o outro candidato quer impor a você, quer impor a todos nós. Eu sei o que você quer para o nosso país. Você mostrou isso no 1° turno desta eleição e vai mostrar de novo, no dia 17 de dezembro. Você não vai se deixar intimidar pelas pressões, pela violência dos nossos adversários. Você vai para as ruas, mostrar a todo mundo a sua vontade de transformar este país. Com a ajuda de Deus, nós vamos fazer o Brasil como que todos nós sonhamos. Fique certo disso: a partir do ano que vem, nada será como antes.

Fernando Collor de Melo, em seu penúltimo programa eleitoral (1989).
https://www.youtube.com/watch?v=Bda2hEt8xPU

Há tempo de mudar (?)

24 de setembro de 2014

A trágica e repentina morte de Eduardo Campos, pouco mais de 1 mês atrás, fez com que a roda das eleições perdesse alguns parafusos. A então “tranquila” caminhada de Dilma Roussef a mais um mandato se tornou uma via crúcis em terreno inimigo, e sua cruz é apedrejada até mesmo por antigos eleitores e apoiadores.

Seu principal opositor tornou-se um mero espectador das decisões de quem também o abandonou no meio do caminho. Aécio Neves corre em uma pista de gelo, implorando por punhados de sal a cada semana. Para piorar, sua rejeição em Minas Gerais, seu berço político, se mostra um dos principais focos de sua impopularidade no restante do país.

Marina Silva surgiu, para muitos indecisos, como um oásis no deserto. A empolgação que permeou sua candidatura em 2010 voltou com ainda mais força. O reflexo emocional da perda de um dos postulantes ao cargo a fez ganhar altitude e velocidade de cruzeiro. Agora, um voo rasante entre a rejeição crescente, os ataques vindos de todos os lados e algumas turbulências de seu plano de governo.

A verdade é que, entre mortos e feridos, o PSB encontrou a redenção. Em menos de 50 dias, passou de entregador de medalhas a postulante real do degrau mais alto do pódio. Uma boa parte dos eleitores de Dilma, ainda descrentes com a proposta de mero continuísmo do governo Lula, foram para o lado da ambientalista. Vários seguidores de Aécio, longe de conseguir sentir pelo candidato o que gostariam de sentir, também penderam para o lado de Marina. Logo, de 11%, a intenção de votos para o partido saltou para quase 30%. Dilma, finalmente – e realmente, ameaçada: seria derrotada no 2º turno com uma diferença de até 10%.

Boi de piranha, o PT se vê encurralado. Fez por merecer, diga-se de passagem. “Nunca antes na história desse país” houve tal recorde em acusações, investigações, julgamentos, condenações, prisões e afastamento de políticos ligados ao governo. Isso possui um lado positivo, quase didático, que é o de pensar que, sim, é possível que políticos sejam penalizados por seus erros e atos corruptores e corruptíveis. Mas existe, também, a face cruel dessa realidade: os partidos opositores, hoje em voga, possuem teto de vidro. E as pedras estão lá, esperando para serem atiradas. E serão, é claro. No momento propício.

Nunca escondi meu voto em Dilma. Argumentando, sempre coloquei de forma clara: não vejo razão de não continuar com o que já vinha dando certo. Não consigo admitir que tudo esteja tão ruim quanto insistem em apontar. O quadro que é pintado, não encaixa na moldura. Respeitem isso.  Porém, o continuísmo deu errado. Não em todas as áreas, mas em algumas primordiais, como a economia – se não a mais importante para a máquina continuar rodando.

Optou-se por Guido Mantega, homem de confiança do mercado, homem forte de Lula. Deu certo – por 1 ano. Ainda em 2011, o governo já tinha sinais suficientes de que o modelo de sucesso adotado nos anos anteriores não tinha mais brilho. Insistiram, teimaram e se queimaram. E agora? Guido irá sair caso Dilma seja reeleita. Logo, irá sair de qualquer maneira. O eleitor de Dilma se vê questionando, a todo momento: mas… e  aí? Muda quem, para quem, por quem… para quê?

Em reeleição, novas promessas soam muito, muito mal. Dilma vem fazendo isso, em assuntos ligados a educação e segurança. É algo que esqueceu de prometer há 4 anos? É uma re-promessa? É só promessa? A saúde é o calcanhar de Aquiles de todo e qualquer governante brasileiro, e sempre será. Saúde pública, de qualidade, para mais de 200 milhões de pessoas, não é nada simples. Não é algo uniforme, nunca será. Privatizar não é a melhor maneira de se corrigir erros, pois apenas pintaria paredes com o reboco aparente. Nunca se apresentou nada de convincente para essa questão. Nem em 2014.

Me vejo descrente. Não em Dilma – não tenho nada contra sua postura e sua forma de lidar com os problemas do país. Me vejo descrente com seu discurso. Enquanto caminhamos para as urnas, vale um pensamento: vale a pena ir lá? Perder boa parte de um domingo? Quem sabe, até, ele inteiro? Para reeleger a Dilma? Para colocar Marina no Palácio? Elevar Aécio para o posto de seu avô? Sinceramente? Eu não saio de casa para isso.

Mudei meu voto recentemente. Não por pieguice, mas por convicção, como fiz em 2012, quando não votei em Haddad – não votei em ninguém. Hoje, reconheço: deveria ter votado nele. Mas como, na época, nunca me passou confiança, não o fiz. Esse ano, vou de Luciana Genro à presidência. E não irei discursar “é meu voto para o 1° turno”, porque não tem essa de “votar no menos pior no 2° turno”. É ela no 1° e, se não for adiante, anulo na sequência. Sem medo de ser feliz.

Porque por mais que insistam em me chamar de petista, eu voto em candidatos, sempre votei assim.
E candidato por candidato, prefiro a Luciana, de 13 a zero.

voto

E aí, tudo bem? Vou te deletar. Bjos!

31 de janeiro de 2014

Inspirado neste post da amiga Renata (a qual, confesso, não falo nem vejo há anos – então, tudo bem, Renata?), vejo como necessário um aviso. Aos amigos distantes, aos próximos e, principalmente, parentes (pois é): se eu tiver que ler algum comentário, post ou compartilhamento de ideias ou opiniões ligadas à xenofobia e preconceito, seja este qual for, a pessoa será deletada. Do Facebook, Twitter, lista de e-mails, Whatsapp, o que for. Bem provavelmente, da minha lista de amigos “da vida real”.

Não que isso vá mudar a vida da pessoa – não ter mais contato ou interação comigo. Se bobear, será até bom para ela. Mas para mim, com certeza, será algo próximo à sensação do orgasmo saber que, finalmente, terei uma chance a menos de ler coisas do tipo “nordestino é uma raça zzzzzzz”. Chamou de “raça”, amigo, acabou. Quer dizer, ex-amigo.

O mesmo vale para quem ama fazer juízo de valor sobre o que/quem não sabe ou conhece. “Esse bando de vagabundos que vivem às nossas custas!”. Você pode provar o que está dizendo? Pode me apresentar o boleto de pagamento das contas da tal pessoa? O que é ser vagabundo? Como sei que essas questões costumam vir acompanhadas de respostas sem qualquer base lógica de raciocínio, apenas deletarei a pessoa e pronto.

Não sei se foram as 30 velas sobre o bolo no ano passado, mas não tenho a menor paciência para “polêmicas”. Sério, acreditem. Claro que adoro um debate, desde que sejam respeitadas as regras básicas de um diálogo educado. Partiu para a baixaria ou abusou do “achismo”, acaba. Por isso, não consigo mais perder tempo com gente pequena, de coração murcho e alma cinzenta. Enche o saco. Já bastam os meus momentos de astral rasante. Não preciso de tanto negativismo e ódio ao meu redor.

Digo tudo isso porque estamos às portas do inferno. Como disse no meu penúltimo post, é muito simples opinar sobre qualquer coisa, a qualquer momento, da maneira que bem entender. Estamos em ano de Copa do Mundo. De manifestações. De ações de grupos organizados e militares. De rolezinhos. De eleições. Um terreno fértil para uma tempestade de xenofobia, racismo, preconceitos variados e, claro, muito ódio.

Portanto, amigos (cof cof), se tiverem interesse, baixem este aplicativo e instalem em seus computadores. Ele permite saber quem te bloqueou/deletou no Facebook. Vai te ajudar a alimentar um pouco mais do rancor e frustração pelo simples fato de estar vivo, e também a saber que você vem soltando merda pela ponta dos dedos.

Falando nisso… e aí, tudo bem?
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Eu acho que

15 de janeiro de 2014

Ficou fácil ter opinião. No Brasil, em Botswana, Zaire ou a antiga região conhecida como Haiti. Basta um dispositivo conectado à internet, uma horda de 40 amigos com visões pouco conflitantes entre si e voi là – você acaba de entrar para o hall dos formadores de opinião. Sim, formadores. Porque esse papo de ter opinião é coisa de dona de casa, que enche o peito ao dizer que “fala tudo na cara”, porque é assim que é.

Seja rasa, profundamente obscura ou perspicaz, não tem a menor importância. O que interessa, no fim, é que seja uma opinião. Com ou sem argumentos. Ecoando interpretações errôneas de forma proposital ou não. Independente sobre o quê. É opinião. E é sua, mesmo que parta dos princípios de outros.

Dados do Ibope – aquele instituto no qual ninguém confia, pois nunca reflete em pesquisas o que as pessoas acreditam ser verdade – revelou, em 2013, que cerca de 100 milhões de brasileiros acessam a internet. Lan Houses, Wi-Fi, smartphones, conexão do trabalho: hoje, todos podem opinar sobre algo, a qualquer momento, de qualquer lugar. Desse montante, pelos investimentos feitos e pela proximidade da Copa do Mundo 2014 (opine aqui _____ ), é fácil saber onde está a maior fatia desses usuários. Logo, a falta de pluralidade nas ideias publicadas. A desinformação e a agilidade em se espalhar boatos pela internet levará, em breve, a um novo patamar de preguiça: o profissional.

Isso estará nos livros de sociologia, em poucas décadas: “a era da opinião”. Será tema de Feiras de Ciências, se estas ainda existirem. Irá render teses de doutorado e, quem sabe, ajudará a desabrochar uma nova consciência coletiva. Haverá filmes, no mesmo patamar de Cidadão Kane, que abordarão o assunto. Camisas com a foto de algum personagem importante nessa revolução – acredito que Aécio Neves ou Luciano Huck – serão sucesso de vendas entre os adolescentes-militantes do século XXI.

Por enquanto, não. Até aqui, opiniões expostas, principalmente na internet, são comparáveis a soltar pipa no meio do Katrina. O infernal hemisfério que vai do kkkk ao huehuehue BR BR, passando pelo “Acorda, Brasil!”, também conhecido como interatividade, é uma zona de extremo perigo.

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Mas é só minha opinião.

Bandidos de uma sigla, desgraça de uma nação

10 de janeiro de 2014

Há mais de uma década, o Brasil vive em meio as sombras. Pouco sobrou do que de bom foi feito, anos e anos atrás. Perdemos o punho firme do Estado e da força militar, sempre preocupados com o bem-estar e livre arbítrio de sua população, além da benevolência ao pensamento político de cada cidadão. Nossa segurança e tranquilidade foram aniquiladas, à medida que novos incentivos à parte mais negra de nossa história adentra o hall de embarque para o inferno da convivência. Hoje, vagabundos circulam livremente por nossa sala de estar, tendo direito ao voto, poder de compra e à mordomias como alimentação e recreação – custeados por nós.

A máquina federal vai, dia após dia, enfraquecendo o poder de compra, ao mesmo tempo que lança no mercado novos consumidores, abastecidos em suas carteiras e cartões sociais por nossos suados impostos, ávidos por destruir a meritocracia legítima. Pessoas despreparadas e distantes do padrão aceitável acadêmico, há tempos, invadem nossas universidades. Não há mais orgulho no jovem brasileiro em alcançar objetivos, apenas recebê-los. Nossa moeda, criada nos áureos tempos de bonança e emprego forte, respira por aparelhos. O Dólar e o Euro massacram centenas de milhares de pessoas de bem, que são abruptamente impedidas de gozarem as recompensas pelo trabalho digno.

O emprego, cada vez mais pujante, faz com que as ofertas de trabalho sejam, invariavelmente, fora da realidade. Hoje, qualquer atribuição desqualificada rende salários impensáveis nos anos 90. Por isso, a mão de obra barata é escassa, e a população brasileira sucumbe a verdadeiros assaltos à mão armada de subempregos, agora, cobrando valores absurdos por trabalhos básicos e essenciais, como limpeza e cuidados com bebês ou idosos. O cidadão é onerado por manobras fétidas de extorsão, como a obrigatoriedade de registro em carteira de profissionais informais.

Uma horda de acéfalos, cegados por migalhas e promessas vazias, invade as ruas e as urnas, enfraquecendo nossa democracia e alienando, cada vez mais, jovens e adultos. São o câncer da nossa sociedade, por ser proliferarem como pragas de campo, sempre que um suborno político lhes é oferecido. Nossos líderes (sic) afundam suas cabeças em tigelas de ouro, recheadas de mariscos, enquanto riem de nossa situação. Seu exército de zumbis avermelhados pode, mais uma vez, os garantir por outros 4 anos no comando da nação, se não forem diariamente refreados, das mais variadas formas.

O cenário é obscuro. Possuímos esperanças de que nossa dignidade e respeito voltará após a Copa do Mundo, quando o país voltar a seu ritmo habitual. As urnas clamam por dias mais azuis. Porém, a luta nunca foi tão necessária. Precisamos, de uma vez por todas, anular a humilhar – como somos humilhados, todos os dias – aqueles podres e sujos que hoje se banham em nossas límpidas águas.

O Brasil precisa acordar!
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As fases, o mártir e os imbecis

13 de novembro de 2013

Todo mundo vive de fases. O jogador de futebol, o jornalista, o publicitário, o investidor. Eu já tive as minhas, e não foram poucas: a famosa revolta adolescente, o caminho até os 20 anos de amores e bebedeiras , o cabelo vermelho, o cabelo amarelo, o cabelo amarelo e preto, as camisas de banda (e só camisas de banda, preferencialmente, pretas e de bandas punks), a irresponsabilidade financeira, a responsabilidade financeira, a fase de ser o palhaço da turma, a fase em que se percebe que ser o palhaço da turma é uma grande babaquice, o desapego com amigos de infância, os primeiros cabelos brancos, o amor real, o casamento, filho e tudo mais. Uma fase que nunca vivenciei, e sou grato a milhares de fatores por isso, foi a da ignorância.

Não estou falando sobre aquela atitude agressiva e ignorante fisicamente. Dessa, sempre passei longe. Nas poucas vezes que me aproximei dela, percebi que era das mais imbecis escolhas possíveis. Digo da ignorância de pensamento.  A fatídica “pobreza de espírito”. Aquela que leva pessoas a acreditar que pisar na cabeça de outras é um trampolim para o sucesso, e não para a latrina. A mesma que faz com que existam guerras, fome, miséria e o boom do funk ostentação.

Hoje, posso dizer que estou na fase da “pouca paciência para pessoas ignorantes”. Em todos os sentidos. Se estou perto ou no meio de uma conversa onde argumentos se transformam em verdades absolutas e irrefreáveis, me afasto. Se me chamam de volta, costumo demonstrar meu total desprezo pela conversa em si. Viro, vou embora e, com certeza, vivo muito mais feliz. Uns podem chamar isso de fuga ou falta de combatismo. Eu chamo de “evitar mandar a pessoa coçar o cu com os dentes”.

Não costumo – e para falar a verdade, nem gosto – de discutir religião. Com ninguém. Umbandista, evangélico, satanista, budista, judeu, ateu (sim, considero uma religião, já que a defendem com quase o mesmo ardor das outras ditas “fés”) e católicos. A mais próxima de nós, brasileiros, é o cristianismo. Aquela que prega que devemos amar uns aos outros e fazer o bem sem olhar a quem. O problema, para mim, é quando o cristão abre a boca e cospe os espinhos da cruz de seu mártir na cara dos outros. Ou bate palmas ao ver o bandido morto. Esse é duro de engolir. E eu não tenho paciência para isso. O problema é que, nesses casos específicos, costumo – antes de me afastar – pedir que a pessoa escove a arcada dentária com o próprio rabo.

Em uma época (que temo não ser apenas uma fase) em que a população cristã brasileira enxerga que, ao pagar seus impostos e vê-los distribuídos (em partes) entre pobres e desempregados, estão financiando a vida de vagabundos e fantoches políticos, não é de se espantar que vivam vidas cada vez mais tristes. Perdem cabelos, ganham barrigas e coronárias entupidas, além de trocas constantes de mudas de roupa – da casa da mulher, para a casa da mãe. Reclamam de tudo, desconfiam de todos, acham o açúcar salgado demais.

Se há algo que admiro nas religiões e nessa “nova sociedade politicamente pensante”, é o bom senso de suas premissas.
Só que não.

2013, Redação do Enem e Pato

4 de janeiro de 2013

Para quem ainda não precisou voltar ao trabalho, 2013 sequer começou. Para os que já sentavam seus fartos traseiros em suas cadeiras de rodinhas em escritórios fechados desde o dia 2 de janeiro, 2013 já é realidade palpável e levemente azeda. Pior: ainda dura mais 360 dias, com meros 4 feriados prolongados ao longo do ano. Ou seja: se você reclamou de 2012, meu amigo, levará uma sova de cabo de vassoura do ano que começa agora.

A revisão da redação do Enem será liberada aos participantes do exame nacional, realizado no fim do ano passado. Até aí, nada de mais, certo? Em termos. A revisão sempre foi aberta aos candidatos às vagas do SISU, mas em função às péssimas performances de 2012, a choradeira começou antes do prazo estipulado – e aceito por todos que fizeram o exame, no momento da inscrição -, que seria apenas em fevereiro. Dizem os “prejudicados”, que: 1. o prazo seria muito curto para receber a redação e entrar com recurso de revisão sobre a mesma; 2. a revisão não seguiu os mesmos critérios de pontuação dos anos anteriores. A grande verdade é que os jovens brasileiros, adeptos à cultura do “eu sei, vi na televisão e no Facebook, é tudo um grande absurdo e temos que nos unir e rebelar”, não estavam bem preparados para o tema da redação, “O movimento imigratório para o Brasil no século XXI”. Dizem eles que os cursinhos preparatórios não abordaram o assunto em suas aulas e provas. Outros, reclamam do fato que o tema seria fantasioso e/ou irrelevante – sim, acham isso. Minha opinião: quem foi mal, que se exploda. Aprendam a buscar informações oficiais e importantes em fontes oficiais e importantes, deixando de lado o já exausto pensamento derrotista.

Alexandre Pato foi contratado pelo Corinthians por mais de R$ 40 milhões. Isso, por 100% (sic) dos direitos econômicos do jogador. Reza a lenda que o jogador de 23 anos “abriu mão de luvas”, que são aquelas fartas quantias negociadas antes da assinatura de contrato, a parte mais fofa e palatável do bolo. Na realidade, o que aconteceu foi que o atacante, ao fazer isso, estipulou que qualquer negociação futura entre Corinthians e outro clube, renderá a ele 40% dos valores totais envolvidos (daí, o sic). Com isso, ele ganha na futura valorização do capital aplicado, além de apostar no próprio bom desempenho no atual Campeão Mundial, que pode o levar de volta à Seleção Brasileira. Tite terá a opção de voltar ao antigo – mas ainda saudoso – esquema de Mano Menezes em 2009, com Ronaldo avançado e fazendo as vezes de pivô (função que hoje seria realizada pelo peruano Guerrero), contando com dois atacantes de velocidade pelos lados do campo, que também ajudem na recomposição da equipe. Em 2009, eram Dentinho e Jorge Henrique. Em 2013, podem ser Emerson Sheik e Pato. Como o camisa 23 recebe propostas do Flamengo, e o argentino Martínez parece estar de saída (e pela porta dos fundos), a escalação é bem provável.

Pato

As mentiras que você engoliu em 2012 – retrospectiva

19 de dezembro de 2012
Todo mundo mente

Todo mundo mente

Narrar fatos e feitos é uma grande calhordice. Qualquer acéfalo consegue realizar tal tarefa. Basta assistir ao telejornal diariamente, buscar informação em mais de um veículo da imprensa e procurar se manter atualizado sobre o que acontece no Brasil e – BANG! – você está apto a fazer uma retrospectiva.

Mas como sei que vocês usam o tempo livre apenas para jogar vídeo game, ir a shows, ficar compartilhando asneiras nas redes sociais e se masturbando no Xvideos, aqui vai o que de mais importante (não) aconteceu, mas você acreditou:

O Facebook iria usar suas postagens e informações pessoais como bem entender
Sejamos sinceros: o que há de tão interessante na sua vida que possa render frutos a Mark Zuckerberg e sua equipe? De verdade. Essas fotos de você e seus amigos no barzinho, na balada, naquele fim de semana na praia. A foto do cachorro desaparecido que você compartilhou, da criança com um tumor no cérebro, suas ideias vazias sobre o aborto. Isso renderia o quê, além de boas risadas? Por outro lado, criem consciência, de uma vez por todas: se está na internet, não é só seu. E se está na internet, não é tão importante assim.

Que o julgamento do Mensalão era o início de uma nova era de justiça e consciência
Um bocado de acusados, um punhado de indiciados, uns tantos punidos, ninguém preso. Ok, ainda há tempo para que se cumpram as determinações do STF, mas vocês, realmente, conseguiram acreditar que aquilo tudo iria criar uma onda em prol da pureza política brasileira. O problema é que o buraco é mais embaixo, no privado, e não no público. Dinheiro que se lava, tem fonte. Fontes têm interesses. Interesses geram mercados. Logo, apenas com o fim de toda e qualquer empresa privada, o financiamento à corrupção teria fim. Como o anarquismo termina na chegada do primeiro boleto de cobrança, isso é inócuo.

Que o PT, Lula, Zé Dirceu e Genoíno são o câncer desse país
Imaginem um genocídio. Agora, visualizem a cena de milhares de corpos esquartejados, pisoteados, carregados de balas. Ao fundo, meia dúzia de pessoas de pé, terno e grava, mãos sujas de sangue e pólvora. São eles. Culpados, inocentes, meros fantoches ou personagens de um jogo político? Acredite, nunca vamos saber. O que conseguimos determinar, finalmente, é que a tendência da mídia e opinião média do brasileiro é que, em caso de dúvidas, a vantagem é do acusador. Todos têm envolvimento. Todos sabem, mesmo que nem todos tenham visto ou participado. Mas sabem. A cura do câncer ainda não foi descoberta, mas o tumor pode ser removido – nesse caso, mesmo após a metástase. Ainda existem cachoeiras de muitos malefícios que alagam os corredores da nação, além de outros animais presentes no jogo do bicho que precisam ser caçados e cassados, mesmo que contando com a anuência de um período favorável. E essa cachoeira, cercada de tucanos ao pôr do sol, ainda fará com que muita água passe por debaixo da ponte.

Corinthians? Nunca serão!
Salvo clubismo, é evidente que brasileiro não entende patavinas de futebol. Ele entende da farra, da cerveja antes/durante/depois do jogo e dos xingamentos à arbitragem. De resto, é senso comum, nada mais. E isso, também, no meio da imprensa esportiva. Um clube que por 80 anos detinha, apenas, alguns títulos regionais de média relevância, em 22 anos conquistou o país, a América e o mundo. Amado, odiado, contestado e investigado, o Corinthians conseguiu atingir todos seus maiores objetivos na base de muita desconfiança, avareza, investimentos obscuros e práticas louváveis. A partr de 2012, foi determinado, por exemplo, que 4 de julho é “Dia de São Nunca”, e que 16 de dezembro é o dia da “Revolução Japonesa”.

Que você é uma pessoa de ideias admiráveis, humanísticas e de cultura acima da média
Alguma vez, ao longo de sua vida, você realmente acreditou no que estava fazendo? Sim, a pergunta é essa, e assim mesmo. Veja bem, não é que você não possua um bom coração. De forma alguma estou querendo afirmar que seja hipócrita, também. Muito menos que desconheça quase que totalmente o que significa uma nova hidrelétrica, o que é necessário para uma desapropriação de terra, os ideais de paz entre os povos do Oriente Médio ou como funcione o sistema de cotas. Porém, você reivindicou por isso tudo, durante… dias. Acreditou nos abaixos-assinados que lhe indicaram, mesmo que tenham sido criados por pessoas com tão pouco conhecimento dos assuntos quanto você. “Dorsal Atlântica no Rock in Rio”, “O real tamanho das torcidas de futebol no Brasil”, “Pela emancipação da região Sudeste do Brasil”… veja bem, são tantas asneiras reunidas em apenas 365 dias, que poderia passar mais um ano inteiro as listando aqui. “Ah, mas como não se indignar com algumas coisas que acontecem no nosso país? Iam assassinar índios, fazer obras inúteis, votar projetos absurdos, propor emendas imorais!”. Meu amigo idiota… você acredita até mesmo que Clarice Lispector e José Saramago tenham dito e escrito aquela quantidade descomunal de ideias e pensamentos, para que fossem difundidos, décadas depois, pela internet. Apenas continue nos divertindo com sua prevaricação à inteligência. Você realmente é uma importante gota de água no oceano, o revolucionário grão de areia em meio ao deserto.

O brasileiro tem o gosto musical alinhado à sua educação
Se não teve educação, é funkeiro. Se é superficial ou influenciável, é sertanejo. Se gosta de ler e assistir filmes B, é indie. Se foi criado por uma família autoritária e repressora, vira rockeiro. Se o crime faz parte de sua vida, escuta rap. MPB, samba de raíz, música clássica, pagode, eletrônica. É tudo música. Não deve ter um peso maior em sua vida e suas ideias do que tem na cabeça de quem as criou. Tchê-Tchêrerê-Tchê-Tchê, Se te pego, Como é bom ser vida loka (sic). Nada disso é pior do que as músicas que você, muito provavelmente, gosta, escuta e sequer entende. Música em inglês, por exemplo. As frases ditas pelos rappers norte-americanos são bem mais lascivas e nocivas a ouvidos puros do que aquelas cantadas por Mano Brown e outros MCs. Michel Teló dá de goleada em suas cantoras pop mais cultuadas. Thiaguinho, o pagodeiro, consegue ser muito mais poético do que Madonna. Portanto, se sua cadeia alimentar musical tem início nos Estados Unidos ou Europa, favor trocar seu Aurélio por um Michaelis. Duvido que já tenha usado qualquer um deles para saber sobre o que você mesmo tenta cantarolar.

Que as novelas da Rede Globo – e a emissora em si – fazem parte de um plano maior
Sim, isso é verdade. As telenovelas brasileiras só fazem o sucesso que fazem, conquistam as médias de audiência que conquistam e possuem 80% dos direitos autorais sobre tudo o que você conversa/critica/debate/julga ao longo de 10 meses, graças a um plano maior de dominação e lavagem cerebral da população. Por sinal, a Globo e suas novelas conseguem fazer isso tudo, inclusive, com você mesmo: o de fazer com que você insista que é diferente de todo o resto. Todos aqueles que assistem novela, que comentam novela, que ficam emocionados com um folhetim de roteiro invariavelmente sem variação. Você não faz parte dessa malévola tática para camuflar problemas maiores e criar novos preconceitos – além de abastecer tantos outros. Você sim rema contra a maré. Luta pelo que é certo. Busca, incansavelmente, abrir os olhos daqueles que o cercam, acreditando que, um dia, tudo irá mudar para melhor. Verdades inconvenientes, mentiras prazerosas. Você é nazista e não sabia.

Tinha mais coisa a ser lembrada aqui, mas, subitamente, meu cérebro travou.
Deve ser culpa de vocês.
Até ano que vem!


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