Archive for the ‘Uncategorized’ Category

32 desde os 25

10 de setembro de 2015

Esse ano, comemorei meu aniversário de forma antecipada. Fiz um churrasco em casa, convidei algumas dezenas de amigos, outra dezena de familiares e celebrei a proximidade dos “enta” – sim, os anos voam, sei que eles estão por aí, e chegarão em breve. O problema, talvez, é que pelas contas, eu teria, hoje, 39 anos. Isso porque desde os 25, me dizem que aparento ter mais de 30. Quando somos mais jovens – durante a adolescência, principalmente -, é muito bom ouvir isso: “Nossa, você tem 16? Pensei que tivesse 20!” Denota maturidade, experiência, inteligência. Já quando se passa dos 20, ah, meu amigo… você vira tio ou tia.

Lembro da fatídica vez que estava no Hangar 110 com um amigo (não lembro qual) para ver um show. No intervalo entre uma banda e outra, fui ao bar e o encontrei conversando com uma garota. Típica da casa: cabelo tingido, piercing no nariz, alargador na orelha e camisa de banda. Entrei na conversa por não conhecer mais muita gente por ali. Em certa altura, ela faz a pergunta que homem nenhum gosta de ouvir, ainda mais vindo de uma mulher.

– Quantos anos acha que tenho?

Sinceramente, não faço a menor ideia do porque ela tenha me perguntado aquilo. Mas senti um frio na espinha. Mulher é diferente. Se você diz que ela é mais nova, entende que parece menina, criança. Se você chuta alto, leva aquilo como uma ofensa. Chutei colocado, com calma.

– Bem, você não aparenta ter muito mais do que realmente deva ter – completei com um risinho a resposta patética.
– Mas, fala! Sério! Quantos anos? – maldita.
– Ahm, vejamos… você está num show onde a maioria do pessoal tem entre 25 e 30… então… tem… 25?
– Isso! Tá vendo, fulano? (esse amigo que não me lembro quem é) Ele acertou na hora!
– É que aparenta, mesmo – mentira, ela tinha cara de uns 29, mas né…

Foi então que o fulano – também maldito – mandou a pá de cal:

– E você? Quantos anos acha que o Koelho tem?

A resposta foi tão rápida e certeira que jurei ter deixado o RG cair do bolso.

– 32!

Acenei com a cabeça afirmativamente e pedi licença da conversa para ir fumar. E lamentar: eu já tinha cabelos brancos aparentes na lateral da cabeça. Eu já tinha rugas na testa. Eu tinha sido visto como um cara que se chama de “tio” ou “senhor” por uma “adulta” de 25 anos. E eu também tinha 25.

Contei para a esposa – à época, namorada – que riu. “Quem manda ficar xavecando essas menininhas roqueiras por aí?”

Se tivesse sido um xaveco, de repente, não teria me sentido tão incomodado. Lembro que naquela semana fiz a barba 3 vezes. Cortei o cabelo. E não adiantou nada – eu tinha, mesmo, envelhecido mais rápido.

Hoje, aos 32, acho isso bom. Não ótimo. Mas bom. Ao menos, posso dizer que aos 32 já completei partes importantes da vida: já fiz um filho, já formei uma família, já “escrevi um livro” – considero fazer músicas como sendo a mesma coisa.

Só me falta plantar uma árvore.
Vou plantar uma daquelas enormes, centenárias, que crescem demais a ponto de estragar as calçadas com suas raízes e a rede elétrica com seus galhos. E ainda suja a rua inteira derrubando uma quantidade absurda de folhas.

Só para irritar, como todo velho faz.

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Marci(nh)a

6 de março de 2015

Ontem ela fez as unhas, tomou vinho e comeu uma boa massa.
Preparei um jantar especial.
E estava a seu lado.

Hoje ela vai rir, dançar, beber, arrumar o cabelo e se maquiar.
Temos um casamento na família para ir.
E estou a seu lado.

Amanhã estaremos entre amigos e família, celebrando.
Temos um churrasco em casa a fazer.
E estarei a seu lado.

Em algumas semanas, completaremos 7 anos juntos.
E tudo meio que começou no aniversário dela.
E ela escolheu ficar a meu lado.

Hoje, amanhã e por mais um bom tempo, continuarei a seu lado.
Porque te irrito, te faço me odiar, te agrado pra disfarçar minhas provocações.
Mas é o jeito que encontro de agradecer pelo que tem feito por mim, durante tanto tempo.

Parabéns, Marci(nh)a!

33

365 x Danilo

2 de dezembro de 2014

As malas estavam prontas há 2 dias. A cabeça, se preparando há praticamente 10 meses. Até a Ramona já sabia o que estava por vir, uma vez que passou longos dias sob o colo da Marcia, ouvindo os batimentos e sentindo os chutes. Portanto… não estávamos prontos, é claro. Nunca estaríamos. Não há planejamento que dê conta da chegada de um filho. Você pode separar dinheiro, organizar seus horários, determinar metas, e tudo isso vai à lona ainda no primeiro round. Longe de ser uma luta, é verdade. Mas está longe de ser o conto de fadas de Hollywood, ou algo similar aos enredos de Manoel Carlos. Filho é uma delícia. Daquelas espinhenhas, pesadas, indigestas às vezes – mas, sim, uma delícia.

Descobrimos o que é amar, de verdade. Na verdade, ter um filho é manter aquele ar gelado dentro do peito, da época em que nos apaixonamos pela primeira vez. Diariamente, pelo resto da vida. Seja de carinho, saudade, preocupação – o sentimento está lá, sempre presente. Lembro da alegria que sentia ao chegar da escolinha e ver o Pink, meu primeiro cachorro, se acabando de alegria a me ver. Ou a chegar da faculdade e ver o Rocco fazer o mesmo. Ramona continua com essa história quando chego do trabalho. Mas não dá, nunca, para comparar essa alegria e sentimento de receber um sorriso de boca aberta de seu filho – e aqui vão minhas desculpas antecipadas aos amigos/amigas que têm bichinhos de estimação e dizem ser seus “filhos”. É similar, até a página 2. Você não viaja ou vai ao barzinho e deixa o filho com o vizinho ou só com água e ração. Ao menos não deveria.

O Danilo é sensacional. Em todos os sentidos. Nasceu tão miúdo que bateu aquela preocupação de “vai quebrar!”. Não quebrou nada, ainda. Nem dele, nem nosso. Até é bem cuidadoso no pequeno caos que aprende a construir, dia após dia. Hoje, com quase 80 cm, quase conseguindo se manter de pé, quase conseguindo dizer suas primeiras palavras – “não” está quase saindo -, fico lembrando de quando ele cabia no antebraço. Em cima da barriga – que não é pequena, eu sei. Que o trocador ainda o comportava com folga. Onde ainda não sabia segurar a mamadeira para pedir “mais leite!”. Hoje ele quase nos ignora, desde que tenha uns 30 metros de espaço para poder desbravar o horizonte engatinhando. Ou seja, Danilo se parece muito com o pai e a mãe: quer, faz.

E amamos isso.
Há bem mais de 1 ano.
Acho que desde quando imaginamos, na primeira fase da adolescência, como seria, um dia, “ter um filho”.
Nunca imaginamos que seria tão bom. Tão espetacular. Tão gostoso. Tão… difícil e fácil, ao mesmo tempo.

Obrigado, Danilo.
Nós te amamos 365 dias, por anos.
Vezes 365 mil.

1aninho

Beijo!
ps: pare de bater com a colher no rosto do papai.

Meias, lenços, cintos, gravatas e sorrisos 

7 de agosto de 2014

No subconsciente, sempre fui enfático: dia dos pais é uma data qualquer. Assim como o dia das mães. Dia da mulher, dos namorados, do Papai Noel, do Silvio Santos. Não importa. Confesso não ter aquela visão anárquica de que sejam datas criadas com o único intuito de se mover a indústria dos presentes, já que “um dia qualquer” também move a indústria de transportes, de café, de cigarros e de Cefaliv. Todos ganham de alguma forma. Impossível evitar. Porém, meu pai, no dia dos pais, sempre ganhou um “parabéns, aí”. Idem para minha mãe. Me ensinaram assim, era assim, é assim.

De alguns anos para cá, ambos ganham algo além disso. Uma besteirinha qualquer, um presente mais legal quando o bolso está mais fresco. Um almoço na casa deles – o que para eles já é um presente, dizem. Quando vamos embora de casa, é natural que os momentos pai/mãe/filho(s) sejam um pouco mais “animados”. Mais curtos também, é verdade. Mas são saudáveis de se curtir. Até quando dá. Tenho vários amigos que não têm mais pai, mãe, ou ambos. E por mais anárquico que a mente deseje ser, ela leva um banho de saudade nessa data. Agridoce demais.

Como pai de primeira viagem, não ganharei nada. Nem sei se faria sentido ganhar. No atual momento em que vivemos lá em casa, valorizo muito mais os sorrisos do que meias, lenços, cintos ou gravatas. Valorizo o tempo, também. Escasso para o filho, pouco para a mulher, inexistente para algo mais do que algumas cervejas e escutar o rádio (sim) enquanto o jantar não sai.

Há uma boca sem dentes, cheia de baba e barulhos esquisitos que me aguarda no domingo. E hoje de noite, amanhã, depois… e isso me basta. Dia do pais pode ser todo dia, mas esse dia, para mim, será único. Para sempre.

daddyo

Nhém!

Tivemos culpados, não mártires. Ainda bem!

10 de julho de 2014

Claro que foi humilhante. Para o torcedor médio, para o torcedor de estádio, para o torcedor de Copa. Para o Felipão, para o Parreira, Muricy, Tite, Luxemburgo, Mano Menezes. Foi humilhante para Júlio César, Dida, Taffarel, Leão. Foi humilhante para Marin, Ricardo Teixeira, Andrés Sanchez, Juvenal Juvêncio, Paulo Nobre. Foi humilhante até para os alemães, que nos presentearam com o inverso da imagem que muitos têm deles: pessoas frias, sérias, caladas. Qualquer pessoa relacionada ao futebol e que se relaciona com o esporte levou uma joelhada na coluna com os 7×1 da última terça-feira.

Agora, pipocam as teorias sócio-futebolísticas sobre o resultado da Seleção. Da ladainha que a derrota é um retrato da sociedade brasileira, ao mais básico, raso e rasteiro “é preciso renovar”. É fácil se valer de um fracasso para angariar novas teorias sobre o esporte. “Sabíamos que isso iria acontecer, mais cedo ou mais tarde”. Mentira. Sabíamos, sim, que poderíamos ser derrotados. Até a Liga da Justiça pode ser derrotada. Não por 7×1. Não com 4 gols em pouco menos de 8 minutos. Não. Nem aqui, nem na China, quiçá na Argentina.

Tivemos culpados? Claro que sim. Alguns, bem longe de nossa influência. Marin, exemplo mais clássico. Felipão, talvez. Parreira, ora bolas, por que não? Fred, o artilheiro dos gols fantasmas, muito provavelmente. Mas, no caso específico da partida contra a Alemanha, não. Ali, vimos a queda do ídolo. Recente, é verdade. David Luiz foi o principal personagem do Brasil nessa Copa do Mundo. Midiaticamente, calorosamente, tecnicamente, taticamente. Tornou-se o Neymar da zaga brasileira”. Porém, sabemos que não há nada melhor do que um herói, do que um herói morto.

O corinthiano, radicado no Chelsea, dono de uma cabeleira que se tornou modelo de brasilidade em Copa – não, não estamos falando do Willian, agora -, foi vítima de seu principal poder: a confiança na própria técnica refinada. Sabe jogar como zagueiro. Sabe jogar como volante. Pode ser líbero. Pode subir ao ataque e fazer assistências. Faz gols de cabeça. Faz gols de fora da área. Faz gols de falta. Só não sabe fazer isso tudo, ao mesmo tempo, em uma única partida. Em 29 minutos. E foi o que tentou fazer na terça-feira.

Comentei há poucos dias, no Facebook: “David Luiz é o personagem positivo dessa Copa. Salvo um desastre pessoal”. E ele veio. Notem que em todos os gols alemães, David Luiz está fora de posição. Em um dos gols, não marcou ninguém. Nem quem devia – Müller. O atacante fez um gol de pé, com o pé, em uma cobrança de escanteio. Como? Bem, David Luiz sabe. Nos gols seguintes, aquela surra com salsichão, o camisa 4 estava diretamente envolvido em todos. Hora tentando carregar a bola até o meio campo, hora estando fora de posição quando Fernandinho perdeu a bola na intermediária defensiva. Sem velocidade para voltar à área – sim, estava novamente tentando o ataque – não pôde ajudar a impedir o quarto e quinto gols.

No sexto gol, sobrou inteligência aos atacantes e meias alemães. Talvez, o único lance crucial da partida sem a participação do zagueiro brasileiro. No sétimo gol, na velocidade, uma bola “estourada” para dentro da área, não chegou a tempo para evitar o chute de Schurrle. E acabou. Ninguém nem notou o gol de Oscar. Nem tinha razão para notar. Fechou-se o caixão com sete pregos, enterrado a sete palmos. E não bastaria um Neymar coveiro para salvar qualquer coisa ali.

Graças ao bom deus do futebol, não tivemos mártires. Essa Seleção irá carregar, até a próxima derrota por 8 gols em uma Copa do Mundo, a maldição de 1950. Trocamos os calos de mãos, apenas. E isso é ótimo. Nada pior do que apanhar da mulher na frente da amante, do que apanhar da amante e da mulher em frente dos filhos. A analogia pode ser péssima, mas imaginem um jogador, mesmo que este possa ser Neymar, saindo ileso de uma derrota retumbante quanto esta? Seria justo? Digno? Saudável para o futebol? Não, todos morreram com a mesma rajada de gols, sem sobreviventes. Não. Não temos mártires. Ainda bem!

Seis meses de Danilo. O que mudou?

2 de junho de 2014

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Dizer “seis meses” é uma falta precisão, já que Danilo está conosco desde o fim de março do ano passado. Seriam, portanto, quase 16 meses. Porém, de 3 milímetros a quase 70 centímetros, embrião a bebê, muita coisa mudou. Pesando mais para um lado do que para o outro (leia-se mais para a Marcia do que para mim), as alterações na vida foram grandes e sensíveis. Na casa, idem. De um apartamento bem localizado, próximo a Metrô e às conveniências de um casal balzaquiano (bares, restaurantes, baladas), a um sobrado com quintal, com um quartinho só para ele, e mais próximo aos avós e amigos “pra toda hora”. Ramona também é parte importante de todo o processo: aprendemos, aos poucos, o que era ter um bebê em casa – sim, cachorros são bebês pela vida inteira, mesmo quando ficam velhinhos, mais lentos, cegos e quase surdos, como é o caso do Rocco.

O corpo da mulher muda, o humor do casal fica diferente, o pai estranha a falta daquela sensação que só a mãe entende – a de já ser completamente responsável por uma nova vida. O homem vira mais psicólogo, a mulher vira mais gestora. A Ramona, que ficava alegre ao ouvir o som do coração do Danilo batendo na barriga da mãe quando se deitava em seu colo, hoje sente falta disso. Ela ficou mais manhosa, um pouco mais ciumenta, mas extremamente parceira e protetora do “irmão” mais novo. Depois do nascimento, o casal vira mais casal. As comemorações ficam mais gostosas, as preocupações se tornam mais frequentes, e cada solução encontrada representa algumas horas a mais de consciência tranquila.

Na prática, o sono e o cansaço aumentam, a disposição diminui e os dias ficam mais longos. Bate aquela saudade das 24h de antes, que viram 36h. Qualquer ruído durante a noite ou a soneca do bebê vira uma explosão nuclear, e qualquer suspiro “diferente” vira Defcon 1. Normalmente, não é nada. O estado de alerta mantém as coisas em seu lugar: se ele chamar, estaremos lá. Se não chamar, também. Danilo deu “trabalho” do fim de seu primeiro mês à metade do segundo. Cólicas. Nele, doíam e incomodavam. Em nós, abria buracos no peito e engarrafamentos no cérebro: “Por que não acaba?”, “Já demos o remédio?”, “Será que é normal?”, “Mas o dia já nasceu?” eram questões que se tornaram tão comuns nas intermináveis 3 semanas de crise que, quando passou, imaginávamos que deveria ser alguma pegadinha do pequeno. E não era. Melhorou mesmo.

As noites, que custavam a passar, de repente, viraram rotineiras 5/4h de sono ininterruptas por noite. Sim, isso é um número alto. Depois, viraram 6/7h. Alguns dias, inacreditáveis 8/9h. E o menino crescia, rindo de tudo e de todos – principalmente ao fazer xixi ou… er… vocês imaginam – e reconhecer sons, vozes e rostos, aos poucos. Não gosta, até hoje, de deitar. Não gosta de sentar – e ainda está aprendendo a fazer isso. Quer ficar de pé o tempo todo. No colo, no sofá, na cama. Imagino que, assim que tiver total equilíbrio e controle de seu próprio corpo, vai pular a fase de engatinhar e sair correndo. Não que eu queira isso. Mas é possível. Hoje, já no berçário, não estranha nada. Nem o fato de passar angustiantes 9h sem mãe ou pai. Segundo as tratadoras, é calmo e gosta de música. Parece verdade, já que em casa isso acontece com frequência.

Virei repentista. Por dia, invento umas duas músicas para cantar para ele. Não para fazê-lo pegar no sono, mas para brincar. São rimas bobas, que misturam o nome dele, da Ramona, adjetivos e um pouco de bullying. Juntem as pedras e ataquem, mas eu gosto de tirar um sarrinho dele e com ele. “Danilo cara de tatu”, entre outras canções, são sucessos de audiência nos sorrisos banguela dele. Se eu tivesse metade dessa criatividade espontânea na época de Seven Elevenz, provavelmente teríamos lançado 30, não 3 álbuns. Marcia virou especialista em acalmar, reconhecer sinais, dar banho e arrancar gargalhadas dele. Também é a estilista da vez, já que escolhe/compra 90% das roupas dele. De agasalhos que imitam carneiros a camisas com frases como “Segurança da mamãe”. Ela pode. Eu deixo. Comprei uma camisa oficial do Brasil para ele ver os jogos da Copa. Mesmo sabendo ser exagero. Mesmo sabendo que é inútil, pois ele não sabe o que está acontecendo. Mesmo sendo caro. A próxima camisa dessas será do Corinthians. Quer a tricolor queira, quer não.

Tínhamos a esperança de nascer com belos olhos verdes, como os da mãe. Veio ao mundo com meu queixo, minhas bochechas, meus olhos e – graças ao bom Joey – com a pele e cabelos da mãe. Danilo gosta de peras e sopinha de frango. Eu, nem tanto. Ah, veio com meu humor para fotografias. Tenho umas 40 fotos dele no celular – mais da metade, de cara fechada. Alguns chamam de charme. Eu chamo de genética (cof). Mas é carinhoso como a progenitora, já que aprendeu a dar abraços enquanto está no colo e “ameaçar” beijinhos, mesmo que ainda de boca aberta, tentando “morder” o rosto dos outros. Nem imagino o que fazer quando ele trocar o barulho de pum que faz com a boca por “pai” ou “mãe”.

Mas isso são 6 meses.
SÓ.

Serão 30 dias de loucura na Arena Corinthians

12 de maio de 2014

Faltando exatamente 1 mês para a Copa do Mundo começar, e sua casa de estreia ainda está em obras. Esqueçam o discurso oficial de que a Arena Corinthians está em fase de “acabamentos finais”. São obras, e muitas. Algumas em fase final, outras pela metade, e várias que ainda precisam ser iniciadas. Eu, como corinthiano – mas não fanático a ponto de tapar os olhos para o problemas, erros ou enganos do clube – preciso assumir: duvido que tudo esteja ok em 12 de junho.

Estive presente na festa de inauguração da Arena, com a partida entre Corinthians x Corinthians. Ok, podem dizer que fizeram isso para evitar uma derrota na abertura do estádio. Porém, achei justo, digno. Não podemos esquecer que os clubes brasileiros têm o terrível hábito de “esquecer” seus ídolos do passado e, nessa oportunidade, muitos foram honrosos e honrados. A partida oficial, a primeira, acontece no próximo domingo. Novamente, espero estar lá. Vamos destacar o que aconteceu de importante nesse sábado e quais foram as impressões iniciais:

Acesso

Muito se diz que a Arena Corinthians é longe. Zona Leste, última estação da Linha Vermelha do Metrô. Avenida Radial Leste é constantemente congestionada. Sim. Porém, esqueça tudo isso. O acesso mais lógico, viável, barato, rápido e prático à Arena Corinthians é, mesmo, Metrô e trem. Saí de Santo Amaro (zona sul), às 7h40 da manhã (o jogo começaria às 10h, e quis sair cedo para fazer o trajeto sem correria). Cheguei ao Metrô Largo 13, andando, às 7h55. Peguei a integração com a CPTM, em Santo Amaro, às 8h05. Cheguei na estação Pinheiros às 8h25. Dalí, fui de Metrô até a estação República, já na linha vermelha. Eram 8h40. Da República à Itaquera, foram exatos 33 minutos. Pode parecer tempo demais, mas forma 12 estações, e o Metrô apresentou “pequenas falhas” na operação, como parar por quase 10 minutos na estação Belém, e seguir em velocidade lenta e com maior tempo de paradas nas estações seguintes, até Itaquera. Avistei o estádio, já fora do Metrô, às 9h05.
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Entorno

Obras eram avistadas por toda parte. A grande maioria, é verdade, em fase final. São acessos viários, alargamento de faixas da Radial Leste e passarelas para pedestres. Parece tudo muito complicado, mas sabemos que o acabamento disso costuma ser rápido. Nada a se reclamar daqui a 30 dias, acredito. Seguindo rumo ao estádio é uma boa caminhada. Da estação Corinthians-Itaquera até o portão de acesso ao estádio (nessa ocasião, apenas a área leste do mesmo foi utilizada), são uns 10 minutos. Em passo lento, claro. Passamos por debaixo de uma passarela provisória, que está sendo erguida para a Copa, algumas calçadas recém-terminadas e damos “de cara” com um gigante – gigante mesmo! – telão de LED. São 170 metros de comprimento, por 20 metros de altura. Abaixo dele, os acessos às arquibancadas lestes (superior e inferior). Tudo bem sinalizado, em português e inglês. 

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Dentro da Arena Corinthians

A “entrada” ao estádio foi bem do jeito brasileiro: um amontoado de gente, sem respeitar qualquer tipo de organização – até porque ela existia, mas era mal feita. Antes de pisar na área de acesso, fiscais pediam para que todos apresentassem seus ingressos. Entre esse procedimento e a revista pela Polícia Militar, foram 5 minutos. Um tempo aceitável. Apresentei o exigido e ignorado Voucher do ingresso, onde as informações de meu portão de acesso, fileira e assento estavam marcados. Fui indicado pelo caminho certo e adentrei o shopping center hall de entrada da Arena. Hoje, ali, está “quase tudo” pronto. Espaços para lanchonetes, banheiros funcionando, boa iluminação e alguns boxes ainda vazios, com acabamentos finais a serem concretizados. Tudo muito bonito, feito com esmero e, claro, muito dinheiro. Mármore, ali, é mato.
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Segui rumo às arquibancadas. Ótima a relação entre altura x visão do gramado. Meu assento era no setor inferior leste, mas quem ficou acima, teve a mesma opinião: a visão do campo é fantástica, perfeita, salva de pontos cegos e outros problemas comuns em estádios de futebol pré-século XXI. Desci as escadas e pude perceber que os assentos, todos brancos, se encontravam empoeirados. Provavelmente, ao removerem os plásticos de proteção dos mesmos, ficaram expostos às obras próximas. Nada muito preocupante, mas para a abertura da Copa, haja Perfex. Fui em direção ao gramado, já que os assentos próximos ainda ofereciam uma boa oferta. Me animei ao perceber que meu “assento reservado” era próximo dali. Mas, lembrem-se: estamos, e ainda estaremos, por muito tempo no Brasil. Meu assento já estava ocupado, mas próximo a ele, me sentei. Conforto, boa visão de campo – e próxima, cerca de 15 metros do gramado – e um sistema de som de fazer os ouvidos apitarem. Por sorte, perceberam isso e baixaram um pouco o volume do entendiante grupo que fazia versões de músicas populares, em que misturaram ode ao Corinthians e chacota aos rivais. Levou, apenas, cerca de 10 minutos pare surgirem as primeiras vaias.

A partida

Agradável ver os ídolos do passado, ainda mais, jogando lado a lado de outros ídolos de um passado não tão distante. Claro que jogadores perebas também marcaram presença. O campo, em sim, é impecável. Do gramado às medidas: são 105 x 68 – mesmo tamanho de gramado que se vê no Pacaembu. Destaque negativo para a protocolar, porém cansativa e entusiasta ao extremo, apresentação do estádio aos presentes. Um orador assumiu o microfone e falou, falou, falou. Homenageou Andrés Sanchez, que recebeu homenagem surpresa (sic) de sua filha. Após isso, foi a vez de Mario Gobbi, atual presidente do clube, falar. Vaias. Muitas. E durante todo seu discurso. Vale lembrar que o mandatário encerrou a entrega de ingressos nas quadras das torcidas organizadas que, nesse momento, já eram grande parte do público na Arena. Uma nova homenagem, dessa vez à Marlene Matheus, viúva do ex-presidente Vicente Matheus. Andrés anunciou que todos jogadores presentes receberiam uma carteirinha de sócio do clube, e que também teriam direito a entrada gratuita em jogos no novo estádio. Crer para ver.

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Foi após esse momento, e durante as 6 partidas (cada uma de 15 minutos) que podemos visualizar alguns detalhes preocupantes da Arena Corinthians com mais atenção. À frente, na ala Oeste, ficaram os camarotes, cabines de transmissão, setores ainda mais VIPs que o VIP etc. De longe – é verdade – tudo ainda bastante cru. Fiações expostas, paredes sendo pintadas, vidros a serem colocados. Isso sem contar a evidente falta de instalação de assentos em setores que já foram terminados há bastante tempo. É um serviço rápido? Sim, aparentemente. Deveria estar assim a 30 dias da Copa? Com certeza, não. Na saída do estádio, também pude perceber que algumas “paredes pretas” eram, na verdade, vãos entre vigas que foram tapadas com um tecido preto e grampos. Ficou bem discreto, mas é visível a maquiagem. Além disso, no setor onde estava – que não será dos mais caros – alguns assentos “mais caros” se misturavam aos comuns. Erro de instalação? Falta de atenção? Quem sabe? Dali, também, dava para ver melhor como está a construção das arquibancadas provisórias: preocupante. Mais uma vez, muitos assentos a serem instalados, e muito, mas muito, material de construção e entulhos “escondidos” dos olhos menos atenciosos. Dá para chutar que uns 50% do que deveria estar acontecendo ali, ainda não saiu do papel.

Saída

Simples, rápida e organizada. Levei menos de 5 minutos entre sair de meu assento, subir as escadas, passar pelo hall de entrada e me encontrar, novamente, no portão da Arena. Ali, deveriam ser 8, 9 mil pessoas. Foi tudo bem fácil. Porém, sabemos que jogos maiores e mais lotados estão por vir. Quem sabe no próximo fim de semana, com mais de 40 mil pessoas presentes, o resultado seja o mesmo. Tomara que sim. A volta para o Metrô foi bem calma, sem atropelos, sem longas filas. O Metrô colocou 2 trens saindo de Itaquera praticamente ao mesmo tempo. Resultado: trens vazios, com lugares livres para sentar – se chegar rápido a eles, claro – e um caminho sem maiores problemas rumo ao centro.

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Veredito

Pode ser que tenham tido uma primeira impressão equivocada, e que o estádio esteja pronto, lindo e belo, em 30 dias. Mas é difícil esquecer que teremos, além da partida de abertura, a “abertura em si” do evento acontecendo ali. Onde irão fazer os testes, já que as obras não param? Enfim… arquitetonicamente, a Arena Corinthians é, mesmo diferente. Alguns acham horrível. Alguns acham linda. Eu, confesso, me surpreendi positivamente. A cultura do futebol nos faz pensar em estádios ovais, como era tradicional acontecer por anos e anos. A Arena Corinthians pode ser estranha a olhos conservadores, mas é, realmente, belíssima no projeto. Hoje sem os vãos atrás dos gols, tomados pelas arquibancadas provisórias, tem até cara de Pacaembu. A cobertura, com um desenho moderno, dá uma cara de casa de shows ao local. A acústica, por sinal, é ótima.

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Serão 30 dias de loucura na Arena Corinthians. Obras e mais obras a serem feitas. Parece tudo bem complicado de estar 100% em 12 de junho, mas não sou engenheiro. Apenas digo o que senti por ver o andamento de tudo. 

Que o Brasil se dê bem ali.
Que o Corinthians, a partir de agora, ainda melhor.
Porque de loucura corinthiano entende.

Olho Mágico

30 de abril de 2014

Acho que foi em janeiro, talvez, que fiz um post aqui falando que 2014 seria um ano turbulento em diversas áreas. Politicamente, economicamente, desportivamente e… socialmente. O número de agressões gratuitas e “tapas com luvas de pelica” vão aumentando, à medida que as eleições se aproximam. Isso é apenas um dos dissabores de ano eleitoral. Ainda borbulham, em diversas páginas virtuais e conversas de corredor, a crescente evangelização acerca de, praticamente, qualquer coisa. Vegetarianismo, veganismo, niilismo, comunismo, socialismo,liberalismo, racismo, populismo, imperialismo, humanismo. Até mesmo questões filosóficas do que se fazer/não fazer com o próprio corpo viram foco de incêndio. Já diz o ditado: “em tempos de guerra, qualquer buraco é trincheira”. 

Jovialmente velho e crica que sou, acabo participando, de forma mais tímida de que anos atrás, desses debates. Talvez pela formação em jornalismo – ou, quem sabe, pela praticidade de sempre buscar argumentos fundados em algo real para tecer comentários -, acabo por perder um bom tempo de trabalho/vida social em discussões que, em grande maioria, não levam a nada. Ninguém tem razão sobre algo que não tem controle. Ninguém possui domínio sobre o pensar de outra pessoa. Você pode influenciar positivamente uma nova concepção a outrem, ou simplesmente atordoar a pessoa com as mesmas frases, conceitos e ideias batidas no liquidificador social que são as redes sociais. A opção é sua. Sempre.

Por isso – e por estar em um momento “paz e amor” que já perdura por bons 3 anos – decidi que, até o fim das eleições presidenciais de 2014, irei bloquear, temporariamente, alguns contatos virtuais e outros nem tão virtuais assim. Não cercearei o direito dessas pessoas de me contactarem, é claro. Apenas acionarei a opção de não visualizar absolutamente nada de alguns. Já convivo, diariamente, com assuntos e temas políticos, em função de meu trabalho. Da direita, da esquerda, da situação, da oposição. A overdose de informações que tenho de assimilar tornaria, até, injusto o debate com algumas pessoas que se informam pelo Facebook, Avaaz, Anonymous e Veja.

Todos conhecem – imagino – minha visão política. Minhas ideias sobre sociedade, Estado, economia. Não é nada ideológico: é, simplesmente, algo que me conforta e me deixa em paz. Se a possibilidade de entrar em uma discussão ferrenha sobre qualquer coisa estiver, a todo momento, à minha frente, sei que voltarei a usar aquela máscara pesada, de sorrir e mostrar o dedo médio ao mesmo tempo. Se posso evitar, por que não? Gosto dos amigos que tenho. Gosto dos colegas, também. Mas não aturo gente empolgada demais com qualquer coisa – as convictas demais, idem. Até gente feliz demais me causa ojeriza. O que dizer, então, daqueles(as) que desfilam bandeiras, comemoram mortes ou torcem para o fracasso de outros. Não, não daria certo.

Resumindo as linhas em uma frase: isso cansa.

Portanto, amigos – sim, continuam sendo meus amigos – nos vemos na rampa. Voltaremos a sorrir e socializar sobre assuntos mornos do dia a dia, beber nossas cervejas, comer nossos churrascos e criticar as pessoas que não estiverem no recinto. Até lá, continuo por aqui, só observando pelo olho mágico.Image

Koelho convoca a Seleção

28 de abril de 2014

Tirando as discussões “Vai ter Copa, sim”, “Não vai ter Copa”, o valor real dos novos estádios e as eleições presidenciais no fim de 2014, um assunto que irá retumbar, dentro de 30 dias, é a convocação da Seleção Brasileira para a “Copa das Copas”. Felipão, o técnico que não vence nada para tanto status, já tem, na cabeça, ao menos 8 nomes confirmados. Isso, de forma oficial. Porém, pelo que é visto nas últimas convocações, as dúvidas devem se resumir em apenas duas posições: o terceiro goleiro e o reserva do lateral esquerdo.

Como opinião é igual a cu (a Hello Kitty não tem) meia branca (todo mundo tem), aqui vai a minha, sobre qual deveria ser a escalação ideal para a Copa de 2014:

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Goleiros:
Diego Alves – Valencia (titular)
Não é um nome de destaque por aqui, mas há anos defende, de forma digna, o gol do Valencia (ESP). Quando convocado, alternou boas e más atuações, mas com a atual safra de goleiros, na minha visão, é a melhor opção).
Júlio César – Toronto (reserva)
Sim, JC. Mesmo com a falha no jogo contra a Holanda, na Copa da África, ele não é tão ruim quanto dizem. Braço curto, mão de alface… exageram. Ele é lento. Isso é um ponto negativo para qualquer goleiro. Mas ele tem a confiança do elenco e seria uma boa “sombra” para o titular).
Terceiro goleiro: arriscado, mas não levaria. Que se dane a prudência!
Nota importante: se não fosse a arrogância nos vestiários e a mania de, sempre, querer ser o líder do grupo, Rogério Ceni seria o titular dessa Seleção. Mesmo aos 40 anos. Não só pela qualidade, mas pela falta de regularidade dos bons goleiros brasileiros. Empáfia não cabe fora do Morumbi.

Laterais direitos:
Daniel Alves – Barcelona (titular)
Não é nenhuma maravilha. Não cruza bem, não defende bem. Tem velocidade, força física e costuma atender bem a tudo que os técnicos pedem. Só não perde a vaga de titular porque, em Copa, um novato na defesa pode ser o começo do fim.
Marcos Rocha – Atlético Mineiro (reserva)
Rápido, cruza bem, marca bem, mas ainda é muito novo. Vacila em jogadas de linha de fundo, principalmente, ao marcar.

Laterais esquerdos:
Marcelo – Real Madrid (titular)
Ataca bem, defende… er… bem. Fecha bem nas diagonais, tabela bem e é um dos “queridinhos” do elenco. Falta-lhe um parafuso: adora assumir briga de outros jogadores e, normalmente, acumula cartões bobos. Na falta de coisa melhor, tá valendo.
Filipe Luiz – Atlético de Madrid (reserva)
Rápido, bom em jogadas de linha de fundo, mas… erra passes com uma frequência preocupante. Por que então está na Seleção? Porque o tal Maxwell é pior ainda.

Zagueiros:
Thiago Silva – Paris Saint Germain (titular)
Talvez um dos melhores zagueiros do mundo, atualmente. Capitão por natureza, é seguro e passa confiança a todos. Se bobear, o melhor do time.
David Luiz – Chelsea (titular)
Rápido, ambivalente (pode jogar como volante), bom em bolas aéreas. Não é um jogador violento, mas isso nem sempre é uma coisa boa para jogar em uma Copa do Mundo. O Brasil já sofreu gols em que ele, ao invés de dar o bote no atacante que vinha em velocidade para a área, preferiu apenas “cercar”. Numa hora dessas, uma botinada pode ajudar – principalmente se esse atacante for o Messi. Ou o Cristiano Ronaldo. Ou o Ribery, Robben, Hazard, Falcão
Marquinhos – Paris Saint Germain (reserva)
É rápido, preciso, ágil e não é de fazer muitas faltas. Bom em bolas aéreas e posicionamento impecável. Tudo para ser titular, menos experiência para “assumir a bronca” em uma Copa do Mundo dentro de seu país.
Réver – Atlético Mineiro (reserva)
Pode ser muito criticado por ser um “zagueiro comum”, mas é bastante útil em fazer o que lhe é exigido. Bom em bolas aéreas, não amarela em decisões e tem personalidade forte. Perdeu espaço para Dante, que vive da fama e sucesso de seu clube e seu técnico. Porém, eu levaria. Apenas ele, claro.

Volantes:
Luis Gustavo – Wolfsburg (titular)

Essa é a única aposta que Felipão fez, torci o nariz e, depois, tive que tirar o chapéu. Mal conhecia o jogador. Mas se mostra seguro, rápido e contundente na marcação. É daqueles jogadores que, quando não jogam, o time sente.
Paulinho – Tottenham (titular)
Joga bem na defesa, sobe bem ao ataque. Bom passe, bom posicionamento. Mas só é titular pelo que já fez no passado. Hoje, na Inglaterra, costuma esquentar o banco de reservas. Às vezes, nem convocado é. Vai mais pelo “conjunto da obra”.
Hernanes – Internazionale (reserva/titular)
Muito bom jogador, tanto na marcação, quanto na armação de jogadas e apoio ao ataque. Sabe jogar bem com a perna direita e esquerda, além de se posicionar de forma “prudente” durante todo o jogo. Só perde a vaga para Paulinho nessa equipe pela falta de “marketing” sobre seu nome.
Ramires – Chelsea (reserva)
Inteligente, bom marcador, veloz, bom passe… e inconstante. Faz duas ótimas partidas, e outras três sem que tenha o nome citado. Se entrega bastante em campo, mas peca nas faltas desnecessárias. Entra no pacote por falta de opções similares.
Ralf – Corinthians (reserva)
Lembram daquele jogador do século passado, tido como “leão de chácara”, “jagunço” etc? Ralf é um misto desse perfil com o líder dentro de campo. Como uma Seleção não deve ter muita gente apitando, seria uma excelente opção para jogos mais perigosos, contra adversários mais ousados. Sim, eu sei, mesmo nunca tendo sido chamado por Felipão. Mas essa Seleção é a minha, ora bolas!

Meias
Oscar – Chelsea (titular/reserva)
Não há na Seleção Brasileira um jogador “confiável” para essa posição. Oscar, porém, dos que foram testados, foi o que se apresentou melhor. Raras vezes distribui passes como um legítimo – e raro – camisa 10, mas carrega bem a bola do meio para o ataque. Outro fator que conta a seu favor é a velocidade com a bola nos pés e a rapidez em decidir o que fazer com ela nos pés.
Bernard – Shakhtar Donetsk (reserva)
O “menino que tem alegria nas pernas” sempre jogou bem pela Seleção. Alguns afirmam ser atacante. Mas esse tipo de jogador teria de saber arrematar ao gol de cabeça, com a perna direita e a perna esquerda, certo? Então, é meia. Um bom reserva para Oscar, por mais que tenha, basicamente, as mesmas qualidades. Porém, um defeito: extremamente franzino. 
Ronaldinho Gaúcho – Atlético Mineiro (reserva/titular)
Não bebi nada antes de escrever esse post. Ronaldinho pode ser o que você quiser: baladeiro, descompromissado, lento, um jogador que não sabe marcar, que já teve suas chances e não demonstrou nada… Porém, é Ronaldinho Gaúcho. Ainda. Não o mesmo de 7 anos atrás, mas ainda é um dos raros “craques-camisa 10”. Em uma bola parada, um drible, um chute de fora da área, poderia ser o diferencial brasileiro diante outras Seleções que, nem de longe, possuem um jogador com essas características. Pesaria a seu favor a Copa ser no Brasil, onde 70% do público o admira. Inspirado, é implacável e indispensável.

Atacantes:
Neymar – Barcelona (titular)
Por ser Neymar. Por ser cai-cai. Por não ter medo de tentar dar um drible a mais.
Fred – Fluminense (titular)
Por saber fazer gols, mesmo deitado. Não tem velocidade, não tem agilidade. Mas empurra a bola pra dentro das redes. Tá ótimo.
Jô – Atlético Mineiro (reserva)
Nunca falhou quando dependemos dele. Não é 50% dos centroavantes que tínhamos há poucos anos atrás. Porém, seu percentual de aproveitamento na Seleção tornaria injusta a sua não-convocação.
Hulk – Zenit (titular)
Um dos jogadores que carregam a maior desconfiança do brasileiro, entre torcedores e imprensa, mas sempre participativo. Força física e velocidade não são qualidades encontradas em muitos atacantes.
Robinho – Milan (reserva)
Porque alguém tem que puxar o samba.

Nova estação

2 de abril de 2014

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A cada 4 meses, o clima do planeta se altera. Cada hemisfério com sua particularidade. Ok, em São Paulo isso ocorre a cada 4 horas, mas vale a intenção. De lá para cá, na minha casa e em meus sapatos, muita coisa mudou. Invariavelmente, para melhor. Sim, isso é bem, bem estranho, para não dizer inacreditável. A tendência, para mim, costuma ser: o ano vai bem até dezembro. De julho a dezembro. O resto do ano, naturalmente, é uma grande porcaria. Em todos os sentidos.

O Danilo completa 4 meses hoje. Às 19h35, se não me engano. Estarei chegando em casa. Isso porque trabalho, atualmente, no Brooklin. Saio às 19h, em dias sem problemas. O trajeto empresa-trem / trem-Metrô / Metrô-caminhada para casa leva 35 minutos. Mas a empresa vai se mudar para a região do Ceasa. Longe. Muito longe. Tendo em vista que, às vezes, minha hora extra é de 5 horas, seria complicado voltar de tão longe por volta de 1 da matina, ainda pagando táxi. O desespero começou a bater. “Po, nem vou conseguir ver o Danilo acordado!”.

Eis que, “do nada”, me ligam de uma agência de RH que, confesso, nunca tinha ouvido falar. Proposta, contra-proposta, entrevista marcada. Em menos de 24h, emprego novo, local mais perto e salário melhor. Como explicar? “O Danilo te dá sorte”, disse minha mãe. Eu não acredito em sorte, mas um pouco de superstição, nessas horas, ajuda a explicar algumas coisas. As que não explica, a gente usa o argumento de “tudo certo, na hora certa”. Que também é superstição. Por sinal, a Marcia percorre um caminho bastante parecido, nesse momento. Em tudo, praticamente.

Vai ver é o outono.
Vai ver é o Danilo.
Vai ver é coincidência.
Vai ver é a lua.


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