Que venha 2016

6 de janeiro de 2015

Nenhuma promessa feita, nenhuma meta traçada, nenhum objetivo diferente dos que já planejei e atrasei. O ano acabou, porque todo ano é assim. E todo ano é assim para tudo: você precisa trabalhar para pagar suas contas, se sustentar, sustentar seu filho, sua casa, seu estilo de vida, seus vícios, seus momentos de lazer. Você precisa se endividar para fazer 2/3 de tudo isso. Além, é claro, de se endividar ainda mais, nem que seja de ato pensado, quando decide viajar ou adquirir algo fora de suas capacidades reais. Ou seja, meus amigos, 2015 é ano de trabalho. E de contas. E de dívidas. E responsabilidades. Assim como foram os últimos 6 anos – ao menos, para mim. E serão os próximo 66 – se eu viver até lá, algo que me deixaria extremamente surpreso.

O trabalho é o mesmo, os problemas são os mesmos, as brigas são as mesmas. Os amores, paixões, dissabores, expectativas, tudo a mesma coisa. O que muda é, quem sabe, a forma de encarar as coisas. Deixar de tratar algo como problema ou peso, e começar a lidar com o assunto com subjetividade. O inverso também é válido. O cigarro, como viram no meio do ano passado, foi assim para mim. Passou de problema e peso na consciência para algo subjetivo. O problema tornou-se algo subjetivo, não o ato de fumar. Perdi peso quando parei de fumar – 3,4 kg em 2 meses, para ser exato. Voltei a fumar e engordei outros 2,5 kg. No frigir dos ovos, a pausa no cigarro me fez perceber duas coisas: 1. Não há tempo a perder além do que já perdemos; 2. Não, parar de fumar não engorda.

Comecei o ano com uma febre de 38,4°, fato que adiantou o fim das “férias”. Desidratação. Sob o sol de mais de 33° C (alguns dias, chegando a inenarráveis e insuportáveis 37° C), o que menos fiz em 5 dias em Santos foi tomar água. Coca-Cola, Guaraná Paulistinha, Vodka, Cerveja. O corpo faliu. Eu transpirava de forma abrupta, sem saber ao certo a razão, até pensar: de onde vem essa água toda? Sim, eu comecei 2015 errando, e não há porque me martirizar por isso. Eu erro todo ano, esse não tem nada de especial para ser diferente. Pelo menos o Danilo já conhece o gosto da areia da praia e a Marcia e eu sabemos que apartamentos de frente para o mar não são tão legais assim. Ponto positivo para 2015 para nós, com direito àquele carimbo de professora primária no caderno. Um sol atirando com uma bazuca, provavelmente.

Comprar uma bicicleta, entrar na natação, comprar 2 pares de tênis novos, viajar mais, me estressar menos com tudo.
Coisas que não vou conseguir fazer em 2015.
Ao menos, em parte.
Que venha 2016.

nada

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365 x Danilo

2 de dezembro de 2014

As malas estavam prontas há 2 dias. A cabeça, se preparando há praticamente 10 meses. Até a Ramona já sabia o que estava por vir, uma vez que passou longos dias sob o colo da Marcia, ouvindo os batimentos e sentindo os chutes. Portanto… não estávamos prontos, é claro. Nunca estaríamos. Não há planejamento que dê conta da chegada de um filho. Você pode separar dinheiro, organizar seus horários, determinar metas, e tudo isso vai à lona ainda no primeiro round. Longe de ser uma luta, é verdade. Mas está longe de ser o conto de fadas de Hollywood, ou algo similar aos enredos de Manoel Carlos. Filho é uma delícia. Daquelas espinhenhas, pesadas, indigestas às vezes – mas, sim, uma delícia.

Descobrimos o que é amar, de verdade. Na verdade, ter um filho é manter aquele ar gelado dentro do peito, da época em que nos apaixonamos pela primeira vez. Diariamente, pelo resto da vida. Seja de carinho, saudade, preocupação – o sentimento está lá, sempre presente. Lembro da alegria que sentia ao chegar da escolinha e ver o Pink, meu primeiro cachorro, se acabando de alegria a me ver. Ou a chegar da faculdade e ver o Rocco fazer o mesmo. Ramona continua com essa história quando chego do trabalho. Mas não dá, nunca, para comparar essa alegria e sentimento de receber um sorriso de boca aberta de seu filho – e aqui vão minhas desculpas antecipadas aos amigos/amigas que têm bichinhos de estimação e dizem ser seus “filhos”. É similar, até a página 2. Você não viaja ou vai ao barzinho e deixa o filho com o vizinho ou só com água e ração. Ao menos não deveria.

O Danilo é sensacional. Em todos os sentidos. Nasceu tão miúdo que bateu aquela preocupação de “vai quebrar!”. Não quebrou nada, ainda. Nem dele, nem nosso. Até é bem cuidadoso no pequeno caos que aprende a construir, dia após dia. Hoje, com quase 80 cm, quase conseguindo se manter de pé, quase conseguindo dizer suas primeiras palavras – “não” está quase saindo -, fico lembrando de quando ele cabia no antebraço. Em cima da barriga – que não é pequena, eu sei. Que o trocador ainda o comportava com folga. Onde ainda não sabia segurar a mamadeira para pedir “mais leite!”. Hoje ele quase nos ignora, desde que tenha uns 30 metros de espaço para poder desbravar o horizonte engatinhando. Ou seja, Danilo se parece muito com o pai e a mãe: quer, faz.

E amamos isso.
Há bem mais de 1 ano.
Acho que desde quando imaginamos, na primeira fase da adolescência, como seria, um dia, “ter um filho”.
Nunca imaginamos que seria tão bom. Tão espetacular. Tão gostoso. Tão… difícil e fácil, ao mesmo tempo.

Obrigado, Danilo.
Nós te amamos 365 dias, por anos.
Vezes 365 mil.

1aninho

Beijo!
ps: pare de bater com a colher no rosto do papai.

É Tetra! É Tetra!

27 de outubro de 2014

tetra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com um gol nos acréscimos da prorrogação, o Brasil carimbou a vaga para mais 4 anos de Partido dos Trabalhadores no comando. Mesmo não jogando tão bem, abusando da retranca e alguns lances mais violentos, os lampejos de arte e talento rarearam mas se fizeram presentes, e o país de Dilma Rousseff, Lula e outros 53 milhões de brasileiros não desapegou do lema “1×0 é goleada”.

A bem da verdade, a filosofia “o empate é um bom resultado”, proclamado por Parreira e Guido Mantega, está com os dias contados. O técnico vai mudar, a cartola será a mesma, mas a torcida mudou. Muito, diga-se de passagem. Até parte das organizadas, que sempre empurravam o time, passaram a bradar por mudanças: “Burro! Burra!”, “Ô-ô-ô, queremos delator!” ecoam pelas arquibancadas do Brasil. A pressão dos rivais azuis e amarelos, mais do que nunca.

Pesam escândalos de falta de comprometimento na equipe, de jogadores pulando o muro da concentração, de mala branca, mala preta, mala vermelha e branca. A principal patrocinadora da equipe teria sido corrompida pela direção do time. O Brasil está em frangalhos. Não há R$ 1 nos cofres do clube, que emprestou dinheiro para equipes do fortíssimo Caribe e não recebeu um troco sequer.

A vitória de ontem não apaga o histórico dos últimos anos, visto mais com preocupação do que com empolgação por parte do torcedor. Os rivais zombam e caluniam, e acreditam que o próximo campeonato está na mão. “O Brasil está cada vez mais fraco”, dizem os rivais. Tudo bem que essa peleja dura 12 anos, mas eles acreditam que uma quinta derrota consecutiva é impossível. “Se preciso for, apelaremos pela intervenção do STJD”, afirmam.

No jogo da política é sempre assim.
Quem ganha, vive a glória.
Quem perde, chora a mágoa.
Que torce contra a política e voto popular, cada vez mais, definha.

O Brasil que nós queremos!

14 de outubro de 2014

esquerda_e_direita

Não se trata de direita ou esquerda. Essa discussão está sendo enterrada sob os escombros do muro de Berlin. A correta divisão que me separa do meu adversário é uma só: é uma ideia nova, contra uma ideia velha. É uma visão moderna, contra uma visão atrasada. É um futuro possível, contra um passado já testado, por exemplo, na Polônia, na Hungria, na Alemanha Oriental e na Checoslováquia. Um passado que como estamos vendo, fracassou.

Qual de nós dois é o novo? O novo, minha gente, não é criar um Estado cada vez mais gigantesco e ineficiente, como fez a Ditadura Militar durante tantos anos. Um Estado que domina a vontade e liquida com a liberdade das pessoas como meu adversário quer nos impor. O novo é diminuir o tamanho da máquina do Estado para tornar o governo mais forte e mais eficiente no cumprimento de suas obrigações, do que ele deve fazer por você: cuidar da sua saúde, da educação, do saneamento, da moradia e garantir o desenvolvimento como nós queremos e nós vamos fazer. Um governo, minha gente, que não atrapalhe a vida das pessoas.

E o que é ser moderno? Ser moderno é reconhecer o direito de todo mundo se manifestar e respeitar as diferenças de opinião como eu faço, como você faz, e não estimular a agressão e a violência contra quem pensa de modo diferente. Ser moderno, minha gente, é não pregar o grevismo político e patrulhar o pensamento, a vontade e o desejo dos outros, como faz o outro candidato.

E o que é o futuro? O futuro não é isolar o país como quer o PT. O futuro somos nós que queremos o país voltado para o progresso, um Brasil moderno e integrado às novas exigências de um mundo que muda e se renova a cada dia. Pense bem: quem está mais identificado com a nossa realidade e as carências do nosso povo? Nós, que estamos garantindo um aumento real e efetivo, bem acima da inflação para o salário do trabalhador? – ou é o PT, que afirma que não haverá ganhos reais para os trabalhadores?

Ser moderno não é fazer como meu adversário, que não pagaria a dívida interna, que não honraria os rendimentos da sua caderneta de poupança. Ser moderno, minha gente, não é querer tomar o dinheiro que você consegue, com sacrifício, depositar na sua caderneta de poupança. Ser moderno não é ficar com o dinheiro que é fruto de um dinheiro suado e sacrificado, como quer o outro candidato. Ser moderno, minha gente, é respeitar a poupança – a poupança é sagrada! – e garantir esse dinheirinho a mais que você consegue juntar e garantir a sua propriedade, por menor que ela seja.

O que está em jogo nesta eleição não é o comunismo contra o anti-comunismo. Eu respeito a crença e o pensamento das pessoas. O que está em disputa nesta eleição, minha gente, é um futuro de paz, de tranquilidade, de união, de prosperidade e justiça social que nós representamos. E não, nunca, jamais a volta às ideias do passado, a miséria, aos conflitos e a intolerância que o outro candidato quer impor a você, quer impor a todos nós. Eu sei o que você quer para o nosso país. Você mostrou isso no 1° turno desta eleição e vai mostrar de novo, no dia 17 de dezembro. Você não vai se deixar intimidar pelas pressões, pela violência dos nossos adversários. Você vai para as ruas, mostrar a todo mundo a sua vontade de transformar este país. Com a ajuda de Deus, nós vamos fazer o Brasil como que todos nós sonhamos. Fique certo disso: a partir do ano que vem, nada será como antes.

Fernando Collor de Melo, em seu penúltimo programa eleitoral (1989).
https://www.youtube.com/watch?v=Bda2hEt8xPU

Há tempo de mudar (?)

24 de setembro de 2014

A trágica e repentina morte de Eduardo Campos, pouco mais de 1 mês atrás, fez com que a roda das eleições perdesse alguns parafusos. A então “tranquila” caminhada de Dilma Roussef a mais um mandato se tornou uma via crúcis em terreno inimigo, e sua cruz é apedrejada até mesmo por antigos eleitores e apoiadores.

Seu principal opositor tornou-se um mero espectador das decisões de quem também o abandonou no meio do caminho. Aécio Neves corre em uma pista de gelo, implorando por punhados de sal a cada semana. Para piorar, sua rejeição em Minas Gerais, seu berço político, se mostra um dos principais focos de sua impopularidade no restante do país.

Marina Silva surgiu, para muitos indecisos, como um oásis no deserto. A empolgação que permeou sua candidatura em 2010 voltou com ainda mais força. O reflexo emocional da perda de um dos postulantes ao cargo a fez ganhar altitude e velocidade de cruzeiro. Agora, um voo rasante entre a rejeição crescente, os ataques vindos de todos os lados e algumas turbulências de seu plano de governo.

A verdade é que, entre mortos e feridos, o PSB encontrou a redenção. Em menos de 50 dias, passou de entregador de medalhas a postulante real do degrau mais alto do pódio. Uma boa parte dos eleitores de Dilma, ainda descrentes com a proposta de mero continuísmo do governo Lula, foram para o lado da ambientalista. Vários seguidores de Aécio, longe de conseguir sentir pelo candidato o que gostariam de sentir, também penderam para o lado de Marina. Logo, de 11%, a intenção de votos para o partido saltou para quase 30%. Dilma, finalmente – e realmente, ameaçada: seria derrotada no 2º turno com uma diferença de até 10%.

Boi de piranha, o PT se vê encurralado. Fez por merecer, diga-se de passagem. “Nunca antes na história desse país” houve tal recorde em acusações, investigações, julgamentos, condenações, prisões e afastamento de políticos ligados ao governo. Isso possui um lado positivo, quase didático, que é o de pensar que, sim, é possível que políticos sejam penalizados por seus erros e atos corruptores e corruptíveis. Mas existe, também, a face cruel dessa realidade: os partidos opositores, hoje em voga, possuem teto de vidro. E as pedras estão lá, esperando para serem atiradas. E serão, é claro. No momento propício.

Nunca escondi meu voto em Dilma. Argumentando, sempre coloquei de forma clara: não vejo razão de não continuar com o que já vinha dando certo. Não consigo admitir que tudo esteja tão ruim quanto insistem em apontar. O quadro que é pintado, não encaixa na moldura. Respeitem isso.  Porém, o continuísmo deu errado. Não em todas as áreas, mas em algumas primordiais, como a economia – se não a mais importante para a máquina continuar rodando.

Optou-se por Guido Mantega, homem de confiança do mercado, homem forte de Lula. Deu certo – por 1 ano. Ainda em 2011, o governo já tinha sinais suficientes de que o modelo de sucesso adotado nos anos anteriores não tinha mais brilho. Insistiram, teimaram e se queimaram. E agora? Guido irá sair caso Dilma seja reeleita. Logo, irá sair de qualquer maneira. O eleitor de Dilma se vê questionando, a todo momento: mas… e  aí? Muda quem, para quem, por quem… para quê?

Em reeleição, novas promessas soam muito, muito mal. Dilma vem fazendo isso, em assuntos ligados a educação e segurança. É algo que esqueceu de prometer há 4 anos? É uma re-promessa? É só promessa? A saúde é o calcanhar de Aquiles de todo e qualquer governante brasileiro, e sempre será. Saúde pública, de qualidade, para mais de 200 milhões de pessoas, não é nada simples. Não é algo uniforme, nunca será. Privatizar não é a melhor maneira de se corrigir erros, pois apenas pintaria paredes com o reboco aparente. Nunca se apresentou nada de convincente para essa questão. Nem em 2014.

Me vejo descrente. Não em Dilma – não tenho nada contra sua postura e sua forma de lidar com os problemas do país. Me vejo descrente com seu discurso. Enquanto caminhamos para as urnas, vale um pensamento: vale a pena ir lá? Perder boa parte de um domingo? Quem sabe, até, ele inteiro? Para reeleger a Dilma? Para colocar Marina no Palácio? Elevar Aécio para o posto de seu avô? Sinceramente? Eu não saio de casa para isso.

Mudei meu voto recentemente. Não por pieguice, mas por convicção, como fiz em 2012, quando não votei em Haddad – não votei em ninguém. Hoje, reconheço: deveria ter votado nele. Mas como, na época, nunca me passou confiança, não o fiz. Esse ano, vou de Luciana Genro à presidência. E não irei discursar “é meu voto para o 1° turno”, porque não tem essa de “votar no menos pior no 2° turno”. É ela no 1° e, se não for adiante, anulo na sequência. Sem medo de ser feliz.

Porque por mais que insistam em me chamar de petista, eu voto em candidatos, sempre votei assim.
E candidato por candidato, prefiro a Luciana, de 13 a zero.

voto

7×1

11 de setembro de 2014

1. Vai ver é a falta de nicotina.
Pensando bem, não, não pode ser.
Não faz nem 72 horas que larguei o cigarro.
Bem, ao menos, espero ter largado.
Para sempre, se possível.
Não voltar a fumar mesmo em situações assim.
Sem aquela desculpa de “me estressei, preciso de um trago”.
Ah, como seria bom um trago agora!

2. Ou eu sou um cara estressado.
Habitualmente, quero dizer. Diariamente.
Sem muito motivo, sem muita razão.
E não é por falta de nicotina. Não por 14 anos.
Apenas sou, gosto de ser, me é confortável.
Um riso aqui, outro acolá, fones de ouvido e a vida que segue seu rumo.
Lá fora, do outro lado dos fones, sem me influenciar ou incomodar.
Mas, e os olhos? Os cego?

3. Já me ocorreu de ser preconceituoso.
E sei que sou, em algumas coisas, realmente.
Por exemplo: para mim, pessoas criativas, “fora da curva”, seguem um padrão.
O padrão de não seguir padrões.
Estéticos, comportamentais, musicais, culturais.
Esperamos dela o que não se espera, e por isso são inovadoras.
Caiu no sapatinho marrom para ir ao trabalho, já era. Dali não sai muita coisa.
E não adianta começar a fumar, não. Caiu na chatice, é só chato.

4. E se não for preconceito? E se for extremismo? Intolerância?
Admito: não suporto pessoas que não suportam. É insuportável, digamos.
Isso me fez criar um escudo, mas não dos que protegem.
É mais um daqueles que rebatem a bosta, em forma líquida, com alto poder de destruição.
Não há ventilador que me cative mais do que o tiro certeiro, no meio da testa.
Não vejo graça em respingos por todos os lados.
Quem gosta de múltiplos alvos é porque não mira em nada.
Eu sou certeiro. Mas só quando quero, evidentemente. E quase sempre, não quero.

5. Então posso escolher mal meus alvos. É isso! Só pode ser!
Acredito que ali há uma ameaça. Ou um ato hostil. Ainda, um devaneio.
E atiro, sem dó nem piedade. Quer dizer, não atiro – rebato.
E o efeito não é bem o planejado. Passo de argumentista a ofensor.
Se bem que, no fundo, para mim, só faço dodói.
Nada que o alvo não mereça ou tenha pedido.
Afinal, estamos em campo aberto, propensos a todo tipo de intempérie involuntária e…

6. É isso! Intempestividade! Sou intempestivo! Eureka!
Não me custa nada dar de cara com uma imbecilidade e fingir que não vi.
Afinal de contas, “o mundo é bão, Sebastião!”.
Não são más intenções, são pontos de vista. Opiniões. Ideias.
Balizadas, na grande maioria, em um saco de arrotos, é verdade.
Mas são dos outros, não as minhas. Não deveriam me causar tanta repulsa.
Mesmo que venham de pessoas que sinto apreço. Daquelas que não gostaria de intempestivizar.
Mas é intermitente essa mania de achar que são todos imbecis e só eu sei das coisas.

7. Egocentrismo. Porra, é isso! Eu me acho mais do que sou!
Estava tão na cara assim? Digo, na minha? Não nos atos em si, mas nas ideias?
Afinal, todos erram. Têm opiniões, ideias e atitudes dignas de nó no estômago.
Nem por isso são pessoas ruins ou idiotas – imbecis, gosto mais de imbecis – mas diferentes.
Outras vidas, criações, visões de mundo, concepções de certo/errado.
Nem todas as demonstrações de desprezo por terceiros ou novas teorias devem ser vistas como lixo.
Na verdade, é como o mundo gira: torto. Todo mundo atira para o lado que lhe convém.
Graças a mim sempre tenho meu escudo em mãos. Porque haja merda.

Meias, lenços, cintos, gravatas e sorrisos 

7 de agosto de 2014

No subconsciente, sempre fui enfático: dia dos pais é uma data qualquer. Assim como o dia das mães. Dia da mulher, dos namorados, do Papai Noel, do Silvio Santos. Não importa. Confesso não ter aquela visão anárquica de que sejam datas criadas com o único intuito de se mover a indústria dos presentes, já que “um dia qualquer” também move a indústria de transportes, de café, de cigarros e de Cefaliv. Todos ganham de alguma forma. Impossível evitar. Porém, meu pai, no dia dos pais, sempre ganhou um “parabéns, aí”. Idem para minha mãe. Me ensinaram assim, era assim, é assim.

De alguns anos para cá, ambos ganham algo além disso. Uma besteirinha qualquer, um presente mais legal quando o bolso está mais fresco. Um almoço na casa deles – o que para eles já é um presente, dizem. Quando vamos embora de casa, é natural que os momentos pai/mãe/filho(s) sejam um pouco mais “animados”. Mais curtos também, é verdade. Mas são saudáveis de se curtir. Até quando dá. Tenho vários amigos que não têm mais pai, mãe, ou ambos. E por mais anárquico que a mente deseje ser, ela leva um banho de saudade nessa data. Agridoce demais.

Como pai de primeira viagem, não ganharei nada. Nem sei se faria sentido ganhar. No atual momento em que vivemos lá em casa, valorizo muito mais os sorrisos do que meias, lenços, cintos ou gravatas. Valorizo o tempo, também. Escasso para o filho, pouco para a mulher, inexistente para algo mais do que algumas cervejas e escutar o rádio (sim) enquanto o jantar não sai.

Há uma boca sem dentes, cheia de baba e barulhos esquisitos que me aguarda no domingo. E hoje de noite, amanhã, depois… e isso me basta. Dia do pais pode ser todo dia, mas esse dia, para mim, será único. Para sempre.

daddyo

Nhém!

Tivemos culpados, não mártires. Ainda bem!

10 de julho de 2014

Claro que foi humilhante. Para o torcedor médio, para o torcedor de estádio, para o torcedor de Copa. Para o Felipão, para o Parreira, Muricy, Tite, Luxemburgo, Mano Menezes. Foi humilhante para Júlio César, Dida, Taffarel, Leão. Foi humilhante para Marin, Ricardo Teixeira, Andrés Sanchez, Juvenal Juvêncio, Paulo Nobre. Foi humilhante até para os alemães, que nos presentearam com o inverso da imagem que muitos têm deles: pessoas frias, sérias, caladas. Qualquer pessoa relacionada ao futebol e que se relaciona com o esporte levou uma joelhada na coluna com os 7×1 da última terça-feira.

Agora, pipocam as teorias sócio-futebolísticas sobre o resultado da Seleção. Da ladainha que a derrota é um retrato da sociedade brasileira, ao mais básico, raso e rasteiro “é preciso renovar”. É fácil se valer de um fracasso para angariar novas teorias sobre o esporte. “Sabíamos que isso iria acontecer, mais cedo ou mais tarde”. Mentira. Sabíamos, sim, que poderíamos ser derrotados. Até a Liga da Justiça pode ser derrotada. Não por 7×1. Não com 4 gols em pouco menos de 8 minutos. Não. Nem aqui, nem na China, quiçá na Argentina.

Tivemos culpados? Claro que sim. Alguns, bem longe de nossa influência. Marin, exemplo mais clássico. Felipão, talvez. Parreira, ora bolas, por que não? Fred, o artilheiro dos gols fantasmas, muito provavelmente. Mas, no caso específico da partida contra a Alemanha, não. Ali, vimos a queda do ídolo. Recente, é verdade. David Luiz foi o principal personagem do Brasil nessa Copa do Mundo. Midiaticamente, calorosamente, tecnicamente, taticamente. Tornou-se o Neymar da zaga brasileira”. Porém, sabemos que não há nada melhor do que um herói, do que um herói morto.

O corinthiano, radicado no Chelsea, dono de uma cabeleira que se tornou modelo de brasilidade em Copa – não, não estamos falando do Willian, agora -, foi vítima de seu principal poder: a confiança na própria técnica refinada. Sabe jogar como zagueiro. Sabe jogar como volante. Pode ser líbero. Pode subir ao ataque e fazer assistências. Faz gols de cabeça. Faz gols de fora da área. Faz gols de falta. Só não sabe fazer isso tudo, ao mesmo tempo, em uma única partida. Em 29 minutos. E foi o que tentou fazer na terça-feira.

Comentei há poucos dias, no Facebook: “David Luiz é o personagem positivo dessa Copa. Salvo um desastre pessoal”. E ele veio. Notem que em todos os gols alemães, David Luiz está fora de posição. Em um dos gols, não marcou ninguém. Nem quem devia – Müller. O atacante fez um gol de pé, com o pé, em uma cobrança de escanteio. Como? Bem, David Luiz sabe. Nos gols seguintes, aquela surra com salsichão, o camisa 4 estava diretamente envolvido em todos. Hora tentando carregar a bola até o meio campo, hora estando fora de posição quando Fernandinho perdeu a bola na intermediária defensiva. Sem velocidade para voltar à área – sim, estava novamente tentando o ataque – não pôde ajudar a impedir o quarto e quinto gols.

No sexto gol, sobrou inteligência aos atacantes e meias alemães. Talvez, o único lance crucial da partida sem a participação do zagueiro brasileiro. No sétimo gol, na velocidade, uma bola “estourada” para dentro da área, não chegou a tempo para evitar o chute de Schurrle. E acabou. Ninguém nem notou o gol de Oscar. Nem tinha razão para notar. Fechou-se o caixão com sete pregos, enterrado a sete palmos. E não bastaria um Neymar coveiro para salvar qualquer coisa ali.

Graças ao bom deus do futebol, não tivemos mártires. Essa Seleção irá carregar, até a próxima derrota por 8 gols em uma Copa do Mundo, a maldição de 1950. Trocamos os calos de mãos, apenas. E isso é ótimo. Nada pior do que apanhar da mulher na frente da amante, do que apanhar da amante e da mulher em frente dos filhos. A analogia pode ser péssima, mas imaginem um jogador, mesmo que este possa ser Neymar, saindo ileso de uma derrota retumbante quanto esta? Seria justo? Digno? Saudável para o futebol? Não, todos morreram com a mesma rajada de gols, sem sobreviventes. Não. Não temos mártires. Ainda bem!

Seis meses de Danilo. O que mudou?

2 de junho de 2014

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Dizer “seis meses” é uma falta precisão, já que Danilo está conosco desde o fim de março do ano passado. Seriam, portanto, quase 16 meses. Porém, de 3 milímetros a quase 70 centímetros, embrião a bebê, muita coisa mudou. Pesando mais para um lado do que para o outro (leia-se mais para a Marcia do que para mim), as alterações na vida foram grandes e sensíveis. Na casa, idem. De um apartamento bem localizado, próximo a Metrô e às conveniências de um casal balzaquiano (bares, restaurantes, baladas), a um sobrado com quintal, com um quartinho só para ele, e mais próximo aos avós e amigos “pra toda hora”. Ramona também é parte importante de todo o processo: aprendemos, aos poucos, o que era ter um bebê em casa – sim, cachorros são bebês pela vida inteira, mesmo quando ficam velhinhos, mais lentos, cegos e quase surdos, como é o caso do Rocco.

O corpo da mulher muda, o humor do casal fica diferente, o pai estranha a falta daquela sensação que só a mãe entende – a de já ser completamente responsável por uma nova vida. O homem vira mais psicólogo, a mulher vira mais gestora. A Ramona, que ficava alegre ao ouvir o som do coração do Danilo batendo na barriga da mãe quando se deitava em seu colo, hoje sente falta disso. Ela ficou mais manhosa, um pouco mais ciumenta, mas extremamente parceira e protetora do “irmão” mais novo. Depois do nascimento, o casal vira mais casal. As comemorações ficam mais gostosas, as preocupações se tornam mais frequentes, e cada solução encontrada representa algumas horas a mais de consciência tranquila.

Na prática, o sono e o cansaço aumentam, a disposição diminui e os dias ficam mais longos. Bate aquela saudade das 24h de antes, que viram 36h. Qualquer ruído durante a noite ou a soneca do bebê vira uma explosão nuclear, e qualquer suspiro “diferente” vira Defcon 1. Normalmente, não é nada. O estado de alerta mantém as coisas em seu lugar: se ele chamar, estaremos lá. Se não chamar, também. Danilo deu “trabalho” do fim de seu primeiro mês à metade do segundo. Cólicas. Nele, doíam e incomodavam. Em nós, abria buracos no peito e engarrafamentos no cérebro: “Por que não acaba?”, “Já demos o remédio?”, “Será que é normal?”, “Mas o dia já nasceu?” eram questões que se tornaram tão comuns nas intermináveis 3 semanas de crise que, quando passou, imaginávamos que deveria ser alguma pegadinha do pequeno. E não era. Melhorou mesmo.

As noites, que custavam a passar, de repente, viraram rotineiras 5/4h de sono ininterruptas por noite. Sim, isso é um número alto. Depois, viraram 6/7h. Alguns dias, inacreditáveis 8/9h. E o menino crescia, rindo de tudo e de todos – principalmente ao fazer xixi ou… er… vocês imaginam – e reconhecer sons, vozes e rostos, aos poucos. Não gosta, até hoje, de deitar. Não gosta de sentar – e ainda está aprendendo a fazer isso. Quer ficar de pé o tempo todo. No colo, no sofá, na cama. Imagino que, assim que tiver total equilíbrio e controle de seu próprio corpo, vai pular a fase de engatinhar e sair correndo. Não que eu queira isso. Mas é possível. Hoje, já no berçário, não estranha nada. Nem o fato de passar angustiantes 9h sem mãe ou pai. Segundo as tratadoras, é calmo e gosta de música. Parece verdade, já que em casa isso acontece com frequência.

Virei repentista. Por dia, invento umas duas músicas para cantar para ele. Não para fazê-lo pegar no sono, mas para brincar. São rimas bobas, que misturam o nome dele, da Ramona, adjetivos e um pouco de bullying. Juntem as pedras e ataquem, mas eu gosto de tirar um sarrinho dele e com ele. “Danilo cara de tatu”, entre outras canções, são sucessos de audiência nos sorrisos banguela dele. Se eu tivesse metade dessa criatividade espontânea na época de Seven Elevenz, provavelmente teríamos lançado 30, não 3 álbuns. Marcia virou especialista em acalmar, reconhecer sinais, dar banho e arrancar gargalhadas dele. Também é a estilista da vez, já que escolhe/compra 90% das roupas dele. De agasalhos que imitam carneiros a camisas com frases como “Segurança da mamãe”. Ela pode. Eu deixo. Comprei uma camisa oficial do Brasil para ele ver os jogos da Copa. Mesmo sabendo ser exagero. Mesmo sabendo que é inútil, pois ele não sabe o que está acontecendo. Mesmo sendo caro. A próxima camisa dessas será do Corinthians. Quer a tricolor queira, quer não.

Tínhamos a esperança de nascer com belos olhos verdes, como os da mãe. Veio ao mundo com meu queixo, minhas bochechas, meus olhos e – graças ao bom Joey – com a pele e cabelos da mãe. Danilo gosta de peras e sopinha de frango. Eu, nem tanto. Ah, veio com meu humor para fotografias. Tenho umas 40 fotos dele no celular – mais da metade, de cara fechada. Alguns chamam de charme. Eu chamo de genética (cof). Mas é carinhoso como a progenitora, já que aprendeu a dar abraços enquanto está no colo e “ameaçar” beijinhos, mesmo que ainda de boca aberta, tentando “morder” o rosto dos outros. Nem imagino o que fazer quando ele trocar o barulho de pum que faz com a boca por “pai” ou “mãe”.

Mas isso são 6 meses.
SÓ.

Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar

30 de maio de 2014

Faz uns 8 anos que não sou parado pela polícia. Da última vez, ainda na faculdade, me parar por estar trajando uma vestimenta semelhante a de um suspeito de assalto no bairro onde estava. Que não era da faculdade, por sinal, pois estava “matando aula” para encontrar uns amigos. Minha única morte no currículo universitário, por sinal (sqn).

Antes, foram duas batidas perto de casa, na época dos ataques do PCC. Pouco mais de 11 anos atrás, a segunda: estávamos eu, Irineu, Fabrício e Adriano voltando de um show do Firim & Forom (não sei se escrevia dessa forma), em uma escola estadual. Irineu e Adriano, respectivamente, eram os palhaços, Fabrício o sonoplasta e eu… bem, eu era apenas o cara que cuidava dos fogos de artifício. Coisa bem voltada para um público de 4 a 9 anos, com certeza. A polícia parou nosso carro porque, segundo o policial, “não é comum alguém de cabelo verde” – isso, sobre Firim. Revistaram nosso carro, pediram os documentos e, ao abrir o porta-malas, espantados, perguntaram: Mas vocês são palhaços?! Sim, só havia bexigas, maquiagens, roupas bizarras e perucas. O susto foi grande.

A primeira foi mais traumática. Eu e Feijão (lembram dele? Pois é, ainda é o Feijão de sempre – transplantado com um novo rim e sem os problemas de antigamente, mas agora, mais “tranquilo” – se tornou evangélico e tem planos de se casar com a Fernanda, em breve – acho eu) fazíamos parte de um grupo de Cinema do curso de Propaganda e Marketing da UNIP. Nosso projeto, ao lado de outros 8 alunos, era ousado: filmar uma cena de sequestro, mas com humor. Em suma, usamos 3 carros. Um era da vítima (Feijão) e os outros dois, dos sequestradores. Fizemos tudo com perfeição. Encurralamos o carro, descemos armados e encapuzados, gritando, agindo com truculência, jogando a vítima no porta-malas do carro e saindo em disparada. Filmamos o mesmo take umas 3 vezes. Só esquecemos de avisar os donos de mansões de Interlagos que aquilo era uma brincadeira. Ao chegar no set do cativeiro, nos vimos cercados, pelos muros, por 12 policiais, armados e apontando para nós, aos gritos. Todos ao chão, umas torcidas de braço aqui, umas pisadas nas costas acolá, e conseguimos explicar que não era nada do que estavam imaginando. Claro que o reitor da universidade teve de entrar em contato com a polícia e livrar nossa barra. Mas, passou. Ainda quero MUITO encontrar esse vídeo – sem as cenas do “flagrante”, apagadas pela PM – mas seria épico.

Ontem, saí do trabalho bem depois do horário. Vida de revisor publicitário é sempre uma incógnita em relação a isso. Peguei um táxi e rumei para casa, cansado, com fome, frio e sono (ohhh!). Já na Avenida Washington Luís, percebemos uma viatura da ROTA. Nada de mais. Porém, a mesma começou a nos seguir muito de perto, até acionar as sirenes e o farolete. Encostamos o carro, sem saber exatamente o que estava acontecendo, e ficamos aguardando as ordens, ou instruções, entendam como quiser.

Foi tipo assim. Não, eu não sou besta de bater fotos numa hora dessas.

Foi tipo assim. Não, eu não sou besta de bater fotos numa hora dessas.

 

 

 

 

 

 

 

 

O relato abaixo é 90% real, graças à minha memória fraca e abalada pelo sono:

– Sai do carro com as mãos para o alto! (para o motorista)
Ele cumpre as ordens, põe as mãos atrás da cabeça, entrelaça os dedos, afasta as pernas… aquele procedimento Polícia 24h. Eu fiquei preocupado, porque achei que não tinham me visto no banco de trás. Vai que se assustam com algum movimento ali e… bem, assusta, é claro.
– Desce você também!
Desci do carro, calmamente, com as mãos à vista dos policiais. Mesmo procedimento. Fui para a calçada, enquanto centenas de outros motoristas e pedestres diminuíam seus carros e passos para “apreciar” a cena – a galera curte um reality show.

– Seu nome?
– Rafael.
– Está vindo de onde e indo para onde?
– Estou vindo do trabalho e indo para casa. Moro na rua tal, número tal. Já estava chegando…
– Trabalha?
– Sim.
– O que você faz?
– Sou publicitário (aqui uma mentirinha inofensiva, já que sou jornalista, mas atuo na publicidade há anos).
– Tem alguma passagem pela polícia?
– Não, SENHOR. (sim, me senti no Polícia 24h. E claro, fiquei com receio daquele registro de “Perturbação da Ordem Pública”, pelo caso da Unip, não ter desaparecido).
– Usa alguma droga? Tem alguma coisa com você?
– Não, não uso nada.
– O policial fulano vai checar seus documentos. 
– Ahm, ok. Tem uma mochila lá no banco de trás. É minha.
– Vamos checar também.

Enquanto checavam meus documentos e todos os documentos do taxista – CNH, Licenciamento, Registro, multas etc – o policial que fez a abordagem comigo conversou, amigavelmente. Um amigo que foi trabalhar com TI na China, economia, política (!), entre outros. Aproveitou para explicar que fomos parados porque tinham a informação de que um táxi, do mesmo modelo, estava sendo sequestrado (olha aí, o destino). Fomos liberados e, cordialmente, demos boa noite uns aos outros. Coisa fraterna, carregada de muito alívio, pistolas, fuzis e submetralhadoras.

Se a polícia – e os indivíduos que ela aborda, é claro – agissem sempre assim, talvez (na verdade, muito provavelmente), a imagem geral da corporação seria bem melhor da atual. O que ficou do fim de noite foram 15 minutos de atraso, um bate-papo inesperado e uma apalpada indiscreta. Apenas isso – ufa!


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