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Corinthians 1, Corinthians 2 ou Corinthians 3?

14 de dezembro de 2012

Tite se assustou. Não com o resultado de 3×1 do Chelsea sobre o Monterrey, mas pelo posicionamento tático da equipe de Rafael Benitez. Logo a principal força do técnico gaúcho, a formação do time em campo, está ameaçada. Pelo segundo tempo contra o Al Ahli, três coisas ficaram claras: o time está lento no ataque, carente de cobertura no lado direito da defesa, e visivelmente cansado. A esta última, podemos creditar o fato do Corinthians estar em fim de temporada. Vários jogadores estão no limite físico. As baixas temperaturas no Japão não colaboram – ou seja, nada melhor do que descansar nos próximos dois dias para evitar estourar algum jogador. Mas… e os outros 2 problemas?

Adenor já disse: vai mudar a equipe para a final. A linha de 3 homens de meio, de seu 4-2-3-1 será mexida. Quer mais um jogador rápido no setor (além de Sheik, que por sinal, não jogou nada na semi-final), não apenas para atacar, mas principalmente, ajudar Alessandro e Paulo André a controlar o setor. Justamente o ponto mais forte do Chelsea. E, infelizmente, logo sobre os dois jogadores que, ontem, sequer treinaram, por dores incômodas, reflexos do cansaço.

Fiz abaixo um esboço de 3 opções que Tite pode usar, para sair jogando, na final de domingo. Já aviso de antemão: Guerrero não sai da equipe, ao menos, não durante o primeiro tempo. Virou homem de confiança do técnico.

Corinthians 1Edenílson no lugar de Danilo
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Essa é a formação que acho menos provável (mas minha preferida), mas conhecendo Tite, não seria espanto algum a equipe jogar com três volantes e dois jogadores avançados, segurando os laterais, ainda no campo de ataque. O Barcelona faz isso até hoje, mas o Paulinho deles, é o Messi. Mesmo assim, com Edenílson posicionado onde normalmente joga o camisa 8 do Corinthians, lado a lado com Ralf, o atual artilheiro da equipe poderia ficar “livre” para ajudar na armação e chegada ao ataque. Danilo é outro dos homens de confiança do técnico, e dificilmente sairá da equipe titular, mesmo sendo mais lento que Douglas – que já dá sinais de que começará a final apenas como opção para o segundo tempo. Tanto Emerson, quanto Douglas, voltariam para ajudar a marcar, auxiliando Alessandro e Fábio Santos.

Corinthians 2Edenílson no lugar de EmersonMundial2

Calma, calma… eu sei que isso é praticamente impossível de acontecer. Mas imagino – novamente – Tite usando três volantes, para que Paulinho tenha mais liberdade. Jorge Henrique ou Romarinho fariam o lado direito, aplicando velocidade nas descidas e apoiando a defesa. O problema é que o 4-3-3 ficaria pesado demais com apenas um homem de velocidade. Entretanto, o time ganharia mais força no meio campo. O Sheik poderia aparecer no segundo tempo, com os ingleses já cansados.

Corinthians 3
– o mesmo esquema, mas com pontas rápidos e Martinez
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“Em time que está ganhando não se mexe (muito)”.
Tite pode muito bem não mudar nada em seu 4-2-3-1, mas trocar as peças-chaves por jogadores mais habilidosos. Se Martinez entrasse na mesma posição que Douglas ocupou contra o Al Ahly, teríamos além da bola curta, o drible – característica que o camisa 10 do Corinthians não possui. Isso pode ajudar a desmontar a defesa azul. Na direita, para conseguir fazer o que deseja, Tite precisaria sacar, também, Danilo da equipe. “Mas um time sem armadores?”. Sim, mas com “operários” que desempenhem mais de uma função com maior facilidade. Romarinho ou Jorge Henrique, mais uma vez, fariam o mesmo papel que Emerson faz pela esquerda. Seria, basicamente, o que foi utilizado na Libertadores, onde não havia Guerrero fixo como pivô, mas havia o 11 corinthiano mais centralizado para a chegada de Paulinho.

E aí, quem arrisca um palpite?

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O jogo que você não viu, as coisas que você não sabia

10 de maio de 2012

O Corinthians venceu – e convenceu – o Emelec, ontem, por 3×0. Jogo sob controle durante os 90 minutos, com boas atuações de todos os jogadores do Timão, sendo ótimas as de Emerson, Fábio Santos, Paulinho, Ralf, Chicão, Leandro Castán, Alex, Danilo e Cássio. Ou seja, só Willian e Edenílson fizeram “o básico”. Mas alguns detalhes devem ser lembrados:

1. Tite perdeu Edenílson para o primeiro jogo contra o Vasco. Não apenas pela sua contusão, ao final do primeiro tempo, mas pelo retorno de Alessandro. Se este estiver a 100%, e o camisa 21 a 90%, o antigo capitão volta à equipe.

2. Liédson ainda manca. Pouco, mais ainda corre mancando. Ontem, em apenas 14 minutos atuação, pouco fez, mas teve chance de gol aos 45 da etapa final.

3. Paulinho é um jogador que vai deixar saudades. Sim. Isso mesmo. Pois é… uma pena!

4. O árbitro da partida, o uruguaio Dario Ubriaco, fez exatamente o que não devia, mas fez: inverteu algumas faltas, fez vistas grossas para outras, evitou atritos com os jogadores corinthianos. Ou seja, prejudicou o Emelec em alguns momentos. Pouco, mas prejudicou.

5. Júlio César é um jogador que não vai deixar saudades. Sim. Isso mesmo. Pois é… uma pena!

6. Alex dificilmente sai do time em jogos no Pacaembu. Jorge Henrique funciona melhor fora de casa, onde o Corinthians precisa mais de um jogador que se apresente mais constantemente para as jogadas, principalmente, nas laterais do campo. Em casa, Alex é mais incisivo, e está em boa fase – finalmente!

7. Douglas é um jogador que não vai deixar saudades. Sim. Isso mesmo. Pois é… uma pena!

8. O Corinthians tem a melhor defesa entre todas as equipes brasileiras que já participaram da Libertadores, desde 1960. São apenas 2 gols sofridos em 8 partidas, ou 0,25 por jogo. Por sinal, o Timão é o único invicto nessa competição em 2012.

9. Leandro Castán é um jogador que vai deixar saudades. Sim. Isso mesmo. Pois é… uma pena!

10. Milhares de São Paulinos e Santistas acordaram com mais sono do que o habitual, hoje. Os Palmeirenses também foram para a cama tarde, mas por causa da goleada sobre o Paraná, pela Copa do Brasil. O clima, por lá, é ótimo. Felipão disse que a torcida não pode reclamar por ele só ter recebido “essas merdas” de jogadores como contratações, ao fim do jogo. Ainda bem que foi o gaúcho quem deu conselhos ao Emelec sobre como vencer o Corinthians.

Arruda, sal grosso e chutes de fora da área contra o Emelec

8 de maio de 2012

Desde o ano 2000 o Corinthians não consegue avançar para as quartas de final de uma Libertadores. Vacilos, nervosismo, times inexperientes. Tudo isso soma-se à enorme pressão da mídia, diretoria e, claro, da própria torcida pelo título inédito. Amanhã, no Pacaembu, o Timão precisa vencer para se classificar. Se empatar, cai fora, novamente. Sim, porque empate com gols dá a vaga para os equatorianos do Emelec, e não confio em classificação nos pênaltis por motivos lógicos.

A equipe de Tite anda falhando demais no ataque. Liédson fora de forma e em má fase técnica, Willian ainda pouco confiável e Emerson solitário em tentativas mais agudas. Se Elton ainda não merece a confiança na posição entre os zagueiros adversários, a alternativa são os chutes de fora da área de Alex. O camisa 12 entra no lugar de Jorge Henrique, expulso de forma infantil no jogo de ida, que terminou em 0x0. Paulinho e até Fábio Santos (possivelmente Douglas, no segundo tempo) são outras boas alternativas. Mas, por que arriscar lances de longa distância se está jogando em casa? Explico.

Se o jogo chegar aos 20 minutos sem uma tentativa de gol, de forma clara, a torcida começa a jogar contra. Não estou admitindo aqui a possibilidade do estádio inteiro iniciar uma campanha de vaias contra o Corinthians, mas o torcedor quer ver um time mais incisivo, ao menos agora. O pragmatismo, eficiente até então, aparenta ser uma estratégia arriscada demais contra um time que gosta de apelar para as bolas aéreas, e que uma hora ou outra, podem funcionar. Os chutes de fora da área e de média distância dão aquela falsa impressão de iniciativa. Que se arrisque as insistentes jogadas pelo meio, mas que sejam alternadas com lances mais objetivos ao gol.

Na minha opinião, é uma das poucas alterações táticas importantes que Tite deveria implementar contra o Emelec. Garantir a vantagem de 1 gol ainda antes do segundo tempo, e cozinhar a partida até um bom contra-ataque que fecharia o caixão dos elétricos.

Como deve(ria) jogar o Corinthians, domingo, contra o Palmeiras

23 de março de 2012

Como a correria pré-casamento anda tomando muito do meu “tempo livre”, vou tentar antecipar a análise tática (desde que nenhum desses jogadores se machuque) para o Derby Paulista, Corinthians x Palmeiras. Antes de tudo, independente do resultado, finalmente o jogo volta para a capital, mais precisamente, o estádio do Pacaembu. Nada contra jogos no interior do estado, mas perde-se muito do charme tradicional do duelo. Nessa partida, o Palmeiras seria o favorito, se não fosse o fator campo. Jogando no Pacaembu, o Corinthians é quase imbatível em clássicos. Santos, São Paulo e o próprio Palmeiras já foram derrotados mais de uma vez, nos últimos 2 anos, dentro do estádio municipal.

Líder invicto e com a ótima fase de Barcos, Juninho e Marcos Assunção, o alviverde leva vantagem em quase todos os setores do campo. Rápido e habilidoso, Maikon Leite pode ser o pesadelo de Alessandro, que voltará ao time titular depois de quase 40 dias parado. Porém, o Palmeiras tem na bola aérea um de seus pontos fracos – ironia do destino, já que durante 6 meses foi a principal jogada de ataque da equipe de Luis Felipe Scolari. Nesse quesito, Danilo, Leandro Castán e, provavelmente, Elton (segundo tempo), podem aproveitar oportunidades dentro da área palmeirense.

Alex poderia – e deveria! – ser poupado. Não vem desempenhando com a mesma eficiência o papel de homem de ligação do Corinthians. Insito: se não entrar em campo, Douglas não entra em forma, nem recupera ritmo de jogo. O camisa 15 seria o principal municiador do ataque com… Liédson? De novo? Sim. Tite tem uma extrema – e até mesmo, irritante – confiança no levezinho. Se desencantar contra o maior rival, nem a torcida vai cobrar a contratação de um novo camisa 9 – isso está por acontecer, acreditem.

“E Emerson? Você não pede, a toda partida, o Sheik como titular?”. É verdade, mas acho que Tite irá optar por um 4-2-2-2 nesse jogo e, assim, Willian viria bem a calhar. Rápido e bom também nas jogadas de linha de fundo, reforçaria ainda mais as bolas altas na área do Palmeiras. Vale a tentativa, já que o primeiro tempo desse jogo deve servir para impor o ritmo de velocidade e chutes a gol.


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